Um dos primeiros filmes realizados pela atriz Ida Lupino. Uma mulher jovem, prestes a casar-se, é violada na rua e a partir daí a sua vida muda. Foge da sua terra e tenta recomeçar de novo mas o passado não a larga. O filme de Lupino trata corajosamente de um tema pouco abordado em Hollywood nos anos 40. Paris 09.2020 FQL 3,5/5
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7.5.26
1.5.26
Caiçara (Adolfo Celi, 1950)
Este clássico da Vera Cruz lembra outros filmes dos anos 40, como Stromboli, em que uma mulher bela e até sofisticada vai viver para uma comunidade piscatória dominada pelas crenças populares e pela sensualidade... O filme é bom e deve muito à atriz Eliana Lage, que infelizmente teve uma carreira breve. No filme ela casa com um viúvo quarentão que a leva para uma ilha. Ela vai ser cobiçada pelos homens da terra e mal tratada pelo marido. A Companhia Vera Cruz começou bem e produziu bons filmes mas não houve continuidade que permitisse a consolidação de um cinema de estúdio à maneira americana. Caiçara é um exemplo dessa tentativa digna de louvor... Melun 2021 TV 3/5
15.9.24
George CUKOR 1950s
A LIFE OF HER OWN (1950)
REALIZAÇÃO: George Cukor ARGUMENTO: Isobel Lennart, baseado na novela The Abiding Vision (Rebecca West, 1935) PRODUTOR: Voldemar Vetluguin / Metro-Goldwyn-Mayer ELENCO: Lana Turner, Ray Milland, Tom Ewell, Louis Calhern, Ann Dvorak, Barry Sullivan, Margaret Phillips, Jean Hagen FOTO: George J. Folsey MÚSICA: Bronisław Kaper ESTREIA: 1.09.1950 (EUA) VISTO: Paris 14.09.2024 Cinémathèque
BORN YESTERDAY (1951)
DVDTECA
PAT AND MIKE (1952)
REALIZADOR: George Cukor ARGUMENTO: Ruth Gordon e Garson Kanin PRODUTOR: Lawrence Weingarten, para a Metro-Goldwyn-Mayer ELENCO: Spencer Tracy, Katharine Hepburn, William Ching, Aldo Ray, Jim Backus, Sammy White, Charles Bronson FOTO: William H. Daniels (as William Daniels) MÚSICA: David Raksin ESTREIA: 14.06.1952 (EUA) VISTO: Paris 14.09.2024 Cinémathèque
THE ACTRESS (1953)
REALIZAÇÃO: George Cukor ARGUMENTO: Ruth Gordon, baseado na sua própria peça Years Ago (1946) PRODUTOR: Lawrence Weingarten (Metro-Goldwyn-Mayer) ELENCO: Spencer Tracy, Jean Simmons, Teresa Wright, Anthony Perkins FOTO: Harold Rosson MÚSICA: Bronisław Kaper ESTREIA: 25.09.1953 (EUA) 7.10.1954 A ACTRIZ (Portugal) VISTO: Paris 20.09.2024 Cinémathèque NOTA: 3/5 Um filme menor de George Cukor, que adapta a peça autobiográfica da adolescência de Ruth Gordon. Jean Simmons na protagonista tem a melhor interpretação.
