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1.4.26

Logan Lucky (Steven Soderbergh, 2017)

Um filme de assalto a banco particularmente desinspirado. O glamour de outros Ocean Eleven desapareceu deste filme, à volta de dois irmãos loosers. Algo dos irmãos Coen anda por aqui (aquela dupla de investigadores aprumados, condenados ao fracasso num meio provinciano que põe à prova o seu brilho). Gosto muito dos filmes de Soderbergh, mas este não me ficou no goto. VISTO: Paris 11.2017 Danton NOTA: 2/5

24.10.24

Home Again (Hallie Meyers-Shyer, 2017)


Filme de estreia de Meyers-Shyer
REALIZADOR: Hallie Meyers-Shyer ELENCO: Reese Witherspoon, Nat Wolff, Pico Alexander, Jon Rudnitsky, Michael Sheen, Lake Bell, Reid Scott, Candice Bergen FILMAGENS: Los Angeles, California ESTREIA: Cinemundo 21.09.2017 UMA CASA CHEIA (Portugal)

8.7.20

Film Stars Don't Die in Liverpool (Paul McGuigan, 2017)

As Estrelas Não Morrem em Liverpool adapta (com argumento de Matt Greenhalgh) as memórias de um ator que acompanhou os últimos anos de Gloria Grahame, marcados pela doença. Na altura ela fazia teatro em Inglaterra, mas a doença e a frustração levaram a melhor. Com Annette Bening, Jamie Bell, Vanessa Redgrave e Julie Walters. Teve 3 nomeações ao BAFTA: Best Actress (Bening), Best Actor (Bell), Best Adapted Screenplay, e várias nomeações ao BIFA incluindo Best Actress (Walters) e Best Actor (Bell). VC 2020 (3/5)

4.6.20

The Wilde Wedding (Damian Harris, 2017)

Eve Wilde é uma estrela do cinema que vai casar pela quarta vez. Mas muda de noivo horas antes da boda. Uma comédia pálida que desperdiça um grande elenco: Glenn Close, John Malkovich, Patrick Stewart e Minnie Driver, entre muitos outros. Melun 2020 (1,5/5)

9.5.20

Our Souls at Night (Ritesh Batra, 2017)

Na cama com Robert Redford e Jane Fonda. O romance (que virá mais tarde) começa com Addie Moore a convidar o vizinho Louis Waters a dormir com ela, para a ajudar a suportar as noites... Um bom ponto de partida para uma história que sabe sempre por onde deve ir. Um dos raros bons dramas românticos do cinema de hoje (cinema em casa, via Netflix). Melun 2020 (3,5/5)

Our Souls at Night (Ritesh Batra, 2017), Netflix & Wildwood Enterprises, argumento de Scott Neustadter e Michael H. Weber (adapta um romance de Kent Haruf), com Robert Redford (Louis Waters), Jane Fonda (Addie Moore), Matthias Schoenaerts, Judy Greer, Bruce Dern,. Bonito, o título português: Nós, ao Anoitecer.

28.10.18

You Were Never Really Here (Lynne Ramsay, 2017)

Thriller escrito por Lynne Ramsay (argumento premiado em Cannes), conta a história de um homem solitário e de poucas falas (Joaquin Phoenix, Prix d'interprétation masculine em Cannes) que ganha a vida assassinando pessoas por encomenda. As coisas não correm bem quando ele descobre um esquema que envolve políticos e prostituição infantil. Então ele passa a ser o alvo a abater. Um taxi driver para o nosso tempo. Paris 11.2017 Odeon

22.5.18

Person to Person (Dustin Guy Defa, 2017)

Person to Person foi apresentado em Sundance em janeiro do ano passado, estreou nas salas americanas em julho, mas só agora, um ano depois, desembarca nas salas francesas, com algumas das melhores críticas do momento e com um título inglês diferente do original: Manhattan Stories. Portanto, o primeiro filme de Dustin Guy Defa é a nova coqueluche do cinema independente americano. São contadas várias histórias passadas em Nova Iorque num único dia, protagonizadas por gente simples, uma jornalista estagiária, um amante de discos de jazz, duas adolescentes que faltam às aulas, um jovem que rompeu com a namorada. A trama deixa a desejar (já vimos isto com melhores costuras) mas algumas personagens e situações são muito boas. Paris 2018 Reflet Médicis 3/5

15.3.18

Phantom Thread (Paul Thomas Anderson, 2017)

Phantom Thread é o melhor filme (de produção recente) que vi nos últimos tempos. Uma obra-prima que eclipsa todos os seus concorrentes ao óscar de melhor filme deste ano (e melhor realizador). Um costureiro inglês (Daniel Day-Lewis) dos anos 50, com uma clientela rica e fiel, vive numa fortaleza inatíngivel, não tanto a sua casa-atelier mas sobretudo o seu próprio corpo e mente. Um solteirão inveterado. Mas ele descobre uma nova modelo e musa (Vicky Krieps) para o seu atelier que vai usar a estratégia do assédio (uma das palavras do ano no meio do cinema) para conquistar o costureiro. A história é magnífica, pensei não sei por razão, no universo de Henry James, e a realização e produção são mais do que exemplares. Nomeado para seis óscares (melhor filme, realizador, ator, atriz secundária, banda sonora, costume design), Linha Fantasma apenas ganhou o de Costume Design. Uma vitória que diz muito sobre a Academia mas nada sobre a arte do cinema. Mas a banda sonora de Jonny Greenwood foi nomeada para o Oscar, Golden Globe e BAFTA. Paris 2018: 5/5

9.3.18

I, Tonya (Craig Gillespie 2017)

