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31.3.25

29.2.24

Berthe Morisot et le XVIIIe siècle (2023)

Paris: Musée MARMOTTAN MONET
03.03.1969

Berthe Morisot, pintora impressionista e pioneira, teve desde a infância uma paixão pela arte do século anterior, o século 18. Os seus modelos eram Watteau, Boucher, Fragonard, Perroneau, Nattier, assim como os ingleses 
Romney, Gainsbouroug e Reynolds, todos representados nesta bela exposição.

Os quadros vieram de vários museus: The Wallace Collection, Dulwich Picture Gallery, M. Orléans, M. Caen, M. Orsay, M. Saint-Germain de Livet, Tate, M. Jacquemart-André, M. Louvre, M. Marmottan Monet, M. Limoges, M. Tours

13.1.23

Rosa Bonheur (M. Orsay, 2022)


Bordeaux 1822-1899.

Rosa nasceu e cresceu na miséria, aos 7 anos a família muda-se para Paris e aos 14 conhece Nathalie Micas, companheira de toda a sua vida. Aos 20 anos tinha já o seu talento reconhecido nos Salons da capital. Especializou-se na pintura de animais, consagrou-se com quadros enormes que representam o trabalho agrícola os os bois são os protagonistas, mas também pintou animais exóticos e animais da floresta (comprou um château em Thomery). Bela exposição. Paris 2023 Musée d'Orsay 3.5/5

26.5.22

Boilly (Musée Cognac-Jay, 2022)

Louis-Léopold Boilly (1761-1845) foi um um pintor que se destacou como (grande) retratista e cronista da sociedade do seu tempo. Nos seus quadros, que privilegiam os grupos, o coletivo,  aparece quase sempre o seu auto-retrato. Foi o primeiro pintor a apresentar trompe l'oeil num salão oficial de arte. Gostei das suas séries de quadros Les Grimaces e dos mais de cinco mil retratos que fez dos seus contemporâneos (pintava-os em duas horas e com as mesmas dimensões). Paris 2022 Musée Cognac-Jay 4/5

21.4.22

Aristide Maillol (Musée d'Orsay, 2022)

Uma grande descoberta para mim. Conhecia este artista apenas de nome (já fui algumas vezes ao Musée Maillol...). Nesta retrospetiva vemos os inícios do artista através da pintura e das artes decorativas, com alguns belos quadros, e vemos igualmente as esculturas monumentais de mulheres, a imagem de marca do artista. Paris 2022 Musée d'Orsay 4/5

28.6.21

Signac, les harmonies colorées (Musée Jacquemart-André, 2021)

Signac e outros impressionistas são apresentados no museu Jacquemart-André como um elo importante entre os primeiros impressionistas e os fauvistas que continuaram a exploração da cor que Signac já privilegiava. Paris 2021 Musée Jacquemart-André 4/5

1.6.21

Peintres femmes, 1780-1830 (Musée du Luxembourg, 2021)

De certo modo, o quadro que mais me impressionou na exposição não é provavelmente um dos melhores, mas é aquele que resume para mim o espírito da exposição. Nesse quadro vemos um atelier de pintura cheio de aprendizes, todas mulheres, um cenário onde só me lembrava de ter visto homens. O século 18 testemunhou uma presença crescente das mulheres artistas, um fenómeno imparável até hoje. Mas a Revolução Francesa pareceu contrariar essa tendencia, pois algumas dessas mulheres pintoras tiveram de exilar-se para continuar a trabalhar (e a viver). Mas a Revolução significou também o acesso ao trabalho de todas as mulheres, sem distinção social. Paris 2021 Musée du Luxembourg 4/5

25.6.20

James Tissot. L'ambigu moderne (Musée d'Orsay, 2020)