DVD Col Comédies Musicales n°28 2011
DVDTECA
8.4.23
Vincent SHERMAN 4/32
Vienna, Georgia, EUA 1906-2006
THE RETURN OF DOCTOR X (1939)
SATURDAY'S CHILDREN (1940)
THE MAN WHO TALKED TOO MUCH (1940)
FLIGHT FROM DESTINY (1941)
UNDERGROUND (1941)
ALL THROUGH THE NIGHT (1941)
ACROSS THE PACIFIC (WITH JOHN HUSTON, 1942)
THE HARD WAY (1943)
OLD ACQUAINTANCE (1943)
Um dos melhores filmes de Bette Davis, magnífica no papel de uma escritora consagrada que é fiel à sua amiga de infância, interpretada por Miriam Hopkins. VC 2011 DVDTECA Paris 04.2023 Cinémathèque 4.5/5
IN OUR TIME (1944)
MR. SKEFFINGTON (1944)
DVDTECA
PILLOW TO POST (1945)
JANIE GETS MARRIED (1946)
NORA PRENTISS (1947)
THE UNFAITHFUL (1947)
ADVENTURES OF DON JUAN (1948)
THE HASTY HEART (1949)
BACKFIRE (1950)
THE DAMNED DON'T CRY (1950)
Paris: Cinémathèque 2019***
HARRIET CRAIG (1950)
Paris: Cinémathèque 2019***
GOODBYE MY FANCY (1950)
Tenho encontrado boas surpresas na filmografia menos conhecida de Joan Crawford. Comédias e dramas ou policiais noir interessantes mesmo sem aquele brilho das obras que não foram esquecidas pelo tempo. Crawford é uma eminente política que volta à sua faculdade para receber um prémio. Tinha sido expulsa da escola mas agora é um ídolo entre as jovens estudantes. Ela vai encontrar uma ex-colega e um professor que tinha sido seu amante. Mas é a política conservadora do colégio que vai estar no centro do mal estar que atinge todos durante a passagem da eminente política pela instituição. Que filme interessante. Paris 06.2019 Cinémathèque 3,5/5
Goodbye, My Fancy (1951), produzido por Henry Blanke (Warner), argumento de Ivan Goff and Ben Roberts (adapta a peça de Fay Kanin, de 1948), com Joan Crawford, Robert Young e Frank Lovejoy.
LONE STAR (1952)
AFFAIR IN TRINIDAD (1952)
THE GARMENT JUNGLE (1957)
THE NAKED EARTH (1958)
THE YOUNG PHILADELPHIANS (1959)
ICE PALACE (1960)
A FEVER IN THE BLOOD (1961)
THE SECOND TIME AROUND (1961)
CERVANTES (1967)
THE LAST HURRAH (1977)
BOGIE (1980)
18.12.22
Gun Crazy (Joseph H. Lewis, 1950)
Um policial sobre um casal de fugitivos, que roubam bancos e chegam a matar. Os dois são craques das armas (conheceram-se num número circense de tiro) mas é ela que não hesita em matar quem encontra no seu caminho. Um filme de rotina para os parâmetros de Hollywood mas simplesmente fabuloso (muito graças ao argumento de Dalton Trumbo). Barcelona 12.2022 Filmoteca 4/5
16.10.22
Broken Arrow (Delmer Daves, 1950)
Broken Arrow (Delmer Daves, 1950)
Grande clássico do western que reabilitou a imagem negativa que os índios tinham na maior parte dos westerns de Hollywood. James Stewart, como sempre, é o grande herói humanista que se empenha na conciliação de todos. Paris 10.2022 Cinémathèque 4/5
28.9.22
Marcel CARNÉ
LES JEUNES LOUPS (1968)
Paris 09.2022 Le Reflet Médicis
Juliette ou la Clé des songes (Marcel Carné, 1950)
O realizador do meu filme francês preferido (Les Enfants du Paradis, 1945) fez filmes glaciais, difíceis e aborrecidos como este. É um filme de esteta, com uma fotografia e cenários belíssimos, sublinhados pela cópia nova posta agora nas salas. E Gérard Philippe é enorme. Paris 06.2021 FQL 2,5/5
Le Jour se lève (Marcel Carné, 1939)
Le Jour se lève, clássico do realismo poético, foi uma boa surpresa. Começa como um filme noir americano: um homem é morto por outro, que logo se fecha no seu apartamento e é cercado pela polícia e pela população que o observa da rua. Durante as horas que antecedem o seu suicídio, ele relembra o seu passado recente e as razões que explicam o crime cometido. Uma dupla mágica de intérpretes iluminam esta história de paixão: Jean Gabin e Arletty. Sem dúvida, os meus atores preferidos do cinema francês anterior à Nouvelle Vague. Paris 03.2016 Cinémathèque & Melun 16.01.2026 Les Variétés 3,5/5
