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26.7.26

Centennial Summer (Otto Preminger, 1946)

REALIZADOR: Otto Preminger ARGUMENTO: Michael Kanin, baseado no romance Centennial Summer, de Albert E. Idell PRODUÇÃO: Otto Preminger (20th Century Fox) ELENCO: Jeanne Crain, Cornel Wilde, Linda Darnell FOTO: Ernest Palmer ESTREIA: 08.1946 (EUA) 19.05.1947 A TIA DE PARIS (Portugal) VIS 20.01.2025 Cinémathèque

CANÇÕES: The Right Romance, Up with the Lark, All Through the Day, In Love in Vain, Cinderella Sue, Two Hearts Are Better Than One (cortada do filme)

9.7.26

Yolanda ant the Thief (Vincente Minnelli, 1945)

A história passa-se num país (caricaturado) da América Latina (que estava na moda em Hollywood nos anos 40), que mais parece uma monarquia governada pela família Aquaviva, que, na verdade, detém o monopólio da economia do país. A fortuna Aquaviva tem uma nova e jovem herdeira, Yolanda (Lucille Bremer), que sai do convento (ou de uma escola religiosa) diretamente para o mundo dos negócios. Aparece então um estrangeiro caça-fortunas, um americano obviamente (Fred Astaire), que se faz passar pelo anjo da guarda da jovem crente e consegue retirar-lhe a fortuna. Mas há um verdadeiro anjo (Leon Ames) por perto (os anjos também estavam na moda no cinema americano da época) que vai aproximar o vigarista e a vítima no sentido do amor, do casamento e da procriação. Estamos em pleno terreno da fantasia, que o cinema musical tantas vezes pisa, levada aqui longe demais, o que talvez explique o desastre comercial do filme na estreia. Mas hoje ele faz a delícia dos amantes das comédias musicais. Tem um grande momento musical no ballet do sonho (ou antes, pesadelo) de Astaire, com coreografia de Eugene Loring, que antecipa o ballet do sonho de Gene Kelly em Um Americano em Paris. Há cenas de comédia saborosas (a primeira visita de Astaire ao palácio de Yolanda) e os momentos musicais e de dança são maravilhosos. Já é bastante. Paris: Le Desperado (2013) & Ecoles 21 (2018) 4/5    

Yolanda ant the Thief (1945). Comédia musical. Realização: Vincente Minnelli. Produção: Arthur Freed (MGM). Argumento: Irving Brecher. Coreografia: Eugene Loring. Atores principais: Fred Astaire, Lucille Bremer, Frank Morgan, Mildred Natwick, Leon Ames. Música: Harry Warren, Lyrics: Arthur Freed. 

Anchors Aweigh (George Sidney, 1945)

 
Anchors Aweigh, intitulado Escale à Hollywood em França, é um dos meus musicais preferidos. Mas não me lembro de ter visto antes este filme, que é tão famoso devido à sequência em que Gene Kelly dança com o desenho animado Jerry Mouse. Mas esse é apenas um dos trunfos deste clássico. Adoro o argumento: dois marinheiros com quatro dias de licença, o garanhão Gene Kelly e o tímido Frank Sinatra, saem do navio excitados em busca de mulheres mas acabam por fazer de ama de um rapazinho que fugiu de casa para entrar na Marinha. Mas esse menino é criado pela bela e jovem tia Susie (Kathryn Grayson) e é por ela que os dois marinheiros se vão apaixonar. Grande momento do filme é a interpretação da canção "I Fall in Love Too Easily" por Sinatra (canção de Jule Styne e Sammy Cahn, nomeados para o oscar). Paris 2015 Cinemateca Francesa 4/5

Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948)


