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26.10.23

David FINCHER


MANK (2020)

Tudo o que toca aos irmãos Mankiewicz me interessa. Herman Mankiewicz é muito menos conhcido do que Joseph, mas ele é justamente celebrado (e oscarizado) pelo argumento que escreveu para Orson Welles (Citizen Kane). É sobre essa colaboração e o período em que decorreu que o filme se concentra. Mas através de muitos flashbacks vemos a evolução de Herman nos círculos mais restritos de Hollywood, junto do big boss Louis B. Mayer e outros tubarões. Herman era conhecido pela sua verbe assassina, e era visto como um bobo desses círculos. Caiu em desgraça, sobretudo quando ridicularizou o magnata da imprensa W. R. Hearst no filme de Welles. A personagem e a história são o grande trunfo do filme de Fincher. Pouco mais há a salientar. VC 12.2020 Netflix 3/5
GONE GIRL (2014)
Uma daquelas histórias de mistério à volta das relações entre marido e mulher, com suspense que baste para manter o espectador interessado durante duas horas e meia. Foi obviamente retirado de um best-seller bem costurado para vender mas que tem um final forçado e pouco crível. David Fincher tem o talento para dar muito brilho a uma história talhada para Adrian Lyne (lembram-se de Atração Fatal?). Adorei assistir ao filme, mas a dado momento dei por mim a pensar que dificilmente voltarei a vê-lo. Esgotou-se à primeira. Todos os pormenores excitantes foram revelados e todo o interesse pelo filme deixou de existir. Será assim? Então o que me leva a ver e rever os clássicos de Fritz Lang, cujas histórias já não têm segredos para mim, e o interesse pelos filmes não esmorece? Paris 10.2014 (3/5)

The Game (1997)
DVDTECA

The Social Network (2010)
DVDTECA

SE7EN (1995)
REALIZADOR: David Fincher ELENCO: Morgan Freeman, Brad Pitt, Gwyneth Paltrow, John Cassini, Peter Crombie, Reg E. Cathey, R. Lee Ermey, Daniel Zacapa, Andrew Kevin Walker, George Christy, Endre Hules, Hawthorne James, Bob Mack, William Davidson, Bob Collins, Jimmy Dale Hartsell, Richard Roundtree, Charline Su, Dominique Jennings, Allan Kolman PRODUÇÃO: Phyllis Carlyle, Arnold Kopelson  ARGUMENTO: Andrew Kevin Walker REPOSIÇÃO: Cinemundo 23.01.2025 (Portugal)


24.5.14

David CRONENBERG 2010s...

THE SHROUDS (2024)
REALIZADOR David Cronenberg ARGUMENTO David Cronenberg PRODUÇÃO Saïd Ben Saïd, Martin Katz, Anthony Vaccarello MÚSICA Howard Shore ELENCO Vincent Cassel, Diane Kruger, Guy Pearce ORIGEM França, Canadá ESTREIA 20.05.2024 (Festival de Cannes) Leopardo Filmes 1.05.2025 AS MURALHAS (Portugal)

A DANGEROUS METHOD (2011)
A estreia de Augustine traz à memória o filme de Cronenberg, que estreou em França no mesmo ano de Augustine (2012). Um Método Perigoso é melhor do que Augustine, sobretudo pela realização de Cronenberg. E o trio de atores é de se tirar o chapéu: Michael Fassbender, Keira Knightley, Viggo Mortensen. Há filmes cuja história é de tal modo aliciante (segundo o gosto de cada um) que mesmo não sendo obras-primas, nos interessam e fascinam para além das questões estritamente cinematográficas. Este ano houve esse magnífico Hannah Arendt e em 2012 houve (entre outros) Um Método Perigoso. Afinal, quando nos interessamos pelos mestres Freud e Jung e a invenção da Psicanálise ver e gostar deste filme torna-se coisa fácil. Paris 12.2013 & Cinémathèque 26.01.2025 NOTA: 3/5

MAPS TO THE STARS (2014)
Não me lembro de outro filme de Cronenberg que me tivesse deixado indiferente. É bem um filme de Cronenberg, com várias qualidades, mas o olhar sobre Hollywood é demasiado exterior e frio para resultar num filme palatável. Li que é o primeiro filme de Cronenberg filmado nos Estados Unidos. E no entanto, eu associo sempre os seus filmes à paisagem cinematográfica americana. Gostei um pouco mais de The Canyons, o recente filme de Paul Schrader que também escalpeliza a sociedade arrivista de Los Angeles. Paris 05.2014 UGC Normandie 3/5
CRIMES OF THE FUTURE (2022)