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30.7.26

Suspiria (Luca Guadagnino, 2018)

Luca Guadagnino conseguiu fazer um remake atual e pertinente do clássico de Dario Argento, Suspiria (1977). O notável argumento é de David Kajganich, que se baseou no argumento de Argento mas criou uma obra própria, em que uma história de terror (género muito em voga nos anos 70) se entrelaça com a história política da Alemanha, com o seu passado, o Nazismo, e o seu presente, as Brigadas Vermelhas de outono de 1977.  O filme original de Argento é considerado barroco na sua estética visual (os espelhos, a chuva e o vento, as cores, os planos, a música dos Goblin...), mas o atual Suspiria parece ter desviado essa qualidade para o campo narrativo, já que são muitas as camadas de sentido que se acumulam como o feminismo, o Nazismo, a culpa nacional, a maternidade, a loucura, entre outras. David Kajganich peca certamente por excesso, sendo difícil acompanhar a história da academia de dança que é um antro de bruxas e ao mesmo atentar nos vários sentidos que a história implica. No entanto nada é verdadeiramente forçado, pois a história da bailarina americana que vai ser a escolhida para integrar a irmandade de bruxas, suporta naturalmente as temáticas que Kajganich/Guadagnino propõem. As muitas atrizes do filme são incríveis, mas a grande presença aqui é mesmo Tilda Swinton. E gostei muito da música de Thom Yorke (Radiohead). Paris 12.2018 4/5