 
Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948) é o primeiro filme em que Marilyn Monroe tem o papel de protagonista e, ainda longe de Niagara (1953), que a consagrou como estrela, ela incendeia a tela e deixa os homens com os olhos em bico. Que presença! Ela nasceu para a comédia musical e isso nunca foi desmentido, apesar de alguns bons (melo)dramas que fez depois.
O filme de Phil Karlson tem apenas 60 minutos, tem um argumento rasteiro como poucos e deve ter servido como entrada para um filme de maior prestígio. Mas ver Marilyn dançar e cantar é um prazer indescritível que me vai obrigar a ver mais vezes este filme menor. Paris 11.2014 & 2022 Cinemateca Francesa 3.5/5
Ladies of the Chorus (Columbia, 1948), em francês Les Reines du music-hall, comédia musical com Marilyn Monroe, Adele Jergens, Rand Brooks e Nana Bryant. As músicas de Lester Lee & Allan Roberts: Anyone Can See I Love You (Marilyn Monroe), Every Baby Needs a Da Da Daddy (Marilyn Monroe), I'm So Crazy for You (Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees), The Ladies of the Chorus (Marilyn Monroe, Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees, e outros) e You're Never Too Old (Nana Bryant).

KANSAS CITY CONFIDENTIAL (1952)
DVDTECA

THE SECRET FOUR (1952)
DVDTECA

Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948) é o primeiro filme em que Marilyn Monroe tem o papel de protagonista e, ainda longe de Niagara (1953), que a consagrou como estrela, ela incendeia a tela e deixa os homens com os olhos em bico. Que presença! Ela nasceu para a comédia musical e isso nunca foi desmentido, apesar de alguns bons (melo)dramas que fez depois.
O filme de Phil Karlson tem apenas 60 minutos, tem um argumento rasteiro como poucos e deve ter servido como entrada para um filme de maior prestígio. Mas ver Marilyn dançar e cantar é um prazer indescritível que me vai obrigar a ver mais vezes este filme menor. Paris 11.2014 & 2022 Cinemateca Francesa 3.5/5

Ladies of the Chorus (Columbia, 1948), em francês Les Reines du music-hall, comédia musical com Marilyn Monroe, Adele Jergens, Rand Brooks e Nana Bryant. As músicas de Lester Lee & Allan Roberts: Anyone Can See I Love You (Marilyn Monroe), Every Baby Needs a Da Da Daddy (Marilyn Monroe), I'm So Crazy for You (Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees), The Ladies of the Chorus (Marilyn Monroe, Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees, e outros) e You're Never Too Old (Nana Bryant).

1.7.26

Higher and Higher (Tim Whelan, 1943)

Uma encantadora comédia musical feita em tempo de guerra, para distrair as tropas, Higher and Higher marca a estreia no cinema de Frank Sinatra (wiki dixit), que contracena com a francesa Michèle Morgan. O filme voa baixinho, é uma produção rotineira da RKO assinada por Tim Whelan, mas para quem gosta de musicais é um regalo. Já abandonei a sala de cinema por obras-primas do cinema, mas nunca o faria por este filmezinho despretensioso. Paris 10.2014 Cinema Le Desperado 3/5

7.5.26

Cover Girl (Charles Vidor, 1944)

Um musical do tempo da segunda guerra, com uma estrela no apogeu (Rita Hayworth) e outra em ascensão rápida ao estrelato (Gene Kelly). Kelly foi emprestado pela MGM à Columbia para fazer este filme e nele encontrou os meios para forjar a sua persona que toda a gente iria descobrir em breve. Um dos grandes momentos do filme é Alter-Ego Dance em que ele dança com o seu duplo. Mas o filme está cheio de bons números de dança, protagonizados por Kelly, Rita Hayworth e Phil Silvers. O mais memorável porém é a canção (nomeada para o Oscar) Long Ago (and Far Away), que se tornou um clássico de Jerome Kern & Ira Gershwin, que assinam aliás as restantes canções do filme. A rapariga da capa é Rita Hayworth, que trabalha num modesto teatro de Brooklyn, é descoberta por uma revista que a põe na capa e a torna famosa e cobiçada pela Broadway. Para isso abandonará o seu coach e namorado de Brooklyn (Gene Kelly). Há pormenores que tornam esta história de Cinderela mais original do que previsível, como os flashbacks sobre a avó de Rita, também ela artista do palco, e que teve na sua juventude de tomar decisões sentimentais e profissionais semelhantes às de Rita no presente. Cover Girl foi o primeiro musical em tecnicolor da Columbia. VC 2019 DVD 4/5    

