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14.4.26

Crimes and Misdemeanors (Woody Allen, 1989)

20º filme de Woody Allen
Há coisas que só a meia-idade pode proporcionar, e essa é uma das (poucas) vantagens sobre a juventude: a experiência sui generis de rever filmes vinte ou mais anos depois de os ter visto na altura da sua estreia (numa sala de cinema, claro). Então desdobramo-nos em dois tempos: o presente, marcado pela revisão de grandes obras e o reconhecimento nelas de qualidades mais ou menos perenes; e o passado, quando descobrimos o filme na estreia, com todo o burburinho da publicidade e das opiniões dos amigos a fazer da ida ao cinema um momento vital. Então o vai-e-vem entre as duas experiências de visionamento do mesmo filme torna-se um elemento que traz em si algo de novo e de agradável (como o reencontro com um velho amigo).
Desde que cheguei a França, essa experiência tem-se repetido cada vez mais, pois os filmes dos anos 80 têm sido repostos em cópias novas (ou não) nas salas, como clássicos que se tornam com o passar do tempo. Aconteceu há dias com o 20º filme de Woody Allen, Crimes and Misdemeanors (esta palavra mata-me) que, ao contrário dos meus filmes preferidos dele, nunca revi desde 1989. Está longe de ser um dos melhores de Woody Allen, mas quanto prazer tive em revê-lo! Martin Laudau protagoniza, e para um fã incondicional do Espaço 1999, isso não é um pormenor. Mas é o argumento e os diálogos, e o pequena música tocada por Woody Allen que faz toda a graça deste filme menor. Paris 05.2014 Le Desperado 3,5/5
Crimes and Misdemeanors (Woody Allen, 1989), escrito por Woody Allen (nomeado ao Oscar como realizador e argumentista), com Martin Landau (nomeado ao Oscar), Mia Farrow, Anjelica Huston, Jerry Orbach, Alan Alda, Sam Waterston, Joanna Gleason, Jack Rollins & Charles H. Joffe Productions.

24.3.26

Happy Together (Mel Damski, 1989)

Happy Together (Mel Damski, 1989) 
Uma bela surpresa. Uma comédia romântica original que homenageia as clássicas comédias românticas e musicais Breakfast at Tiffany's e Cabaret. Em ambas é a mulher (Audrey Hepburn e Liza Minelli) que inicia os homens ao mundo do amor, é ela que toma a iniciativa, e é ela quem mais sofre. Em Happy Together um jovem (Patrick Dempsey) chega à residência universária e descobre que o seu companheiro de quarto é uma mulher (Helen Slater). Ele bem tenta livrar-se dela mas a relação de ambos vai estreitar-se cada vez mais, apesar dos altos e (muitos) baixos que encontram pelo caminho. Uma bela surpresa. Melun 2020 (3,5/5)
Happy Together (Mel Damski, 1989). Produzido por Jere Henshaw (Apollo Pictures). Escrito por Craig J. Nevius, com Patrick Dempsey e Helen Slater. Estreou nos EUA a 4/05/1989 e em Portugal (título: Uma Cama para Dois) apenas em 1992. Estreou somente em 8 países (imdb).

24.1.21

Communion (Philippe Mora, 1989)

Um casal com um filho pequeno é visitado à noite por extra-terrestres. A mente do marido (Christopher Walken) sai seriamente afetada e ele recorre à psiquiatria e à hipnose para compreender o que se passa. Logo conhece outras pessoas a quem se passou a mesma coisa... Um filme interessante sobre o sobrenatural que tanto marcou as mentes nos anos 80... As visitas de ETs já não são o que eram... Melun 2021 TV 2/5

15.12.20

Wicked Stepmother (Larry Cohen, 1989)

O último filme de Bette Davis é um dos seus piores. Ela abandonou o projeto pouco depois do início das filmagens e assim temos apenas 10 minutos de Davis na tela. As cenas onde entrou estão entre as melhores do filme. Cedo ela é substituída por Barbara Carrera, belíssima, ambas sendo bruxas que chegaram para atormentar e extorquir dinheiro a um viúvo e à sua filha. Em alguns momentos o filme chega a ser divertido. Melun 2020 2/5

