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18.7.26

Ipanema Adeus (Paulo Roberto Martins, 1975)

Farto da vida da grande cidade, o protagonista (Hugo Carvana), pai de família e trabalhador apreciado pelo patrão, só pensa em abandonar tudo, mulher, filhos, trabalho e a cidade. Despede-se de todos e vai para uma aldeia piscatória com uma moça bem mais jovem do que ele, mas logo logo a insatisfação instala-se... A meia-idade masculina também tem as suas crises. Ipanema Adeus é a crónica de uma delas. Melun 2021 TV 3/5

24.5.26

Ipanema Adeus (Paulo Roberto Martins, 1975)

Farto da vida da grande cidade, o protagonista (Hugo Carvana), pai de família e trabalhador apreciado pelo patrão, só pensa em abandonar tudo, mulher, filhos, trabalho e a cidade. Despede-se de todos e vai para uma aldeia piscatória com uma moça bem mais jovem do que ele, mas logo logo a insatisfação instala-se... A meia-idade masculina também tem as suas crises. Ipanema Adeus é a crónica de uma delas. Melun 2021 TV 3/5

7.5.26

Bete Balanço (Lael Rodrigues, 1984)

Estreia no Brasil: 30 07 1984

Este filme é um marco do cinema brasileiro, mas não pelas suas qualidades cinematográficas. O filme lembra os pobres filmes musicais dos anos 80, como Flashdance, que marcaram muitos jovens mas nada trouxeram à arte do musical (na época só me lembro de um ou outro verdadeiramente notável, como One From the Heart ou Pennies From Heaven). Bete Balanço apanha a movida carioca no seu auge, com o brock explodindo. Um dos seus poetas, Cazuza, aparece no filme, como personagem e também atuando com o seu grupo Barão Selvagem. O filme aliás, segue o roteiro esquemático que os musicais nunca abandonaram desde o início do cinema sonoro. Uma jovem da província (Débora Bloch) vai tentar a sua sorte na grande cidade. Ela pretende ser famosa, talvez na música. O filme tem um ou outro video clip como se costumava fazer, em que ação para e a música domina. Este filme é precioso porque alguns artistas que ficaram davam aqui os primeiros passos. O filme não ganhou prémios e não subiu ao pódio, mas conquistou o público (1,3 milhão de espectadores) e o estatuto de clássico entre a geração que se reconheceu nele. Melun 2020 (3,5/5) 

Bete Balanço (Lael Rodrigues, 1984). Produzido por Carlos Alberto Diniz, Ponto Filmes e CPC. Roteiro de Lael Rodrigues e Yoyo Wurch. Elenco: Débora Bloch, Diego Vilella, Lauro Corona, Cazuza, Maria Zilda, Andrea Beltrão, Hugo Carvana. Atuações musicais de Cazuza, Barão Vermelho, Lobão e os Ronaldos, Celso Bules Boy e Metralhatxeca. Prémio APCA de Melhor atriz (Débora Bloch). Trilha sonora do Barão vermelho e outros.

1.5.26

Mar de Rosas (Ana Carolina, 1977)

O primeiro filme de Ana Carolina foi festejado pelos prémios APCA, de São Paulo, que contemplou a própria realizadora, o ator (Hugo Carvana), a atriz (Norma Benguell) e coroou Mar de Rosas como o melhor filme do ano. É um road-movie à brasileira, com um casal em crise e a desfazer-se na estrada sob o olhar da filha (Cristina Pereira). A mulher fere gravemente o marido e foge com a filha. Uma boa primeira obra. Melun 2020 TV 3,5/5

29.4.26

Vai Trabalhar, Vagabundo! (Hugo Carvana, 1973)

EB 03 12 1973

Hugo Carvana estreou-se na realização com uma boa comédia que ficou para a história, embora para muitos o título remeta de imediato para o grande Chico Buarque, que compôs para este filme a canção-título e Flor da Idade. Para mim, as duas canções de Chico e a trilha dele e de Roberto Menescal são o melhor do filme. Um homem sai da prisão e volta logo para a sua vida de vagabundo, vivendo à custa dos outros, sobretudo das mulheres. O seu objetivo é conseguir dinheiro fácil enganando algum rico desprevenido (neste caso, um português). As mulheres são todas belas (Odete Lara, Zéze Mota, Valentina Godoy), os homens desmazelados e feios... um bocado na linha da comédia clássica Feios, Porcos e Maus (1976). Este filme, com argumento de Carvana e Armando Costa, apresenta uma das figuras centrais da cultura brasileira, a do malandro que sobrevive graças ao "jeitinho brasileiro". Entretanto o país mudou e suponho que tudo isto é visto de forma muito diferente, talvez mesmo de forma crítica. Melun 2020 TV 3/5

FESTIVAL DE GRAMADO 1974 Melhor Filme   PRÊMIO AIR FRANCE 1973 Melhor Filme  INSTITUTO NACIONAL DE CINEMA 1973 Prêmio Coruja de Ouro FESTIVAL DE MESSINA Melhor Argumento, Melhor Música - Chico Buarque de Holanda e Roberto Menescal   FESTIVAL DE TAORMINA Melhor Filme de Estreia

Casa da Mãe Joana (Hugo Carvana, 2008)

Os brasileiros continuam a apostar nas comédias sexuais, mas sem a frontalidade das pornochanchadas dos anos 70. Comédias sexuais para toda a família, digamos. Em A Casa da Mãe Joana, três amigos, para não perderem o apartamento, têm de satisfazer as fantasias sexuais mais absurdas de coroas que os procuram. O roteiro garante uma sucessão de papeis para os atores e as atrizes da Globo brilharem. Mas o resultado não é melhor do que as novelas. Melun 2020 (2,5/5) 

A Casa de Mãe Joana (Hugo Carvana, 2008), produzido por Martha Alencar (Globo Filmes), roteiro de Paulo Halm, com José Wilker, Paulo Betti, Antônio Pedro, Pedro Cardoso, Juliana Paes, Laura Cardoso, Fernanda de Freitas, Cláudio Marzo, Agildo Ribeiro e Malu Mader.

Bar Esperança, o Último que Fecha (Hugo Carvana, 1983)

Bar Esperança, o Último que Fecha, de Hugo Carvana, é uma comédia de grupo, geracional, que fixa um momento da sociedade brasileira, nos últimos anos da ditadura. Apresenta muitos atores marcantes desses anos, da televisão mas também do cinema, que aliás interpretam artistas, uns mais instalados do que outros, mas todos precisando da amizade de uns dos outros à mesa de um bar tradicional carioca. É uma comédia bem brasileira, que celebra a amizade, o afeto fácil, a cumplicidade, aspetos identitários do Brasil ou pelo menos que muitos estrangeiros associam ao Brasil. Os protagonistas, interpretados de forma sublime por Carvana e pela impagável Marília Pera, formam um casal com filhos que vivem uma história de amor de invejável solidez mas que é perturbada pela instabilidade profissional do marido, um escritor frustrado. Há muitas coisas maravilhosas neste filme, como certas personagens e a importância da música na vida delas. Ouvimos o brock mas sobretudo a MPB, no caso Meu bem, meu mal, de Caetano Veloso, cantada pelo compositor, por Carvana e por Marília. Paris 2017 Cinemateca 4/5