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7.11.19

Five Fingers (Joseph L. Mankiewicz, 1952)

Five Fingers parte de uma história real de espionagem durante a segunda guerra mundial. Engraçada a ideia (inventada?) dos alemães pagarem em dinheiro falso um espião que trabalhava na embaixada britânica e ainda mais engraçado o facto dos alemães não considerarem verdadeiros os documentos top secret dos ingleses que lhes chegavam às mãos... Com James Mason, Danielle Darrieux e Michael Rennie. Paris Mac-Mahon 2008 & Filmothèque 2019: 3/5

28.6.19

The Ghost and Mrs. Muir (Joseph L. Mankiewicz, 1947)

Um dos romances mais conhecidos e amados da história do cinema  une uma bela viúva (Gene Tierney) ao fantasma de um capitão de mar (Rex Harrison). Um filme que cresceu com o tempo. Paris Cinémathèque 4,5/5

31.3.19

The Quiet American (Joseph L. Mankiewicz, 1958)

Cartaz da reprise, març de 301
Apesar de ter visto este filme uma única vez há mais de 20 anos nunca o esqueci. Não tem estrelas (só conheço Michael Redgrave) e adapta um daqueles famosos romances do pós-guerra de Graham Greene que mostra a ambivalência dos países e dos indivíduos nas regiões de grande instabilidade política ou em guerra. Neste caso trata-se do Vietnam, a braços com uma guerrilha comunista e com a presença atenta de americanos e franceses instalados no território. É um dos melhores filmes que conheço sobre este género de conflitos. Paris FQL 3/5

7.3.19

O Castelo de Dragonwick (Joseph L. Mankiewicz, 1946)

O Castelo de Dragonwick (Joseph L. Mankiewicz, 1946)
O primeiro filme escrito e realizado por Joseph L. Mankiewicz remete para obras como O Castelo de Barba Azul (conto e ópera) e Rebecca (romance e filme), só para dar dois exemplos muito conhecidos de histórias em que um homem atrai uma mulher para a sua casa (por meio do casamento) mas ela lá encontrará, ameaçador, o passado feminino do marido. Gene Tierney encontra em Vincent Price (futuro vampiro) o seu Barba Azul e cai na sua teia. Pouco a pouco descobre os "cadáveres" das mulheres que a precederam no castelo. Uma história negra dos tempos do pós-guerra, em que também se descobriam os crimes hediondos da guerra. Cinema noir? Produzido por Darryl F. Zanuck e Ernst Lubitsch, com Gene Tierney, Walter Huston e Vincent Price. Vila do Conde 03.2019 3,5/5 DVDteca

9.5.16

Suddenly Last Summer (Joseph L. Mankiewicz, 1959)

Suddenly Last Summer (Joseph L. Mankiewicz, 1959)
Tinha visto Bruscamente no Verão Passado, de Mankiewicz, apenas uma vez (na Cinemateca Portuguesa, se a memória não me atraiçoa). Mas nunca o esqueci por várias razões: o texto de Williams, a realização de Mankiewicz e os atores. É um filme importante nas cinematografias de K. Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomery Clift. Eles brilham e vibram na pele de três personagens inesquecíveis de Tennessee Williams, atormentadas pela morte atroz de Sebastian no ano passado, que leva à loucura as duas personagens femininas. Lisboa Cinemateca? & Paris 05.2016 5/5

8.5.16

A Letter to Three Wives (Joseph L. Mankiewicz, 1949)


A Letter to Three Wives (1949) é um dos melhores filmes de Mankiewicz mas só quando o revi é que me apercebi disso. Os colegas do realizador tiveram razão quando atribuíram ao filme os óscares de melhor filme e de melhor argumento adaptado. Três amigas, na hora de embarcarem para uma saída com um grupo de crianças, recebem uma carta, dirigida às três por uma amiga comum em que esta revela que fugiu nesse dia com o marido de uma delas. O filme é essencialmente construído por flashbacks narrados por cada uma das três amigas e o desenlace (a descoberta de qual das três amigas tinha ficado sem marido) retoma ao presente da ação. Diálogos brilhantes, construção dietética assombrosa, atores irrepreensíveis, tudo a que nos habituamos a ver nos filmes de Mankiewicz. Paris 5/5

9.4.14

The Honey Pot (Joseph L. Mankiewicz, 1967)

Estreou ontem em Paris, numa versão restaurada, The Honey Pot (1967), um dos últimos filmes de Joseph L. Mankiewicz. Tratando-se de um dos meus realizadores preferidos e sendo este filme de 1967 um dos poucos que ainda não tinha visto da sua carreira (realizou 20 filmes) não foi difícil preterir todas as estreias da semana para ver um filme dos sixties.
Mankiewicz é o cineasta da palavra. Nos seus filmes encontramos os diálogos e a voz off mais literários do cinema, e durante a maior parte do tempo somos seduzidos pela palavra tanto quanto pelos atores, sempre magníficos, ou pela realização. The Honey Pot, mais uma vez, apresenta uma história de um cinismo avassalador, como só em Mankiewicz é possível encontrar. Um milionário americano a viver num palazzo de Veneza decide fingir-se moribundo e atrair ao seu pote de mel três das suas antigas conquistas femininas para se divertir com o espetáculo da sua concupiscência. Impossível resumir as voltas que dá esta peça de teatro encenada pelo milionário como o último acto da sua existência. Brilhante. Paris, Filmothèque QL 2014 (4/5)