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11.3.19

Barry JENKINS

MUFASA: THE LION KING (2024

REALIZADOR: Barry Jenkins  PRODUÇÃO: Adele Romanski, Mark Ceryak  ARGUMENTO: Jeff Nathanson ESTREIA: NOS Audiovisuais 19.12.2024 MUFASA: O REI LEÃO (Portugal) VISTO: PV 5.01.2025 CT Garrett 

IF BEALE STREET COULD TALK (2018)
Barry Jenkins não é de todo Spike Lee. Ambos falam da violência sobre os negros na sociedade americana, mas Jenkins opta por narrativas suaves e uma estética cuidada que valorizam a beleza e o orgulho da comunidade negra, apesar do zelo evidente com que os brancos rebaixam os seus membros. Um casal muito jovem quer casar-se e formar família mas uma acusação infundada vai meter o jovem na cadeia por muitos anos. Um amor em tempo de guerra, só que aqui a guerra não faz grande barulho mas não para de fazer vítimas e feridos incuráveis (veja-se o amigo do casal que passou pela cadeia). Barry Jenkins tem pelo menos o grande mérito de trazer para o cinema o universo de James Baldwin. O argumento de Jenkins ganhou o prémio do National Board Review e Regina King levou para casa o Oscar e o Golden Globo como melhor atriz secundária. Paris 03.2019 Luminor 3/5
MOONLIGHT (2016)
Tenho tido boas surpresas com os filmes dos óscares. Moonlight é um filme maravilhoso, que vai crescendo à medida que avança, à medida que o protagonista passa da infância à adolescência e por fim à idade adulta. E a história chega a ser mais comovente quando Chiron é adulto, apesar de ficarmos a saber que se tornou num traficante de droga. Em criança e na adolescência sofria de discriminação e de bullying, como adulto deu a volta por cima e passa a dominar (no mau sentido) a vida dos outros. A sequência final, quando a sua intimidade se revela, é talvez a mais bela do filme. Ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme. Merecido. Paris 02.2017 NOTA: 4/5

29.1.18

Manhattan (Woody Allen, 1978)

George Gershwin. Dianne, Meryl & Mariel. Brooklyn Bridge. Aurora & tempestade. Manhattan. New York Planetarium. Central Park. Black & White Cinemascope. Elaine's neon. Porsche ("I hate cars"). and so on. Paris 05.2017 FQL 5/5

Manhattan é um filme a que eu volto sempre com prazer. E um dos Woody Allen vintage, que capturou como ninguém os intelectuais de Nova Iorque dos anos 1970. Neste filme aparecem três atrizes que marcaram esses anos: Diane Keaton, Meryl Streep e Mariel Hemingway. São elas o centro do filme, são elas a obsessão da personagem de Woody Allen. Não se trata de um retrato de grupo, apesar das muitas cenas de grupo, mas da instável vida amorosa do protagonista. Tudo banhado pelo som de Gershwin. Paris 06.2015 Le Desperado 5/5

Manhattan (Woody Allen, 1978), produzido por Charles H. Joffe, argumento (nomeado ao Oscar) de Allen e Marshall Brickman, com Woody Allen, Mariel Hemingway (nomeada ao Oscar), Michael Murphy, Diane Keaton, Meryl Streep, Anne Byrne, músicas de George Gershwin, *BAFTA Award for Best Film.






29.1.16

Spotlight (Tom McCarthy, 2015)

Spotlight é um tipo de filme que ainda vai saindo de Hollywood, mas que teve nos anos 70 os seus anos dourados: o filme das grandes investigações jornalísticas, em que os jornalistas surgem como heróis contra os poderes instalados. A investigação especial que Spotlight dramatiza teve como alvo a Igreja católica de Boston, e a cobertura que esta fez dos padres pedofilos que atuavam no seu seio. Muito bom. Paris 4/5

5.3.15

Birdman (Alejandro González Iñárritu, 2014)


Multi-oscarizado, Birdman não é sequer um dos meus filmes americanos preferidos do ano passado. Trata-se de um bom filme, ambicioso, mas ao mesmo tempo um pouco previsivel no retrato das relações entre as celebridades de Hollywood e os "verdadeiros" atores da Broadway. Que tema mais gasto e tratado sem grande inteligência, mas exposto com virtuosismo vistoso. Ainda assim prefiro o francês Maria Sils, de Olivier Assayas, que trata de assuntos afins. Paris 3/5