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29.3.21

Bertrand TAVERNIER

Coup de Torchon (1981)
Filme de Bertrand Tavernier

Numa colónia francesa (em 1938) um chefe de polícia justo e sensato é humilhado pelos seus conterrâneos e traído abertamente pela mulher. Ele vai então mudar a sua atuação na localidade, fazendo justiça por suas próprias mãos (Justiceiro por Conta Própria é o título português do filme). Elimina o marido da mulher que ele cobiça assim como uns racistas que antes o humilhavam. O filme adapta um romance noir de Jim Thompson. Foi nomeado para 10 Césars mas não recebeu nenhum. Com Philippe Noiret, Isabelle Huppert, Stéphane Audran e Jean-Pierre Marielle. Paris 03.2021 3/5
Nomeações: Oscar F. Estrangeiro, César Atriz, César Filme, César ArgumentoN, César Realizador, César +10 Nomeações

L627 (1992)

Um bom polar realista à francesa. O filme acompanha uma equipa da polícia que tenta apanhar pequenos traficantes de droga. O quotidiano dos agentes passa-se por isso entre prostitutas, ladrões de vária ordem e famílias destroçadas pela droga. L627 foi nomeado aos principais Césars: melhor filme, realizador e argumento. Melun 03.2021 TV 3/5
Nomeações: César Atriz, César Filme, César Argumento, César Realizador
Voyage à travers le cinéma français (2016)
Há muito tempo que esperava por uma obra como esta de Bertrand Tavernier, uma evocação pessoal da história do cinema francês, à semelhança do que Martin Scorsese fez com o cinema americano. O resultado é fascinante. A viagem pelo cinema francês é realmente muito pessoal e abrange filmes produzidos entre os anos 30 e os anos 70. Começa por Jacques Becker, realizador do primeiro filme que marcou o menino Tavernier, embora na altura não soubesse quem era o realizador. Temos então um primeiro capítulo dedicado a um dos realizadores preferidos de Tavernier, seguindo-se evocações mais ou menos longas de Marcel Carné, Jean Renoir, Edmond T. Gréville e Jean Gabin. Ainda da época anterior à nouvelle vague, há dois capítulos muito interessantes. Um é dedicado à música dos filmes e é um dos momentos altos do documentário. Jaubert e Kosma são destacados mas os compositores franceses que trabalharam para o cinema são valorizados porque, ao contrário do que aconteceu nos EUA à época, trabalharam em estreita cumplicidade com os realizadores e introduziram no cinema uma paleta de timbres (guitarra, sax) que o sinfonismo americano predominante não estimulava. Outro capítulo que se destaca é dedicado a Eddie Constantine, que impôs uma personagem que marcou a juventude de Tavernier. Dos anos 60 e 70 o cineasta evoca de forma mais demorada Godard, Sautet, Melville e Rozier, para além do produtor Beauregard. Portanto, grandes nomes nem sequer citados são, pois o que importou foi a evocação de autores com quem ele trabalhou ou que ele admira(va). Um documentário belo e necessário. Paris 11.2016 Arlequin 4/5
Prémio Lumière Melhor Documentário