José Dumont, excelente, protagoniza uma história de favela, com a sua população na luta diária pela sobrevivência, incluindo aqueles que querem dar a volta por cima com esquemas fora da lei. O Brasil não parece ter mudado mesmo. Melun, março de 2021 TV 2,5/5
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9.7.26
24.5.26
Os Deuses e os Mortos (Ruy Guerra, 1970)
O filme de Ruy Guerra, Os Deuses e os Mortos, ganhou os principais prémios do VI Festival de Cinema de Brasília: melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Othon Bastos), melhor atriz (Dina Sfat) e melhor fotografia (Dib Lufti). O filme segue a estética de muitos filmes do cinema novo brasileiro, levada ao seu ponto máximo nas obras-primas de Glauber dos anos 60. Mas neste filme de Ruy Guerra, que se torna quase insuportável ver hoje, resta apenas um gesto vazio de quem quer fazer arte hermética. Uma desilusão. No entanto: soberba música do grupo Som Imaginário, com Milton Nascimento, que também atua no filme. Paris, Cinemateca Francesa (2013) 2/5
Anjos do Sol (Rudi Lagemann, 2006)
Um tema terrível (a prostituição infantil no sertão e nas grandes cidades) num filme justo mas difícil de ver. Não passa de um bom filme, com atuações desiguais, mas que ganhou os principais prémios do cinema brasileiro em 2006/2007: em Gramado, recebeu vários Kikitos (melhor filme, argumento, atriz e ator) e foi nomeado para melhor filme nos prémios ACIE, Contigo e Guarani. Melun 2020 (3/5)
Anjos do Sol (Rudi Lagemann, 2006), Globo Filmes, com Antonio Calloni, Otávio Augusto, Darlene Glória.
1.5.26
Tatuagem (Hilton Lacerda, 2013)
Hilton Lacerda assina o argumento e a realização de Tatuagem, o filme triunfante do Festival de Gramado de 2013. É mais um brilhante filme sobre Recife, depois do magnífico O Som ao Redor (Les bruits de Recife, em França). Em Tatuagem, Lacerda escolhe a época da ditadura (Recife, 1978) para tecer uma história de amor entre um jovem militar e um líder de um grupo artístico de teatro e performance anti-ditadura. A realização é excelente (é a primeira longa-metragem de ficção de Lacerda) e o retrato de grupo é sempre justo e por momentos chega a ser mais interessante do que a abordagem da relação amorosa entre os dois protagonistas. Irahndir Santos tem aqui uma interpretação inesquecível, talvez o seu melhor trabalho. Paris 2014 Arlequin 4/5
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