O musée d'Orsay reabriu as portas com James Tissot, pintor de nome e gostos ingleses, mas francês de Nantes, cidade portuária que lhe passou para sempre a paixão pelas atividades à beira-mar. Vendo a retrospetiva da sua obra, nota-se que ele pouco se interessava pela paisagem em si mas pelas pessoas, pelas mulheres sobretudo, e sim, também pela natureza como quadro da ação humana. Para um francês nascido e vivido num século tão rico de pintura francesa, surpreende as suas influências inglesas (os pré-rafaelitas) e alemãs (do Renascimento). Recusou a participação de um salão dos impressionistas e viveu uma década de glória em Inglaterra, onde fez muitas das suas melhores obras. Na parte final da vida, estabeleceu-se em França e dedicou-se à arte religiosa, tenho ilustrada uma Vida de Jesus que marcou a cultura da época. Paris 2020 Musée d'Orsay 4/5

9.12.19

Toulouse-Lautrec. Résolument moderne (Grand Palais, 2019)

Um artista que simboliza a Belle Epoque e que consagrou um certo mundo social de Paris da época: os cabarets e as suas dançarinas. Uma exposição que não privilegia a pintura porque é grande a amostra de cartazes publicitários assinados por Lautrec. Mas nas salas ao lado a intensidade da Arte sobe muito com um verdadeiro génio: el Greco. Paris Grand Palais 3/5

17.9.19

Berthe Morisot (M. Orsay, 2019)

Grande retrospetiva de uma pintora impressionista, reconhecida pelos seus contemporâneos, que não quis pintar as mesmas coisas que os seus colegas homens. Como estes, pintou sobretudo mulheres, mas interessou-se também pela moda e pela toilette, pela vida privada e feminina das mulheres. Paris Musée d'Orsay 3,5/5

12.9.19

Paris romantique 1815 – 1848 (Paris, 2019)

No Petit Palais vemos a evolução da cidade de Paris no período do romantismo, a sua renovação urbanística e os seus protagonistas do mundo da arte (pintores e escritores sobretudo). No Musée de la Vie romantique privilegiam-se os salões literários, que criaram uma nova sensibilidade e influenciaram as esferas cultural e política. Paris 4/5

17.7.19

Le modèle noir. De Géricault à Matisse (Musée d'Orsay, 2019)

Os negros quase sempre tiveram um papel secundário ou meramente figurante nas artes plásticas até bem recentemente. Mas desde o início do século 19 lá foram aparecendo, e esta exposição obriga-nos a ver o que muitas vezes não víamos nos qiadros de Géricault a Matisse. E alguns modelos negros foram conhecidos na sua época, aparecendo em vários quadros de grandes mestres. Paris Musée d'Orsay 3/5

2.5.19

Bonnard (Tate Modern, 2019)

Cores. Formas. Nus. A intimidade do dia a dia. O banho. O sexo. Luz. Objetos. Sua mulher, sua musa. A casa. Janelas. A paisagem. Londres 05.2019Tate Modern 4/5

10.12.18

Les Nadar, une légende photographique (BNF)

Les Nadar, une légende photographique é uma exposição sobre a conhecida família de fotógrafos Nadar, em particular de três dos seus membros: Félix Nadar (1820-1910), o seu irmão Adrien Tournachon (1825-1903) e o seu filho Paul Nadar (1856-1939). Bibliothèque nationale de France 3/5

21.1.18

François Ier et l'art des Pays-Bas (Musée du Louvre)

Esta exposição não se destaca tanto pelas obras-primas nela presentes ou pela qualidade da pintura mas por dar a conhecer o estado do conhecimento sobre a arte francesa no reinado de François 1er. Para além dos modelos italianos, que dominavam a pintura na Europa no Renascimento, as artes dos Países Baixos tiveram grande eco na arte francesa, embora essa influência só recentemente tenha sido devidamente estudada. A exposição do Louvre dá conta dessa evolução do conhecimento histórico da arte. Paris 3,5/5

Gauguin. L'alchimiste (Grand Palais)

Uma das exposições mais procuradas da temporada é esta retrospetiva de Gauguin, que apresenta as pinturas mas também as excelentes cerâmicas do artista. Paris 4/5