O mais interessante deste filme é o retrato da América que nos propõe, através de um fait divers do mundo da patinagem artística. Tonya foi campeã americana (e olímpica) daquela modalidade, mas a sua carreira acabou quando foi acusada de ter atacado uma concorrente. Mas Tonya vem de uma classe social que é barrada, por vezes de forma simbólica e subtil, no acesso à elite da patinagem artística. As marcas da sua origem social estão no seu corpo e no seu gosto estético, assim como em outros aspectos da sua vida privada, e a consciência do preconceito social de que essa origem é alvo, espicaça (no duplo sentido de estimular e torturar) todo o tempo a protagonista. Recebeu o Oscar e o Golden Globe para melhor atriz secundária. Paris 3/5

24.1.18

A Ghost Story (David Lowery, 2017)

A Ghost Story é um filme surpreendente, que renova os filmes de fantasmas. Escrito e realizado por David Lowery, conta a história de um casal jovem (Casey Affleck e Rooney Mara) que está para mudar de casa, quando ele morre. Mas o seu fantasma volta para casa e testemunha o luto da mulher; pouco depois esta vai embora, e o fantasma do companheiro fica à sua espera. A música de Daniel Hart é das melhores coisas que ouvi no cinema nos últimos tempos. E o músico e cantor Will Oldham tem um monólogo nihilista memorável. Paris 3,5/5

10.12.17

Suburbicon (George Clooney, 2017)

Suburbicon é um retrato em tom cómico da classe média americana das pequenas cidades nos anos 50. No centro da história, duas famílias: uma família negra que, mal se instala na comunidade, vai ter uma receção digna do Ku Klux Klan; na casa ao lado, um chefe de família exemplar (Matt Damon) vai dar cabo da vida dos seus numa sequência cómico-negra que faz lembrar os irmãos Coen (estes assinaram o argumento com Clooney e Grant Heslov). A associação das duas famílias é pouco convincente (ou o linchamento que os vizinhos tentam concretizar serve apenas para abafar a carnificina da casa ao lado?) e as personagens nunca me tocam verdadeiramente (e Julianne Moore não evita os tiques da dona de casa dos 50s). Um filme que se esquece facilmente. Paris Opéra 2/5

11.10.17

Blade Runner 2049 (Denis Villeneuve, 2017)

Depois de Arrival, é a segunda vez que fico desiludido com um filme de Denis Villeneuve este ano. E no entanto, são evidentes as qualidades do filme ao nível da realização, do argumento e do design visual (e da fotografia). O agente K (Ryan Gosling) tem como missão encontrar o suposto filho de Rick Deckard (Harrison Ford), mas apenas chega até este, que é imediatamente capturado. Quase três horas ocupadas por uma busca que faz lembrar os filmes de Tarkovsky, mas sem a espessura filosófica deste. Para mim, o filme traduziu-se num enorme bocejo, e não é isto que eu espero de um filme, muito menos de FC. Paris 2/5

24.9.17

It (Andy Muschietti, 2017)

Todos os anos estreiam um ou dois filmes de terror que, para além de serem defendidos pela crítica, parecem renovar o interesse do público pelo género. Este verão It, baseado num romance de Stephen King (1986), arrasou as bilheteiras um pouco por todo o lado. Fui vê-lo na última sessão de domingo, que terminou à meia-noite e meia, e a sala estava cheia, com alguns espectadores a verem o filme no chão. Os filmes de terror proporcionam sempre reações curiosas na plateia, que revelam sobretudo excitação por tudo o que vai passar-no ecran. A sessão de It decorreu com a tensão esperada, fruto de argumento bem construído em torno de um grupo de crianças que resolvem enfrentar os seus medos e vencer o Mal que se apodera regularmente da sua cidade provocando o desaparecimento de crianças. Tudo se passa entre adolescentes, os adultos estão praticamente fora de ação, como se tudo fosse um pesadelo a que é preciso fazer frente para se tornar adulto. Um bom filme, sem dúvida. Paris 09.2017 3,5/5 

21.9.17

Wind River (Taylor Sheridan, 2017)

Numa região remota dos EUA, uma jovem aparece morta na neve, e o FBI é chamado para desvendar o crime que esteve na origem de tal morte. Em causa não estão apenas os responsáveis da morte da jovem, mas o mal-estar de toda uma população, traumatizada por um clima impiedoso e sobretudo por uma História sangrenta de repressão (dos índios) que parece marcar o destino dos seus habitantes. Um policial de rara qualidade. Paris Bercy 3,5/5

27.7.17

The Mummy (Alex Kurtzman, 2017)

A múmia amaldiçoada de uma princesa egípcia é encontrada e ressuscitada por um salteador de tesouros arqueológicos (Tom Cruise), que vai ser a vítima escolhida da maldição da múmia. O filme é muito interessante na primeira hora, quando estamos a descobrir a história em toda a sua complexidade, mas quando a ação acelera perdi o interesse pela conclusão, mais ou menos prevísivel. PV Garrett 2/5

15.6.17

Wonder Woman (Patty Jenkins, 2017)

Wonder Woman, o filme, põe a Mulher-Maravilha a lutar contra Ares, o deus da guerra, na guerra das trincheiras. O espírito do mal é universal e nunca morre, assume vários nomes e caras e é contra esse espírito que a heroína se bate. Esta é uma boa ideia para um filme de ação, de super-heróis, mas fora o início e algumas cenas de ação, o filme é morno e sem nervo. Paris 2,5/5

10.6.17

King Arthur: Legend of the Sword (Guy Ritchie, 2017)

Este filme moderniza a lenda do Rei Arthur para as novíssimas gerações. Há um evidente excesso de efeitos especiais, que tudo levam no caminho, inclusive a história de partida, mas o filme acerta como proposta de entretenimento: nunca me aborreci ao ve-lo. Paris 2,5/5