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28.7.26

Hair (Milos Forman, 1979)

Hair centra-se num pequeno grupo de hippies que vivem em Nova Iorque. Um dia encontram um jovem do interior do país que vai cumprir o serviço militar (os EUA estão em guerra), com o qual nada têm em comum. Porém, a amizade vai nascer entre eles. O filme consegue ser ao mesmo tempo uma crítica aos poderes instituídos e uma crítica ao próprio movimento hippie. Há números muito inspirados como o dos black boys/white boys  e a sequência final. Todavia, apesar do talento de Milos Forman, este filme parece-me um tanto datado, ou o problema sou eu, pois não me atrai minimamente o fenómeno hippie.. Paris 06.2017 cinema Champo 3,5/5

Movie Movie (Stanley Donen, 1977)

Realização: Stanley DONEN

Estreia nos EUA: 22/11/1978
Estreia em Portugal: 27/11/1980

FITAS LOUCAS (Portugal)
FOLIE-FOLIE (França) 
Movie Movie, a Dupla Emoção (Brasil)

Movie Movie, realizado por Stanley Donen, inclui dois filmes curtos que parodiam o cinema clássico de Hollywood, em particular o seu otimismo inesgotável. Gostei muito da comédia musical que se inspira no clássico 42nd Street. Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5

9.7.26

Cabaret (Bob Fosse, 1972)

 
Cabaret (1972) é um dos meus filmes preferidos de sempre. É um filme único, que não se confunde com nenhum outro. É um musical que na origem foi um musical da Broadway. É um marco na história dos musicais no cinema. É um musical passado em Berlin de 1930, é um musical político até à medula.  Liza Minnelli teve aqui o passaporte para a eternidade, e por aqui aparece uma das mulheres mais bonitas que eu já vi: Marisa Berenson (que também entra em dois outros filmes da minha vida, Barry Lindon e Morte em Veneza). Que mais? Que comprei ainda no tempo do vinil a banda sonora deste filme. Pelo menos o refrão das canções sei de cor.  Que ver o filme em sala de cinema é mais uma razão para amá-lo. Primeiro foi na Cinemateca Portuguesa em 1987 (!) e agora (2013) no cinema parisiense Le Brady. Que merece 5/5.  

27.4.26

Once a Clear Day You Can See Forever (Vincente Minnelli, 1970)

Once a Clear Day You Can See Forever reúne grandes nomes do cinema musical do passado (Minnelli, Alan Jay Lerner e Montand) com uma estrela em ascensão no final dos anos 60: Barbra Streisand. Sem fazer a mínima sombra aos clássicos do passado, Melinda (título alternativo) vê-se com bastante agrado precisamente pelos nomes envolvidos. Para mim, o melhor são as canções de Alan Jay Lerner (lyrics) e de Burton Lane (score), algumas ficaram mesmo no repertório até hoje (mas é verdade que na base do filme está o musical homónimo da Broadway). A história anda à volta da relação entre um psiquiatra (Montand) e uma jovem (Barbra) que, ao submeter-se a umas sessões de psiquiatria, descobre uma antiga encarnação. Sob hipnose, a jovem transforma-se numa aristocrata inglesa que protagoniza cenas oníricas de grande beleza plástica. Quando canta, Barbra é enorme, mas também há cenas em que o seu histrionismo é quase insuportável. Para além de Montand, aparece num pequeno papel Jack Nicholson, cool como sempre. VC agosto de 2017 3,5/5