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9.7.18

Robert BRESSON

QUATRE NUITS D'UN RÊVEUR (1971)
REALIZADOR Robert Bresson ARGUMENTO Robert Bresson, adaptação de Noites Brancas (Dostoïevski) ELENCO Isabelle Weingarten, Guillaume des Forêts, Patrick Jouané PRODUÇÃO Albina Productions, Film Dell'Orso ORIGEM França, Itália ESTREIA 1971 (F. Cannes) 2.02.1972 (França) VISTO Paris 10.03.2025 Le Champo NOTA 2.5/5
UNE FEMME DOUCE (1969)
La douce (1876) é um conto extenso de Dostoievski. Fala de uma jovem casada que se suicida atirando-se da janela. É o seu marido que nos relata a história dela e do seu casamento. Uma história de incomunicação entre os jovens esposos, de culpa e responsabilidade, e do mistério que é a vida de cada um de nós. Fui ver esta semana uma produção teatral deste conto, no Théâtre du Nord-Ouest, muito interessante e intensa. Quando estava a assistir à peça, lembrei-me de que havia estreado há dias o filme de Robert Bresson, Une Femme douce, de que nada sabia, a não ser um pouco a história. Fui ver logo que pude o filme, que de facto adapta Dostoievski mas altera mais profundamente o texto original do que a peça. Por exemplo, a ação passa-se no presente (da produção do filme) em Paris. O filme estreou em Portugal com o título Uma Mulher Meiga, e teve uma boa carreira. É um bom filme, bem bressoniano, cujo principal trunfo é a estreia no cinema, no papel titular, de Dominique Sanda. Loira e jovem, tal como a atriz na peça, consegue transmitir bem o mistério que envolve a personagem. Para mim, Dominique Sanda será sempre recordada pelo seu papel em Il Giardino dei Finzi Contini, de De Sicca. Tanto que pensava que era italiana, mas não, é parisiense. Paris 2016 Le Champo 3/5

AU HASARD BALTHAZAR (1966)
Estamos habituados a ver a Disney escolher animais como protagonistas dos seus filmes mas o cinema de autor nunca teve essa vocação. Então Robert Bresson teve essa ideia de génio de contar a história do burro Balthazar para melhor revelar os seres humanos, os seus dramas e sobretudos as suas pequenezas. Um ovni muito belo no céu do cinema. Paris: 11.2015 Le Champo & 2024 Cinémathèque 4,5/5

JOURNAL D'UN CURÉ DE CAMPAGNE (1951)
Filme de Robert Bresson

Este filme ganha muito em ser visto na versão restaurada proposta pelo Champo. A sua verdade passa pelos rostos, sobretudo pelo rosto do seu protagonista, um jovem padre da província francesa (Claude Laydu). O seu rosto é um campo de batalha, devastado pela doença física que o mina por dentro e que selará o seu fim, e pela  frustração que decorre da sua incapacidade de comunicar com os paroquianos. Um dos grandes filmes de Bresson. Paris 07.2018 Le Champo 4/5

LES DAMES DU BOIS DE BOLOGNE (1945)
Vi pela primeira vez Les Dames du bois de Boulogne em 1995 na televisão portuguesa. Nunca mais me esqueci de Maria Casarès nesse filme, ainda por cima ela é uma das intérpretes do meu filme francês preferido, Les Enfants du Paradis, do mesmo ano (1945). Os dois filmes tiveram uma produção atribulada porque foram realizados durante a Ocupação, com todos as limitações que isso impunha. Desta vez vi-o numa sala, por sinal bem cheia, o que não é para admirar pois Bresson é um dos realizadores mais apreciados pelos franceses e sobretudos pelos franceses mais jovens. No entanto, essa preferência não deve dizer respeito a esta primeira obra mas sim aos seus filmes modernos dos anos 50 ou 60. Les Dames du bois de Boulogne é um filme marcado pela época em que foi feito, pelo realismo poético dos filmes franceses como os de Marcel Carné, e pela preferência pelos diálogos literários. Jean Cocteau assina os diálogos do filme de Bresson. Hoje o filme não me encanta tanto como me encantou há vinte anos, nem os atores são memoráveis. Gosto mesmo é do Bresson da maturidade (Un condamné à mort, Au hazard Balthasar). Paris 01.2016 Le Champo 3,5/5

6.9.16

Heaven Knows, Mr. Allison (John Huston, 1957)

Robert Mitchum, um marine, e Deborah Kerr, uma freira, encontram-se sós numa ilha ora atacada pelos japoneses ora pelos americanos. Um bom filme sobretudo pelo grande encontro entre dois dos maiores atores de Hollywood. Kerr foi nomeada para o óscar e o golden globe de melhor atriz e Mitchum para o BAFTA. Paris 2016: 3/5.

10.12.14

Night Call (Dan Gilroy, 2014)

Empolgante filme sobre um jovem solitário, ambicioso, que começa a filmar crimes, acidentes, e outras situações violentas para vender a uma televisão local sensacionalista. Mas ele leva essa função longe demais, provocando situações que degeneram em grande violência. Muito bem realizado, sendo a estreia de Dan Gilroy nessa função. Paris 3,5/5

19.9.14

The Hunt for Red October (John McTiernan, 1989)

Um dos meus preferidos de McTiernan. Um thriller político como poucos, McTiernan gosta e sabe filmar com mestria os espaços fechados e meio claustrofóbicos em cinemascope. Paris 2014 Cinemathèque 4/5

22.12.13

Bob & Carol & Ted & Alice (Paul Mazursky, 1969)

O filme de estreia de Paul Mazursky, Bob & Carol & Ted & Alice (1969), foi também um dos seus maiores sucessos (de crítica e de público). É um filme bem sintonizado com os valores sexuais da época sendo por isso um documento incrível desses anos libertinos. E continua a ser uma comédia sexual bem divertida, com a maravilhosa Natalie Wood, ícone dos anos 60. Na banda sonora, Quincy Jones e Burt Bacharach. Elliott Gould e o argumento foram nomeados ao Oscar e ao BAFTA. Vila do Conde (2013) 3/5