Le Quai des Brumes (Marcel Carné, 1938)
Le Quai des Brumes é um clássico do cinema francês anterior à guerra. Não é dos meus preferidos, pois o tom é demasiado grave e postiço para o meu gosto. Só a interpretação nervosa de Jean Gabin dá alguma vida a este hui clos passional passado à beira-mar, com grandes diálogos de Jacques Prévert. TV 2004, Paris 2012 FQL & 03.2016 Cinémathèque 3/5
16.11.20
Irving RAPPER
Another Man's Poison (Irving Rapper, 1952)
Bette Davis e Gary Merrill protagonizam este filme escrito por Val Guest a partir de uma peça de teatro. O filme é inglês e para mim o maior interesse em vê-lo é o desempenho de Bette Davis, num dos seus papéis de megera. O filme intitula-se Jezebel em França e Mulher Maldita no Brasil. De resto a história e as personagens são para esquecer. Davis é um escritora famosa que é amante do namorado da sua secretária. No dia em que começa a história, ela mata o marido, do qual estava separada há anos (e ninguém o conhecia nas redondezas). Ele tinha aparecido de repente para fazer chantagem com ela. Ele e outro homem tinham assaltado um banco e atingido um polícia com arma de fogo. Esse homem aparece na casa da escritora e toma o lugar do seu marido... Um dramalhão inócuo. Melun 01.2021 TV 2/5
THE GLASS MENAGERIE (1950)
Melun 11.2020 TV 3,5/5
Blog Theatro
Now, Voyager (1942)
DVDTECA
10.11.19
Winchester 73 (Anthony Mann, 1950)
Obra-prima do western no cinema. A espingarda Winchester 73 é cobiçada por todos no oeste, e passa de mão em mão, revelando o caráter de quem a possui. No duelo final dois irmãos (Caim e Abel) ajustam contas antigas que só poderão saldar-se pela morte de um deles. Paris Ecoles 4,5/5
7.6.19
The Damned Don't Cry (Vincent Sherman, 1950)
Um noir de segunda categoria mas ainda assim que se vê com grande interesse. Depois da morte do filho, uma mulher (Joan Crawford), frustrada com a vida miserável que tem, abandona a família e conquista pouco a pouco um lugar ao sol, ou melhor à sombra de um grupo criminoso. Produzido por Jerry Wald (Warner), argumento de Harold Medford e Jerome Weidman, com Joan Crawford, David Brian, Kent Smith e Steve Cochran. Paris 2019 Cinémathèque 3/5
28.5.19
House By the River (Fritz Lang, 1950)
Um Fritz Lang ignorado por muitos cinéfilos mas francamente acima da imensa produção de filmes noir da época. Dois irmãos, um generoso e o outro malévolo, cobrem um crime que este último cometeu (estrangulou uma criada que lhe resistiu). Quando o crime está para ser descoberto, o assassino tenta inculpar o irmão e provocar-lhe a morte. Muito bom. Paris 05.2019 3,5/5
12.5.19
Harriet Craig (Vincent Sherman, 1950)
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| Wendell Corey & Joan Crawford |
Traumatisada pelo pai que a abandonou a ela e à mãe, Harriet Craig vive para fazer do seu casamento uma obra perfeita, mas sem qualquer amor e respeito pelo marido e por quem quer que seja. Manipula todos para obter a vigilância absoluta do marido. Mas todos acabam por abandoná-la. O filme adapta uma peça de sucesso e prestígio (Craig's Wife, de George Kelly, que recebeu o prémio Pulitzer). Paris Cinémathèque 3/5
19.3.18
Rio Grande (John Ford, 1950)
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| Cartaz da reposição do filme em versão restaurada 28/02/2018 Cinéma Christine 21 |
