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30.3.22

Morosov (2022)

Há cinco anos visitei pela primeira vez a Fondation Louis Vuitton para ver uma impressionante coleção russa de pinturas, raramente mostradas no Ocidente. O sucesso repete-se este ano com a mostra da coleção igualmente impressionante dos irmãos Morosov. Quatro andares repletos de obras primas do modernismo russo e francês. Como se tivesse visitado um Musée d'Orsay em versão reduzida. Paris 2022 Fondation Louis Vuitton 5/5

15.6.17

Au-delà des étoiles (Orsay, 2017)


Au-delà des étoiles. 
Le paysage mystique de Monet à Kandinsky

A paisagem como meio privilegiado de transmitir emoções e sentimentos pessoais... a paisagem como terreno simbólico e místico... Muitos artistas a partir dos simbolistas do fins do século XIX exploraram essas dimensões da paisagem e criaram tantas obras-primas como as que podemos ver nesta exposição impressionante. Não faltam os nomes que todos conhecem (Monet, Van Gogh, Gauguin) mas há muitos de que pouco ou nada conheço e quem tem obras excelentes nesta exposição: Hodler, O'Keefe, Klimt, Denis, Lawren Harris, Tom Thomson, Emily Carr. Paris 5/5

9.5.17

Camille Pissarro. Le premier des impressionnistes (Marmottan Monet, 2017)

Como introdução à obra de Pissarro, não imagino melhor exposição. A obra do impressionista é apresentada em todas as suas fases, desde os primeiros quadros que pintou na terra natal, as Antilhas Dinamarquesas (hoje EUA), até às séries de vistas sobre ruas e praças de Paris, que o velho pintor pintava a partir das janelas dos apartamentos que alugava para tal. Pissarro deu-se com os maiores pintores da sua época e foi um dos criadoress do Salão dos Impressionistas, que tanto fez pela divulgação da pintura de vanguarda, rejeitada pelo grande público e pelo Salão oficial. Excelente. Paris 5/5

7.3.17

A coleção Chtchouckine em Paris (2017)

À Fondation Louis Vuitton acorreram multidões poucas vezes vistas, cerca de um milhão de curiosos, para verem muitas obras-primas da pintura moderna, que nunca saem do solo russo. A coleção Chtchoukine é um dos tesouros da Rússia, tendo sido nacionalizada após a Revolução. Para conseguir ver o tesouro, reservei uma entrada para as 8 da manhã, não havia alternativa. Mas se valeu a pena! Uma exposicão enorme que faz jus ao seu título: Icônes de l'art moderne. Paris 5/5

22.1.16

Images du Grand Siècle (2016)

Images du Grand Siècle
L'estampe française au temps de Louis XIV, 1660-1715

Gosto de exposições temporárias não muito extensas que me permitem passar pelo menos duas horas mergulhado num trabalho concebido por especialistas sobre obras de arte quase sempre do passado. Desde que li um livro sobre a estampa no século XVIII passei a olhar para as gravuras, estampas e desenhos com outro interesse. 
Esta exposição é constituída por estampas parisienses da coleção da Biblioteca Nacional de França. Apesar destas limitações, é uma excelente exposição. A França torna-se no principal produtor de estampas e gravuras no final do século XVII. O reinado de Louis XIV é a idade de Ouro da gravura francesa. E foram as políticas oficiais que valorizaram as belas artes e as artes decorativas como símbolos do gosto francês.  A parte de que mais gostei foi a das estampas feitas a partir de grandes obras de antigos e contemporâneos. Há artistas que ficaram célebres pelas gravuras que fizeram a partir de grandes obras, como Jean Pesne com as obras de Poussin. Também Etienne Baudet fez muitas gravuras a partir de Poussin, que conheceu em Roma.

Poussin interpretado por Etienne Baudet

Outros exemplos que vi e admirei na exposição. La Sainte Famille de Jesus, c.1677, obra-prima de Gérard Edelinck a partir do quadro homônimo de Rafael; obras de Gaspard Duchange (1662-1757) ilustre gravador de história; Gilles Rousselet (1610-1686) gravou as suas melhores obras a partir de quadros de Guido Reni sobre a história de Hércules; Girard Audran (1640-1703), grande gravador da escola francesa, gravou estampas monumentais a partir das Batailles d'Alexandre, de Charles Le Brun, primeiro pintor do rei; Sébastien Leclerc (1637-1714) obteve imenso sucesso com as gravuras a partir de tapeçarias de Le Brun para as fábricas Gobelins; François de Poilly (1623-1693) gravou muito Philippe de Champanhe.
Hércules de Guido Reni interpretado por Rousselet

Outras partes interessantes da exposição: a gravura religiosa (a mais importante), as cenas de gênero, como as moralidades de Nicolas Guérard (1648-1719, publicou uma centena de pranchas de moralidades) e as gravuras de moda, nas quais se especializou a dinastia Bonnard. Paris 2016 BNF 5/5

4.7.14

De Watteau à Fragonard, les fêtes galantes (2014)

Uma exposição sobre a pintura francesa do século XVIII dedicada às festas galantes. Uma sala com várias das melhores obras de Watteau abre a exposição e é o seu momento alto. Watteau criou o género das "fêtes galantes" modernizando a pastoral italiana dos séculos anteriores. Fragonard foi o último mestre das fêtes galantes do século XVIII. Trouxe monumentalidade e fantasia ao género. A exposição que eu mais queria ver nesta primeira metade de 2014. Paris 2014 Musée Jacquemart-André 5/5