Uma comédia com as qualidades de um bom espumante. Uma viúva é perseguida por homens que querem o dinheiro que o marido escondeu algures. Vai ser ajudada por um sedutor, Cary Grant, e confundida com as várias identidades que este vai revelando. Um filme digno de Hitchcock, que nos permite ver Paris nos anos 60, o metro, a Comédie Française, o Palais Royal. Audrey Hepburn recebeu o BAFTA da melhor atriz e Cary Grant foi nomeado para o mesmo prémio. Para além deste par mítico, há que destacar o argumento de Peter Stone e Marc Behm, os atores Walter Matthau, James Coburn e a música de Henry Mancini. Paris Mac-Mahon (2008) & Filmothèque QL (2018) 3,5/5
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5.5.18
8.5.16
Cleopatra (Joseph L. Mankiewicz, 1963)
Cleópatra (Mankiewicz, 1963): o filme e a cópia restaurada em 4k, em versão inédita, são nada menos do que esplendorosos. Mais de quatro horas sem um único momento inspirador de bocejos: tal feito é por si só merecedor de admiração. Claro que é necessário ver o filme como fã de Mankiewicz e não como fã de pepluns. Digamos que se trata de um peplum de câmara, quase todo filmado em interiores (mas as cenas no mar são soberbas), cheio de diálogos sobre o amor ou a política. Não admira que não tenha sido um sucesso arrasador como a Fox esperava. Mankiewicz foi sempre um realizador para um público mais ou menos restrito e até culto. E não mudou com Cleópatra, que faz lembrar Shakespeare pela densidade e extensão dos diálogos. Ou seja, o tempo veio sublinhar aquilo que o filme é desde a sua realização: um sucesso artístico indesmentível. Paris 5/5
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