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21.7.26

Mormaço (Marina Meliande, 2018)

REAL Marina Meliande ARG Felipe Bragança, Marina Meliande ELENCO Marina Provenzzano, Sandra Maria, Pedro Gracindo ROD Rio de Janeiro ESTREIA 01.2018 (F. Roterdão), 9.05.2019 (Brasil) VISTO Porto, cinema Trindade 28.10.25

Porto, cinema Trindade 28.10.20, 16h Ciclo É Tudo Brasil!

18.7.26

Minha Vida em Marte (Susana Garcia, 2018)

Minha Vida em Marte é uma comédia realizada por Susana Garcia baseada no texto de Mônica Martelli, que também protagoniza o filme. Tudo começou em 2005, com o monólogo Os Homens São de Marte… E É pra Lá que Eu Vou, um sucesso extraordinário no teatro, repetido em 2014 no cinema com o filme homónimo. Minha Vida em Marte é a continuação desse texto original. Fernanda (Mônica Martelli), 45 anos, casada com Tom (Marcos Palmeira), com uma filha pequena, vê o seu casamento chegar ao fim, por falta de interesse de ambos os esposos, mas também por infidelidade do marido. Fernanda vira-se para o amigo e sócio de trabalho, Aníbal (Paulo Gustavo), para sobreviver ao período pós-separação. No essencial, o filme é a relação de amizade inabalável entre Fernanda e Aníbal, que viajam a Nova Iorque e a uma estância de recuperação espiritual, sem grandes resultados no nível de stress de Fernanda. Mas para mim o filme é o show de Paulo Gustavo, superestrela no Brasil, que rouba todo o filme aos restantes atores. Foi por ele que ri muito, durante o tempo todo. Brasil 2018? Salvador 3,5/5

Chacrinha (Andrucha Waddington, 2018)

Andrucha Waddington assina um bom biopic que resgata a excecional figura de Chacrinha, apresentador de programas de entretenimento na rádio e logo depois na televisão. O argumento é de Cláudio Paiva, Julia Spadaccini e Carla Faour e é uma adaptação do musical de teatro de 2014. O filme foi nomeado para 12 categorias do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Salvador, julho de 2019 Sala Walter da Silveira 3/5

Os Farofeiros (Roberto Santucci, 2018)

Roberto Santucci é um dos grandes especialistas da comédia brasileira de grande sucesso. Os Farofeiros é um dos seus últimos sucessos, pois teve 2,6 milhões de espectadores. Os farofeiros são aqueles novos ricos que não largam os hábitos e tiques da sua origem social (como não abdicar do seu frango assado com farofa) e são um alvo privilegiado do humor de Santucci. São fanfarrões e barulhentos e estão sempre metidos em encrencas. Neste filme vários casais partilham uma casa de praia que está a cair aos pedaços. Talvez não se lembrarão das férias pela praia ou pelo lazer previsto, mas não irão esquecer os problemas que não param de criar uns aos outros, das birras entre casais e entre pais e filhos. Melun 04.2020 (3/5)
Os Farofeiros (Roberto Santucci, 2018), produzido André Carreira (Camisa Listrada), Globo Filmes e Fox. Argumento de Paulo Cursino. Elenco: Danielle Winits, Antônio Fragoso, Maurício Manfrini, Cacau Protásio. O filme foi nomeado para o prémio Grande Otelo de melhor comédia.

9.7.26

Onde Está Você, João Gilberto? (Georges Gachot, 2018)

Um alemão e um francês, apaixonados pela música brasileira, buscam João Gilberto. Mas ele recusa-lhes a sua presença. O francês, realizador, segue o roteiro do livro que o alemão escreveu antos antes sobre o mítico cantor. Entretanto o escritor morreu e o realizador resolveu seguir-lhe as pisadas. Percorre os mesmos lugares e encontra-se com as mesmas pessoas que aparecem no livro. Vila do Conde 08.2021 Solar 3/5

Os Jovens Baumann (Bruna Carvalho Almeida, 2018)

Os Jovens Baumann (Bruna Carvalho Almeida, 2018)
ESTREIA 09.2018 (Brasil)
EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 27.10.20, 18h Ciclo É Tudo Brasil!