Cover Girl (Columbia, 1944): Charles Vidor (realização), Arthur Schwartz (produção), Virginia Van Upp (argumento), Marion Parsonnet (adaptação), Jerome Kern (música) & Ira Gershwin (lyrics), Intérpretes: Rita Hayworth (Rusty Parker e Maribelle Hicks), Gene Kelly (Danny McGuire), Phil Silvers (Genius), Otto Kruger (John Coudair), Eve Arden (Cornelia "Stonewall" Jackson), Lee Bowman (Noel Wheaton) Jess Barker (jovem John Coudair), Edward Brophy (Joe, Oyster Cook), estreia nos EUA a 20/3/1944, estreia em Portugal  em 1946 com o título Modelos, estreia em França a 10/12/1947 com o título La reine de Broadway, *Oscar Best Music, Scoring of a Musical Picture (Carmen Dragon, Morris Stoloff)    

Números musicais (*Rita Hayworth é dobrada por Martha Mears)  The Show Must Go On (Jerome Kern, Ira Gershwin), cantado e dançado por Rita Hayworth*, Leslie Brooks e coro  Who's Complaining? (Jerome Kern, Ira Gershwin), cantado e dançado por Phil Silvers e dançado com Rita Hayworth, Leslie Brooks e duas moças do coro   Sure Thing (Jerome Kern, Ira Gershwin), cantado e dançado por Rita Hayworth*  Make Way For Tomorrow (Jerome Kern, Ira Gershwin e E.Y. Harburg), cantado e dançado por Gene Kelly, Rita Hayworth*, Phil Silvers   Put Me To The Test (Jerome Kern, Ira Gershwin), cantado por Gene Kelly, dançado por Kelly, Rita Hayworth & Coro  Long Ago and Far Away, interpretado por Gene Kelly & Rita Hayworth*  Poor John! (Fred W. Leigh Henry E. Pether), interpretado por Rita Hayworth* e dançado com coro masculino  Alter-Ego Dance  (Jerome Kern, Ira Gershwin), dançado por Gene Kelly  Cover Girl or That Girl on the Cover (Jerome Kern, Ira Gershwin), interpretado por coro e dançado por Rita Hayworth & coro

Pin Up Girl (Bruce Humberstone, 1944)


Vi este filme várias vezes de seguida, por vezes como filme de fundo (como a música ambiente) prestando atenção nas sequências mais engraçadas e algumas sequências musicais mais atraentes. Pin Up Girl é o típico filme feito para animar os americanos durante a guerra, os que ficavam no país, os que iam partir. Escapismo que ainda hoje comove muitos cinéfilos. A história envolve uma loira (Betty Grable) e soldados (ela fica noiva de algumas centenas) mas desenvolve-se como uma comédia romântica pois essa loira, que é secretária mas faz-se passar por cantora, tem de desfazer esse imbróglio que criou para ficar com o soldado que ama (mas que no início rejeitava). Uma história banal mas cómica, pontuada por números musicais que ninguém se atreve a fazer mais: dança sobre patins, dezenas de dançarinos em coreografias miltares (entre outras), duplas de cómicos-dançarinos, e as cantoras de charme, loiras e morenas, que se revezam e se disputam (a loira, ganha, claro). Todos se divertem e o espectador também. VC 4/5  

Pin Up Girl (1944). Comédia musical em Technicolor. Realizada por Bruce Humberstone. Produzida por William LeBaron (para a Fox). Argumento de Robert Ellis, Helen Logan e Earl Baldwin, que adaptam o conto Imagine Us! (1942) de Libbie Block. Elenco: Betty Grable, John Harvey, Martha Raye, Joe E. Brownd e Charlie Spivak and His Orchestra. Música de James V. Monaco (music) e Mack Gordon (lyrics). Coreografia Hermes Pan. Estreia em Portugal: Quinhentos Noivos para uma Noiva a 5/2/1945.


