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27.4.26

Holiday Inn (Mark Sandrich, 1942)

Bastava as duas sequências maravilhosas em que Fred Astaire dança bêbado e, noutra, com fogos de Carnaval, para tornar este filme adorável. Mas todo o filme é banhado pela atmosfera de felicidade e comédia que encontramos nos filmes musicais feitos durante a segunda guerra mundial (aliás, decorriam as filmagens do filme quando se deu o ataque de Pearl Harbour). A história pouco interessa, repetindo uma situação encontrada em outros filmes: dois amigos passam o tempo a passar rasteiras um ao outro por causa de uma mulher. Tudo pretexto para os mais variados números musicais, de canto e dança. Foi neste filme que foi lançada uma das canções mais famosas de sempre, White Christmas, que deu o óscar a Irving Berlin. Um filme que agora descubro, mas que vou certamente rever oportunamente. DVD 4/5

DVD Universal Pictures France, 2012. Há uma edição simples, sem extras. E outra edição com extras: "Un duo de chanteur et de danseur" (VOST, 45m), que consiste numa entrevista feita por Ken Barnes a Ava Astaire McKenzie, filha de Fred Astaire; "On chante et on danse", no original All-Singing All-Dancing (2002, 7m), de Ken Barnes, documento sobre a evolução das comédias musicais; e o trailer. Não tem o comentário áudio presente na edição americana.



2 Disc Spécial Edition
2DVD Universal 2010
DVDTECA

19.9.22

The Palm Beach Story (Preston Sturges, 1942)


The Palm Beach Story (Preston Sturges, 1942)
Não via este clássico da screwball comedy há dez anos, mas nunca esqueci o brilho do seu argumento e dos grandes atores que o protagonizam. Cenas de antologia como a dos caçadores no comboio seriam suficientes para colocar o filme no panteão das grandes obras de cinema. Mas há tanto mais a dizer... Paris 2022 Cinémathèque 4,5/5

14.5.19

George CUKOR 1940s

THE PHILADELPHIA STORY (1940)
The Philadelphia Story é uma das melhores comédias de sempre e é uma das minhas preferidas. Katherine Hepburn, Cary Grant e James Stewart lideram o corrupio sentimental que se instala na véspera do mais recente casamento de Hepburn, donzela rica e mimada que tem dificuldade em escolher o homem certo. O filme foi nomeado para seis óscares, tendo  recebido a estatueta para melhor ator (James Stewart) e melhor argumento adaptado (Donald Ogden Stewart). Produzido por ‎Joseph L. Mankiewicz. Paris 01.2018 5/5

SUSAN AND GOD (1940)
Joan Crawford descobre Deus, a generosidade e as boas ações, mas  ao mesmo tempo descuida da família, do marido (Fredric March) e da filha. Comédia muito imperfeita porque não se decide entre a comédia e o drama (March é demasiado sério, como se estivesse num melodrama). Paris 05.2019 Cinémathèque 3/5

A WOMAN'S FACE (1941)
Um filme muito negro em tempo de guerra (segunda guerra mundial). Uma mulher (Joan Crawford) faz parte de um grupo que se dedica a extorquir dinheiro aos desprevenidos. A paixão por um homem (Conrad Veidt) leva-a a encarar a possibilidade de matar uma criança da qual ela se ocupa, mas a paixão de outro homem (Melvyn Douglas) redime-a. Com argumento de Donald Ogden Stewart (que adapta a peça Il Etait Une Fois, de Francis de Croisset), trata-se de um bom filme de estúdio da altura, recheado daqueles atores secundários que encontramos em tantos filmes. Mas Cukor não se sai muito bem no registo do filme noir. Paris 12/2017  Christine 3/5



HER CARDBOARD LOVER (1942)

REALIZAÇÃO : George Cukor ARGUMENTO: Jacques Deval, John Collier, Anthony Veiller, William H. Wright PRDUTOR: J. Walter Ruben, para a Metro-Goldwyn-Mayer ELENCO: Norma Shearer, Robert Taylor, George Sanders FOTO: Robert H. Planck Harry Stradling MÚSICA: Franz Waxman GÉNERO : Screwball Comedy ESTREIA: 16.07.1942 (EUA) VISTO: Paris 16.09.2024 Cinémathèque 
NOTA: 3.5/5 Deliciosa comédia baseada numa peça de teatro (nota-se!) que teve várias produções desde 1927, com Leslie Howard e outros grandes atores. O filme caiu no esquecimento mas eu diverti-me com os atores e algumas das situações que na altura deve ter encantado os fãs de Noel Coward, por exemplo.