Turma da Mónica: Laços (Daniel Rezende, 2018)

Turma da Mónica: Laços, de Daniel Rezende, é o primeiro longa-metragem em imagens reais, inspirado nos personagens de Maurício de Souza. Parece muito fiel ao universo do autor, relatando as aventuras de quatro crianças (pré-teens) de classe média, vivendo numa pequena cidade que podia ser na Europa. Lembrei-me logo das aventuras dos Cinco ou dos Sete, sendo que a turma da Mónica também tem um cão, que aliás está no centro da intriga, pois foi raptado por um homem que vive isolado na floresta onde guarda e revende os cães que rouba. O melhor do filme é o quarteto de jovens atores, muito bem escolhidos para encarnar as personagens de Maurício de Souza: Giulia Benitte (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). Salvador, agosto de 2019 Shopping Barra 2,5/5

A Mata Negra (Rodrigo Aragão, 2018)

Rodrigo Aragão é um realizador brasileiro especialista no cinema de terror. Dele vi o primeiro filme, Mangue Negro (2008), e o quinto e útimo filme, A Mata Negra (2018), cujo argumento foi premiado no Fantasporto. Rodrigo parte do imaginário fantástico da mata brasileira para nos dar uma história bem gore, centrada numa moça simples e ingénua que aprende a arte da feitiçaria que, entre outras coisas, consegue trazer os mortos de volta à vida. Há alguns atores globais (da Globo) mas o espiríto do filme é muito de série B, apanhamos e sustos e rimos quase ao mesmo tempo. Com Carol Aragão, Jackson Antunes, Clarissa Pinheiro, Francisco Gaspar. Porto 2019 Fantasporto/Rivoli 3/5

6.7.26

A Primeira Morte de Joana (Cristiane Oliveira, 2018)

Filme de Cristiane Oliveira
EB 04 05 2023
DB Lança Filmes

Um filme frágil sobre a adolescência numa pequena povoação do interior brasileiro. Há muitos não-ditos na história e não-ditos continuam no fim. Para esquecer. Paris, setembro de 2021 Espace Saint-Michel 2/5

31.5.26

Sócrates (Alexandre Moratto, 2018)

Sócrates (Alexandre Moratto, 2018)
Sócrates, um rapaz menor, perde a mãe, que o criou com o amor e a compreensão da sua homossexualidade. Os dois tinham fugido do pai de Sócrates, que não aceitava um filho homossexual. Agora o rapaz tem de fugir do pai, e enfrentar o mundo sozinho. Filme muito duro sobre a exclusão extrema em que pode cair um adolescente gay se for rejeitado pela família. Paris 11.2019 MK2 Beaubourg 2,5/5

1.5.26

Tinta Bruta (Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, 2018)

Filipe Matzembacher e Marcio Reolon estão a ter uma carreira muito interessante. TINTA BRUTA (2018) é de longe o seu melhor filme. Ganhou o Teddy Award em Berlim, um dos mais importantes prémios mundiais que contemplam a produção LGBT. Conta a história de um rapaz pouco sociável, que quase não sai de casa, depois de um acidente em que agrediu de forma violenta um colega, e pelo qual aguarda julgamento. Entretanto assume o papel de rapaz neon na internet, exibindo o seu corpo pintado com tintas que brilham no escuro. Nesse papel assume uma personalidade mais extrovertida e confiante. É um filme centrado numa personagem complexa e fascinante, aliás muito bem retratada. Com Shico Menegat, Bruno Fernandes, Guega Peixoto. Paris 04.2019 L'Arlequin 4/5

Domingo (Felipe Barbosa, 2018)


Terceiro filme de Felipe Barbosa, um dos mais interessantes realizadores brasileiros. Numa quinta no sul do Brasil, perto da fronteira com o Uruguai, uma família reune-se para celebrar o novo ano, marcado pela eleição de Lula da Silva a Presidente do país. A política está sempre presente ou latente nesta comédia de costumes que opõe proprietários agarrados aos seus privilégios e caseiros explorados, mas acordados pelo novo poder de Lula. Um realizador a ver sempre. 
REALIZAÇÃO: Fellipe Barbosa e Clara Linhart  ESTREIA: Estreia em França: 10/10/2018 VISTO: Paris Beaubourg 10.2018 NOTA: 3/5

