Dois excelentes filmes polacos de 2016 são biopics de pintores marcantes do país. Les Fleurs bleues, do veterano Andrzej Wajda, e este Ostatnia Rodzina (The Last Family) do realizador estreante Jan P. Matuszyński. Qual deles o melhor. O de Wadja é mais clássico; The Last Family, talvez inspirado pela personagem sui generis do pintor surrealista Zdzisław Beksiński (1929-2005), surpreende na abordagem de um artista que filmava os dramas e as alegrias do quotidiano da sua família: a mulher dedicada, o filho impulsivo e com tendências suicidas, a mãe e a sogra que são testemunhas quase mudas do que se passa no apartamento onde moram. Beksiński filma a morte da mãe e da sogra e o enterro da sogra (humor mais negro é difícil de encontrar) e filma a mulher sem vida, estendida no chão, num dos planos mais terríveis do filme. Mas o filho quase tira o protagonismo ao pai, com as suas tentativas de suicídio falhadas (quando finalmente é "bem" sucedido o pai apenas diz: Bravo), com o acidente de aviação do qual sai ileso, com a sua carreira de DJ de música rock/pop ocidental (Yazoo!) no início dos anos 1980, com a sua falta de jeito para seduzir as mulheres. Surpreendente também o final com a morte escabrosa do protagonista. O filme ganhou três dos principais prémios da Academia polaca: melhor ator (Andrzej Seweryn), atriz (Aleksandra Konieczna) e argumento (Roberto Bolesto). Excelente. Paris 4/5
Mostrar mensagens com a etiqueta G. Biopic Arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta G. Biopic Arte. Mostrar todas as mensagens
25.1.18
26.2.17
Les Fleurs bleues (Andrzej Wajda, 2016)
Les Fleurs bleues é um biopic do pintor e teórico de arte polaco Wladyslaw Strzeminski, que viveu uma descida aos infernos sob o regime estalinista no pós-guerra. Defendia a liberdade artística e por isso entrou em colisão contra as novas autoridades do seu país. Um dos melhores filmes do ano. Paris 2017 Les Halles 4/5
Subscrever:
Mensagens (Atom)