Um belo filme de Ford dedicado à Cavalaria, uma das forças militares de que ele não se cansava de homenagear nos seus filmes. Trata-se de um western, mas nada "puro", já que a atenção de Ford dispersa-se por outros registos: o amor filial e pela esposa, o documental com os apontamentos da vida quotidiana, a comédia sempre à espreita. Não conhecia o filme, foi uma boa surpresa. Paris Christine 21 4/5
8.12.17
Sacha GUITRY
Faisons un rêve (Sacha Guitry, 1936)
Um advogado (Sacha Guitry) seduz uma mulher casada (Jacqueline Delubac) essencialmente com o seu discurso amoroso inflamado. Acabam por passar a noite juntos, no apartamento dele, mas de manhã o pânico perturba a sua relação, sobretudo quando o marido (Raimu) bate à porta do quarto... Poderia ser apenas teatro filmado (adapta uma peça de 1916 do próprio Guitry), mas é bem mais do que isso. Jean Renoir e Sacha Guitry são os meus realizadores franceses preferidos dos anos 30/40. Sempre que posso vejo ou revejo os filmes de Guitry, que não são fáceis de encontrar. Com Raimu. Paris 10.2016 Le Desperado 3/5 DVDTECA
Remontons les Champs-Elysées (Sacha Guitry, 1938)
Quadrille (Sacha Guitry, 1938)
Sacha Guitry adapta para a grande tela a sua própria peça Quadrille, filmada no mesmo ano (1937) em que estreou no teatro de Orléans. O filme herdou os mesmos intérpretes da criação da peça: Sacha Guitry, Gaby Morlay, Jacqueline Delubac, Georges Grey e Pauline Carton. Trata-se de uma screwball comedy à francesa, tão boa quanto as originais americanas. Um ator célebre de Hollywood visita Paris e consegue seduzir uma grande atriz de teatro francesa, que ia ser pedida em casamento pelo seu amante de vários anos. A crise instala-se entre o casal e exprime-se por alguns dos diálogos mais inteligentes e espantosos do cinema francês. E que dizer dos atores, que só por este filme merecem toda a nossa paixão? Um grande filme e um grande texto de teatro de Sacha Guitry. Paris 12.2017 Ecoles 4,5/5
Désiré (Sacha Guitry, 1938)
Deliciosa comédia sobre as tensas relações entre patrões e criados: a dada altura, o criado Désiré põe-se a sonhar todas as noites com a a sua patroa e esta com Désiré. Eles não sabem, mas outros ouvem-nos e isso gera os maiores constrangimentos. Mais uma vez, Guitry adapta para o cinema a sua própria peça (de 1927) com a sua trupe habitual (Guitry, Jacqueline Delubac, Pauline Carton) e a grande Arletty. Produzido por Serge Sandberg (Cinéas). Paris 12.2017 Ecoles 4/5
Le Comédien (Sacha Guitry, 1948)
Guitry filma a sua própria peça com a graça habitual. Pensando que a mulher morreu num incêndio, um homem casa com a irmā dela. Mas a primeira esposa aparece-lhe em casa bem viva 20 anos depois... Talvez o melhor do filme seja o início, quando Guitry apresenta de forma original e espirituosa a sua equipa, que se prepara para fazer o filme. Paris 12.2017 Ecoles 21 & Cinémathèque 23.11.2025 Nota: 3/5
REAL Sacha Guitry ARG. Sacha Guitry, baseado na sua própria peça ELENCO Sacha Guitry, Mireille Perrey, Robert Seller, Lana Marconi, Jeanne Fusier-Gir PROD. Films Minerva ESTREIA 28.10.1949 (Paris) VISTO Cinémathèque 20.11.2025 Nota: 3/5
Tu m'as sauvé la vie (Sacha Guitry, 1950)
REAL Sacha Guitry ARG. Sacha Guitry, baseado na sua própria peça ELENCO Fernandel, Sacha Guitry, Lana Marconi, Jeanne Fusier-Gir PROD. Films Minerva ESTREIA 20.09.1950 (Marseille) VISTO Cinémathèque 23.11.2025 Nota: 3/5Si Versailles m'était conté... (Sacha Guitry, 1954)
ARG.REAL. Sacha Guitry ELENCO Sacha Guitry, Georges Marchal, Claudette Colbert, Jean Marais, Micheline Presle ESTREIA 15.02.1954 (França) 9.11.1954 (Portugal) VISTO Paris 15.11.2025 Cinémathèque
Sacha Guitry et la Malibran
(Geori Boué, 2012)
Ed. la tour verte 2012
BIBLIOTECA
Sacha Guitry (Découvertes Gallimard, 2007)
