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20.6.21

Adieu les Cons (Albert Dupontel, 2020)

Mais uma vez desapontado com Albert Dupontel. Mas é evidente o seu talento de argumentista e realizador. A estética e o universo de Amélie Poulain não anda longe, mas aqui a crítica ao burocratismo, por exemplo, não permite atingir o retrato delicodoce de Amélie. Paris 2021 Les Halles 2/5

11.5.21

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet, 2001)

20 anos depois da estreia, Amelie Poulain continua a ser um filme mítico do cinema francês. Tem uma estética própria é certo, à la Jeunet, que nunca me cativou. Um universo fechado, de loja de brinquedos antigos, impermeável ao real passageiro mas que deixa marcas. Deixo esta Amelie para os milhões de seus fãs. Melun 2021 TV 3/5

20.11.17

Au revoir là-haut (Albert Dupontel, 2017)

Tinha gostado muito de 9 Mois Ferme (2013), uma das melhores comédias francesas recentes, mas não recebi tão bem Au revoir là-haut. Neste filme a influência de Jeunet é inegável. Ao nível do argumento, a imaginação corre solta e nunca é limitada pelo contexto histórico: dois soldados, acabada a primeira guerra, dedicam-se a uma fraude que tem por alvo os monumentos aos mortos. Ao nível formal, o filme apresenta aquele cuidado excessivo, perfecionista, preciosista dos filmes de Jeunet que nunca me entusiasmou. O filme é um sucesso de público e de crítica e confirma o gosto dos franceses por histórias imaginativas passadas nos anos 1920 como foi o caso, por exemplo, de The Artist (2011) ou Frantz (2016). Paris 2017 Odéon 2,5/5

2.1.15

Un coeur en hiver (Claude Sautet, 1992)

Para os seus últimos dois filmes, Claude Sautet encontrou em Emmanuelle Béart uma musa à altura de Romy Schneider, com quem fez quatro clássicos nos anos 70. Para mim, os melhores filmes de Sautet são os últimos. São filmes mais complexos, mais consistentes, mais graciosos e menos datados do que os filmes dos anos 70. São filmes sobre relações amorosas indefinidas, problemáticas. Cinemateca Francesa 8/10