13.12.20

She's Out of Control (Stan Dragoti, 1989)

Não Mexa com a Minha Filha: o título português resume rapidamente a história desta comédia. Um pai não sabe como reagir às transformações da sua filha adolescente. Ou reage com pouca subtileza e inteligência. Uma comédia medíocre com Tony Danza, Ami Dolenz e Catherine Hicks. Melun 2020 TV 1/5

23.11.20

Longtime Companion (Norman René, 1989)

Um grupo de amigos gays vive de forma dolorosa mas corajosa a razia que a Sida fez nos anos 80 entre o grupo. O filme começa com cenas da dolce vita da comunidade gay, que logo desaparecem com a descoberta do HIV. A desconfiança instala-se entre todos, mas também a solidariedade na ajuda aos que sofrem. Visitas frequentes aos hospitais, velórios, mas também momentos de festa e de ternura ocupam grande parte da década à medida que esta avança. Acima de tudo é um filme comovente. Melun 2020 TV 3,5/5

11.5.20

They Call Me Macho Woman! (Patrick G. Donahue, 1989)

They Call Me Macho Woman! é um típico filme de série B, produzido pela Troma, famosa produtora desse tipo de filmes de baixo orçamento. Acho que Macho Woman foi um dos piores filmes que vi. Uma loira (Debra Sweaney) é apanhada por um gang rural que se dedica ao tráfico de droga. Todos querem um bocado da moça, todos a dada altura têm motivo para querer vê-la morta, mas ela vinga-se com uma fúria e esperteza típicas dos filmes rape and revenge. Argumento nulo, interpretações rasas. Em Portugal foi visto no Fantasporto em 1991. Melun 2020 (1/5)

15.11.19

When Harry Met Sally (Rob Reiner, 1989)


A comédia romântica When Harry Met Sally (Rob Reiner, 1989) é um marco do género. O argumento, um dos grandes trunfos do filme, é de Nora Ephron e foi justamente nomeado ao Oscar. Nora Ephron continuaria depois a assinar argumentos de dois filmes que têm muito em comum com este, ambos interpretados por Meg Ryan, Sleepless in Seattle (1993) e You've Got Mail (1998)
Quanto a When Harry Met Sally, o par Meg Ryan e Billy Crystal passa o filme brigando por tudo e por nada e por pouco poderíamos pensar que o romance não quer nada com eles. Mas ele acontece, depois de mil contratempos. Um filme adorável. VC 08.2017 DVDTECA 4/5

10.2.16

The Fabulous Baker Boys (Steven Kloves, 1989)

The Fabulous Baker Boys é um filme que ficou na memória dos apaixonados de Michelle Pfeiffer. Pertence ao período em que esta atriz fez vários filmes memoráveis como Ligações Perigosas ou A Idade da Inocência. Mas o interesse do filme ultrapassa a prestação de Pfeiffer. O filme conta a história de dois irmãos artistas, pianistas de hotel, que contratam uma cantora para dar uma nova vida ao seu número musical. É praticamente o único filme realizado por Steven Kloves, que depois realizou mais um filme e tornou-se argumentista (dos filmes de Harry Potter e de super-heróis). Os irmãos Jeff e Beau Bridges também são impecáveis. O melhor é a atmosfera melancólica que o filme transmite, a usura do tempo a desgastar as relações profissionais e pessoais entre irmãos que trabalham juntos desde pequenos. No entanto, foi um dos poucos filmes de que gostei bem mais na primeira vez que o vi do que na segunda. Vi-o na estreia (1990?) e nunca mais me esqueci dele, e vi-o agora numa sessão do cineclube Chronic'art numa cópia em 35mm também ela desgastada pelo uso. Pfeiffer foi nomeada ao Oscar de melhor atriz e Dave Grusin ao Oscar de melhor score musical. Pffeifer obteve o Golden Globe e o BAFTA. Paris 2016 L'Archipel 3/5