Mostrar mensagens com a etiqueta YOUNG Terence. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta YOUNG Terence. Mostrar todas as mensagens

18.11.15

Homenagem a Charles Bronson

As sessões duplas de cinema B da Cinemateca Francesa garantem quase sempre boas surpresas. Hoje a noite foi dedicada a Charles Bronson e tivemos direito a um bom e a um mau filme. Mas gosto destas sessões porque me fazem lembrar o cineclube a que me habituei a ir durante muitos anos. Encontramos mais ou menos as mesmas pessoas, confiamos na seleção dos programadores e a disposição do público é diferente daquela que se tem numa sessão normal de cinema. Hoje, por exemplo, alguns espectadores bateram palmas de regozijo quando apareceu o símbolo da Cannon, a mítica produtora dos anos 80 que lançou cinema de autor mas sobretudo cinema de ação de qualidade duvidosa. Como foi o caso do segundo filme estrelado por Charles Bronson exibido esta noite, Kinjite: Forbidden Subjects (J. Lee Thompson, 1989). Cheirava a anos 80 por todos os pixels, na intriga, nas personagens, na fotografia, na música. Esta, aliás, era pavorosa, como por vezes acontecia nesses anos (até Scorsese não foi poupado, como pude comprovar recentemente no filme A Cor do Dinheiro). Charles Bronson é um agente policial em fim de carreira (aliás, apenas faria mais um filme, realizado por Sean Penn), amargo, moralizador, que faz as coisas à sua maneira e enceta uma luta contra um angariador de raparigas menores para a prostituição. Mas tudo nos é servido a traço grosso. Nota: 1/5
O primeiro filme exibido, Soleil Rouge (Terence Young, 1971), é muito melhor, é uma daquelas surpresas a que nos habituaram as sessões de cinema B. Trata-se de um western que lembra por vezes o western spaghetti e que tem a particularidade de pôr no oeste americano de oitocentos um samurai a lutar contra cowboys e índios. O samurai é o grande Toshiro Mifune mas há outros grandes: Alain Delon, Charles Bronson, Ursula Andress e Capucine. Mifune e Bronson perseguem o mau da fita Delon (quem diria?), para recuperarem um sabre de samurai e o dinheiro obtido num assalto; ambos querem a pele de Delon e vão tê-la. Bom filme do género que não me importaria de rever. Nota: 3/5