O cinema brasileiro não sai muito para o mundo, talvez porque o Brasil é um país-continente, feitos de várias e distintas culturas. Por essa razão é de saudar o segundo filme de Felipe Barbosa, que depois de um belo filme de interiores (Casa Grande), faz um filme nas belas paisagens de Africa. E escolheu uma história muito pessoal: o destino trágico do seu amigo de infância Gabriel Buchmann. Este universitário (interpretado por João Pedro Zappa) viajou por muitos países e morreu perdido numa montanha. A realização de Barbosa é impecável e foi consagrada em Cannes com o prêmio revelação da Semana da Crítica. Este filme ecoa um outro filme brasileiro, que também vi há anos no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, e de que muito gostei, em que um jovem entra na floresta amazônica e de lá não consegue sair com vida. Paris 11.2017 FCBP 4/5