O Beijo no Asfalto (Murilo Benício, 2018)

 

O Beijo no Asfalto é o filme de estreia na realização do ator Murilo Benício. Excelente estreia, que naturalmente parte de material que valoriza os atores, a saber, um grande clássico da dramaturgia brasileira de 1960, assinado por Nelson Rodrigues. Encenador e atores reúnem-se à volta de uma mesa para a leitura do texto, com muitos comentários à mistura. Na maior parte do tempo assistimos à interpretação das cenas na sua forma final e assim entramos bem dentro desta tragédia carioca. Elenco fabuloso: Lázaro Ramos (Arandir), Débora Falabella (Selminha), Stenio Garcia (Aprígio), Fernanda Montenegro (D. Matilde), Luiza Tiso (Dália), Augusto Madeira (Cunha), Otávio Müller (Amado) e Marcelo Flores (Comissário Barros). Paris 2019 Arlequin 4/5

28.4.26

Crô em Família (Cininha de Paula, 2018)

Crô é rico e tem uma escola de etiqueta. Mas um dia desembarca na sua mansão a família de que ele ignorava a existência. Tudo indica que é uma falsa família, que decidiu expoliá-lo. Mas vai ser difícil abrir os olhos de Crô. De Cininha da Paula. Com Marcelo Serrado, Tonico Pereira e Arlete Salles. Melun 11.2020 TV 1,5/5

Todas as Canções de Amor (Joana Mariani, 2018)

Este filme é uma ficção que homenageia a música popular brasileira. Um jovem casal muda-se para um apartamento na baixa de São Paulo onde encontra um giradiscos e uma cassette intitulada Todas as canções de amor, deixados no apartamento pelo casal que antes o ocupava. Ao som das músicas da cassette, vamos conhecer a história de amor dos dois casais. Esperava o pior desta história aparentemente preguiçosa e sujeita a clichés, mas o argumento e a realização revelam-se tão notáveis que o filme não anda longe da obra-prima. Paris 04.2019 FCBP 4/5

O Grande Circo Místico (Cacá Diegues, 2018)

O Grande Circo Místico, filme de Cacá Diegues, inspira-se num poema de Jorge de Lima, e herdou a trilha sonora que Chico Buarque e Edu Lobo fizeram nos anos 80 para o bailado homónimo. O que fica mesmo para a história são as canções magníficas de Chico e Edu. O filme é para esquecer. Lembra Fellini mas sem o génio deste. Há coisas muito boas e outras confrangedoras. Os atores são impecáveis, num registo nos antípodas do que fazem nas telenovelas. Mas o artificialismo do filme raramente impressiona e nunca comove. Salvador, julho de 2019 sala Walter da Silveira 2.5/5

26.4.26

Benzinho (Gustavo Pizzi, 2018)

Alguns dos (poucos) filmes brasileiros recentes que saltam a fronteira deixam de lado as favelas, centram-se na classe média branca, na família e têm uma mulher como protagonista: Que Horas ela Volta? (Anna Muylaert, 2015), Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016), Mãe Só Há Uma (Anna Muylaert, 2016), Domingo (Fellipe Barbosa, 2018) e Benzinho (Gustavo Pizzi, 2018). Este último, que estreou em dezembro em França (com o título La Vie comme elle vient) e fez uma carreira muito discreta, conta a história de como uma mãe e uma família dá a volta por cima. O filho mais velho, ainda adolescente, é convidado a jogar e estudar na Alemanha, mas a boa notícia angustia a mãe, O filme relata as últimas semanas do filho antes da partida para a Europa. Foi escrito pelo realizador, Gustavo Pizzi, e pela protagonista, Karine Teles. Com Otávio Müller, Adriana Esteves, Konstantinos Sarris, César Troncoso, Mateus Solano. Paris, janeiro de 2019 Luminor 3/5