Mapplethorpe: Look at the Pictures (2016) é um longo e excelente documentário da HBO sobre o artista Robert Mapplethorpe. Passou há pouco na Berlinale e está previsto estrear em França na rentrée. Não admira que seja estreado nas salas: o artista foi importante e polémico (o filme começa mostrando manifestações contra uma exposição sua) e o documentário traça de forma exemplar a sua vida e obra. Paris 7/10
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotografia. Mostrar todas as mensagens
3.4.16
20.11.14
Henri Dauman: The Manhattan Darkroom
Breve e bela exposição (e de entrada livre) de Henri Dauman, fotojornalista francês que retratou a América como poucos através das melhores revistas como Life ou Newsweek. No Palais d'Iéna.
16.11.14
Approches de la photografie (original de 1992)
Esta coleção "128" tem ótimos títulos, este é o último que me pus a ler há dias e já me tirou algumas dúvidas que eu tinha sobre esta arte. Ajudou-me aliás a compreender certas exposições que vi recentemente, umas com tiragens enormes (Maplethorpe), outras com tiragens minúsculas (Cartier-Bresson, Maier), outras com fotografias também enormes a pensar nas galerias mas com um um trabalho prepraratório de investigação considerável (Salgado). Estes quatro grandes fotógrafos correspondem a momentos e correntes diferentes da história da fotografia que agora começo a saber distinguir. A linguagem de Gabriel Bauret não podia ser mais clara.
5.11.14
Le Sel de la Terre (Wim Wenders, 2014)
Este documentário é um dos acontecimentos da rentrée. Por sugestão de uma amiga, fui vê-lo na semana de estreia, há três semanas. O filme continua em cartaz, passou por mais de 150 cinemas em França, continua em exclusividade em alguns, e já recebeu cerca de 100 mil espectadores. Um sucesso, portanto.
Dois nomes explicam o sucesso do documentário: Sebastião Salgado e Wim Wenders. Este realizou o filme com o filho de Sebastião, Juliano Ribeiro Salgado. Não é um grande documentário. Cumpre o objetivo de celebrar a obra de Salgado, mas o dispositivo formal dominante desilude: a sucessão interminável das fotografias apresentadas por ordem cronológica, com a voz off omnipresente, com poucas filmagens de Sebastião no terreno ou no laboratório. Para quem não conhece a obra de Salgado, é uma ótima introdução ao que ele fez de melhor. Mas o documentário tem uma vertente hagiográfica e acrítica que o empobrece. Poucos fotógrafos são tão polémicos quanto Salgado. Seria interessante confrontar a obra do fotógrafo com as críticas que circulam sobre a mesma. Mesmo assim, um dos bons documentários deste ano. Paris 2014: 3,5/5
14.8.14
Arissa. La sombra y el fotógrafo, 1922-1936
Uma importante retrospetiva do fotógrafo Antoni Arissa (Sant Andreu, 1900 – Barcelona, 1980) está na Telefónica de Madrid. Vale realmente a pena a visita.
13.8.14
Alberto García-Alix: Autorretrato
Alberto García-Alix (Léon, 1956) é um fotógrafo espanhol amplamente consagrado pelos principais prémios de fotografia do seu país. Tem uma obra em que a autorreferencialidade nunca está ausente. Daí que a noção de autorretrato que baptiza esta exposição seja encarada em sentido mais lato do que habitualmente a tomamos. No Círculo de Bellas Artes de Madrid.
10.8.14
Henri Cartier-Bresson em Madrid
A grande retrospetiva que o Centre Georges Pompidou dedicou a Henri Cartier-Bresson está agora em Madrid (na Fundación Mapfre), antes de seguir para Roma e Cidade de México. Em Madrid a entrada é livre. Um luxo espanhol ao alcance de todos. Gostei mais de ver esta exposição em Paris, onde as projeções de excertos de filmes apareciam em grandes telas. De qualquer forma trata-se de uma excelente exposição, e em Madrid é mesmo para todos.
22.7.14
Vivian Maier: Uma fotógrafa de rua
O primeiro livro em português sobre Vivian Maier?
Vivian Maier: Uma fotógrafa de rua
Editado por John Maloof
Prefácio de Geoff Dyer
Ed. Autênctica, 2014
[edição original da
PowerHouse Books, 2011]
2.7.14
Robert Mapplethorpe au Grand Palais
As fotografias de Mapplethorpe são bem conhecidas de todos os que se interessam pelas imagens que marcaram a cultura nas últimas décadas. O facto de ter tido como modelos estrelas da cultura popular ajuda à presença recorrente dessas fotografias. Mas vê-las em conjunto numa exposição retrospetiva dá-lhes outro peso, parecem fazer todo o sentido. A obra de Mapplethorpe adquire assim mais espessura.
Gostei muito da exposição, mas achei-a breve demais.
Gostei muito da exposição, mas achei-a breve demais.
![]() |
| Primeira retrospetiva de Mapplethorpe em França desde há muitos anos. |
22.6.14
Finding Vivian Maier finalmente estreia em França
Desde 2013 que o documentário Finding Vivian Maier tem sido apresentado em sessões especiais em Paris. Agora a estreia do filme nas salas foi anunciada para o próximo dia 2 de julho. Boa notícia.
2.6.14
Henri Cartier-Bresson no Pompidou
Últimos dias para ver a retrospetiva de HCB no centro Pompidou. Não subia as famosas escadas rolantes há muitos, muitos anos. Em horário noturno, as salas estavam cheias, demasiado cheias para o meu gosto, sobretudo numa exposição de fotografias, com muitas delas quase minúsculas. É uma retrospetiva bastante abrangente e permite-nos ficar com uma ideia bem razoável da importância do fotógrafo no seu tempo. Algum destaque é dado à sua participação no cinema, como ator e como assistente de realização. Sempre com Jean Renoir. Na semana anterior tinha visto Partie de Campagne (1936), que contou com HCB não só como assistente mas também como ator numa breve cena bem divertida. Destaque também para as suas reportagens na Índia, no México, na Rússia. Bela exposição.
12.12.13
5.12.13
Vivian Maier na Galérie Frédéric Moisan, Paris
19.11.13
Le Portugal que j'aime... (1963)
![]() |
| Cartier-Bresson - Jerónimos, Lisboa, 1955 |
O livro é apresentado por Jacques Chardonne, legendado por Paul Morand, narrado por Michel Déon, e tem fotografias de Boudot-Lamotte, H. Cartier-Bresson, Delaporte, M. Déon, A. Elfer, Holmes, I. Morath, Limot-Rapho, A. Petit, Rapho, F. Rotier, M. Serraillier, P. Tetrel, R. Thuillier, Yan.
Chardonne, Morand e Déon são três grandes escritores franceses do século XX. Dos fotógrafos só conheço Cartier-Bresson. Vi no blog A Rês Pública que Cartier-Bresson esteve em Portugal em 1955 e durante um mês fotografou uma boa parte do país.
Ainda não li os textos do livro mas nada espero de relevante. Mas as fotografias são uma maravilha, pois captam com boa qualidade de impressão o país da época. A patine e a nostalgia fazem o resto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

