A vida de Guitry esteve sempre intimamente associada ao seu trabalho (de ator, dramaturgo, realizador, encenador) pois não só o seu pai era um famoso ator (Lucien Guitry, um dos grandes do seu tempo), como Guitry se casou com mulheres que se tornaram atrizes das suas peças e dos seus filmes. O desgaste dos seus muitos casamentos teve provavelmente a ver com a excessiva dependência dessas mulheres/atrizes em relação a Guitry. Aliás, em alguns casos essas atrizes são hoje recordadas e celebradas apenas pelo trabalho que fizeram com Guitry. É apaixonante ver como Guitry permaneceu no centro da vida cultural francesa durante 50 anos aproximadamente, e a sua estrela só empalideceu no imediato pós-segunda guerra, quando foi preso e acusado de ter manifestado simpatias pelo regime nazi instalado em França. Mas nos anos 1950 ele voltaria à mó de cima, tornando-se um realizador mais popular e celebrado do que antes. Como é habitual na coleção Découvertes da Gallimard, o trabalho dos autores é impecável. Natal de 2017, Póvoa de Varzim e novembro de de 4/5
3.12.17
Miquette et sa mère (Henri-Georges Clouzot, 1950)
Os franceses gosta(va)m muito de filmes sobre teatro, talvez porque permitissem fazer brilhar as grandes estrelas do teatro na tela do cinema. Em Miquette et sa mère, dois jovens (Danièle Delorme e Bourvil) de diferente condição social pretendem casar-se mas o jovem é herdeiro de um marquês que pretende a namorada do sobrinho para ele. Miquette e a sua mãe entram para uma companhia de teatro e a partir daí o filme passa-se entre os bastidores e o palco, até que os dois apaixonados se juntam. Como aconteceu noutros filme, gostei da presença de Bourvil e achei insuportável a prestação de Louis Jouvet. Produção de Silver Films, Alcina e CICC (Raymond Borderie). Paris 2,5/5
6.10.17
Lady Paname (Henri Jeanson, 1950)
Lady Paname é o único filme realizado pelo argumentista Henri Jeanson. O filme tem duas das maiores estrelas do cinema francês da época: Louis Jouvet e Suzy Delair. O primeiro, grande ator de teatro, não consegue desligar-se da sua experiência teatral, mas Suzy Delair é ótima, inclusive a cantar. Ela faz de candidata a vedete do music-hall, nos anos 1920, e procura, seguindo os conselhos de Bagnolet (Jouvet), encontrar um compositor e uma canção com a qual possa identificar-se junto do público, o que chamamos hoje de signature song. As melhores cenas do filme, para mim, são então aquelas que se passam na sala parisiense Olympia, quando a revelação de Delair (Caprice) ensombra o popular cantor Marval (Raymond Souplex). E também gostei, claro, das cenas noturnas nas esplanadas do Faubourg Saint-Martin. Os diálogos são espirituosos e ajudaram-me muito as legendas desta sessão da cinemateca a pensar nos surdos. Paris 2017 Cinémathèque 3/5
13.9.14
Mademoiselle Julie (Alf Sjoberg, 1950)
Que bom ver um clássico sueco não assinado por Bergman! Em versão restaurada, foi reposto agora em Paris o clássico de Alf Sjoberg, Mademoiselle Julie (1950) com Anita Björk.
Já vi várias vezes esta peça célebre de Strindberg, mas sempre em teatro, pelo menos três vezes, uma no Teatro do Chiado, há tanto tempo que parece que foi numa outra vida anterior; e recentemente com Juliette Binoche do palco do Odeon.
Mas o filme de Sjoberg traz a história quase toda para o exterior, para o ar livre (não é o que desejam as personagens principais?) sem que a ideia de claustrofobia social seja atenuada por essa opção do exterior. São seres que não podem mudar as convenções sociais de classe sem se aniquilarem. Uma das maiores histórias que o teatro nos deu e que é sempre um prazer rever. Paris 09.2014 Filmothèque du Quartier Latin 4/5
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