As canções de Pin Up Girl:
You're My Little Pin Up Girl (James V. Monaco & Mack Gordon) 
Intérpretes: Coro, músicos não creditados e Betty Grable dançado pelos Condos Brothers
  
Time Alone Will Tell Music  (James V. Monaco & Mack Gordon)
Intérpretes: June Hutton e The Stardusters com Charlie Spivak and His Orchestra

Red Robins, Bobwhites and Bluebirds Music  (James V. Monaco & Mack Gordon) Intérpretes:  Martha Raye, dançado por Gloria Nord e os Skating Vanities
   
Don't Carry Tales out of School Music  (James V. Monaco & Mack Gordon) 
Intérpretes: Betty Grable e coro com Charlie Spivak and His Orchestra
  
Yankee Doodle Hayride Music (James V. Monaco & Mack Gordon) 
Intérpretes: Martha Raye com Charlie Spivak and His Orchestra 
Dançado pelos Condos Brothers

Once Too Often (James V. Monaco & Mack Gordon) 
Intérpretes:  Betty Grable, Hermes Pan e Angela Blue com Charlie Spivak and His Orchestra 

The Story of the Very Merry Widow (James V. Monaco & Mack Gordon) 
Intérpretes: Betty Grable com coro

27.4.26

Holiday Inn (Mark Sandrich, 1942)

Bastava as duas sequências maravilhosas em que Fred Astaire dança bêbado e, noutra, com fogos de Carnaval, para tornar este filme adorável. Mas todo o filme é banhado pela atmosfera de felicidade e comédia que encontramos nos filmes musicais feitos durante a segunda guerra mundial (aliás, decorriam as filmagens do filme quando se deu o ataque de Pearl Harbour). A história pouco interessa, repetindo uma situação encontrada em outros filmes: dois amigos passam o tempo a passar rasteiras um ao outro por causa de uma mulher. Tudo pretexto para os mais variados números musicais, de canto e dança. Foi neste filme que foi lançada uma das canções mais famosas de sempre, White Christmas, que deu o óscar a Irving Berlin. Um filme que agora descubro, mas que vou certamente rever oportunamente. DVD 4/5

DVD Universal Pictures France, 2012. Há uma edição simples, sem extras. E outra edição com extras: "Un duo de chanteur et de danseur" (VOST, 45m), que consiste numa entrevista feita por Ken Barnes a Ava Astaire McKenzie, filha de Fred Astaire; "On chante et on danse", no original All-Singing All-Dancing (2002, 7m), de Ken Barnes, documento sobre a evolução das comédias musicais; e o trailer. Não tem o comentário áudio presente na edição americana.



2 Disc Spécial Edition
2DVD Universal 2010
DVDTECA

The Barkleys of Broadway (Charles Walters, 1949)

Realização de Charles WALTERS
Estreia nos EUA: 4/05/1949

O BAILADO DO CIÚME
Estreia em Portugal: 17/10/1950

Um casal de estrelas do musical (Fred Astaire e Ginger Rogers) conhece uma breve crise conjugal quando Ginger é seduzida e convencida por um jovem dramaturgo a tentar consagrar-se no teatro trágico. Um argumento ralo que apenas serviu para juntar a dupla maravilha Fred & Ginger no seu último e único filme a cores que fizeram juntos. O filme vale sobretudo pelos dois, sobretudo quando dançam juntos, e pela música de Harry Warren e Ira Gershwin. E, no entanto, no argumento desta comédia musical da MGM (produzida por Arthur Freed) temos os ases Betty Comden, Adolph Green e Sidney Sheldon. Let's dance! Paris 2014 Cinemateca Francesa 3/5
Paris 2014 Cinémathèque
Londres 2023 BFI 
4/5