GASLIGHT

REALIZADOR: George Cukor ARGUMENTO: John Van Druten Walter Reisch, John L. Balderston, basedo na peça Gas Light (Patrick Hamilton, 1938)  PRODUTOR: Arthur Hornblow Jr. (Metro-Goldwyn-Mayer) ELENCO: Charles Boyer, Ingrid Bergman, Joseph Cotten, May Whitty, Angela Lansbury FOTO: Joseph Ruttenberg MÚSICA: Bronisław Kaper PALMARÉS: Ingrid Bergman recebeu o Oscar, o Golden Globe e NBR. Nos Oscars foi nomeado para melhor filme, melhor argumento, melhor ator (Charles Boyer) e atriz secundária (Angela Landsbury).
ESTREIA: 4.05.1944 (EUA) 26.03.1946 MEIA LUZ (Portugal)   REVISTO: Paris 6.10.2024 Cinémathèque 

11.2.18

The Major and the Minor (Billy Wilder, 1942)

The Major and the Minor é o primeiro filme realizado por Billy Wilder, mas na altura ele já era reconhecido como um dos maiores argumentistas de Hollywood, sobretudo na dupla que formava com Charles Brackett. Os dois escreveram o argumento da Incrível Susana (título português deste filme), que contorna de forma genial os tabus não só da produção de Hollywood como da própria sociedade. Uma jovem (Ginger Rogers) larga o emprego devido ao assédio dos clientes, e decide passar por "menor" para ter desconto no bilhete de comboio que a levará de volta à sua terra. Mas ela terá de se manter menor durante mais alguns dias numa escola militar, onde vai ser assediada pelos vários batalhões. Mas por quem ela se sente atraída entre os militares é o major que ela chama de "tio" (Ray Milland). Terá de ser a menor a seduzir o major para termos direito ao final feliz obrigatório da praxe. Paris: 02.2018 Ecoles 21, versão restaurada 4/5

2.12.17

Across The Pacific (John Huston, 1942)

Um filme de espionagem passado na véspera da entrada dos Estados Unidos na segunda guerra mundial. Com três grandes atores: Humphrey Bogart, Mary Astor e Sydney Greenstreet. Bogart vai impedir que os japoneses, com a ajuda de um inglês (?), lancem bombas no canal do Panamá. O melhor de tudo são as cenas de sedução entre Bogart e Astor, que parecem saídas de uma comédia romântica. Paris (2011 & 2017) 3/5

3.9.17

Stuart HEISLER

The Glass Key (Stuart Heisler, 1942)
Esta é a segunda adaptação para cinema do clássico The Glass Key (1931), de Dashiell Hammett. O filme é no geral fiel ao livro, pois as alterações havidas servem sobretudo para tornar o filme mais escorreito (dura cerca de 70 minutos). Uma adaptação competente, sem a magia dos filmes com Bogart & Bacall. Embora Alan Ladd, Brian Donlevy e Veronica Lake sejam atores de primeira água, não têm o carisma necessário para transcender a adaptação sem chama. Produção da Paramount. VC 2017  3/5

Smash-Up The Story of a Woman (1947)  DVDteca




The Star (Stuart Heisler, 1952) ELENCO Bette Davis, Sterling Hayden ESTREIA 11.12.1953 (EUA) 12.07.1954 A ESTRELA (Portugal) VISTO Lisboa 25.02.2026 Cinemateca

23.12.15

The Moon and Sixpence (Albert Lewin, 1942)

Ao terceiro filme, fui conquistado pelo universo de Albert Lewin. Este realizador escreve os argumentos dos seus filmes adaptando clássicos da literatura como Maupassant, Oscar Wilde e William Somerset Maugham. Este último serviu de inspiração para o primeiro filme realizado por Lewin, este The Moon and Sixpence (1942), produzido de forma independente por David L. Loew (que no começo da guerra formou uma produtora com Lewin e Stanley Kramer). Como os outros filmes que vi de Lewin, este serve-se da narração por um dos personagens secundários para contar o destino singular, fantástico (no caso de Pandora e Dorian Gray) da personagem central dos filmes. The Moon and Sixpence é sobre um homem (George Sanders) que abandona a mulher e os filhos para tornar-se pintor em Paris, recusando-se no entanto a mostrar o seu trabalho, e afastando todos os que se aproximam dele com o seu feitio misantropo. Na parte final da sua vida, vai viver para uma ilha do Tahiti, e antes de morrer de lepra assegura-se que a sua obra será destruída. Um escritor (Herbert Marshall), conhecido da mulher do pintor, é quem tece a narrativa principal, mas surgem outros narradores (sobretudo na sequência do Tahiti) que complementam essa narrativa. Um belo filme que andou desaparecido, até que uma restauração de 2011 resolveu essa questão para contentamento dos cinéfilos. Música de Dimitri Tiomkin, nomeada ao Oscar.  Vila do Conde 4/5

3.5.14

Lumière d'été (Jean Grémillon, 1942)

Nos três filmes que vi de Jean Grémillon, o espaço social e natural é em si um achado. Em Lumière d'été, a ação passa-se numa pousada de montanha. Numa espécie de huis-clos em espaço aberto, uma mulher é cobiçada por três homens. Com um deles acaba por partir. Argumento de Pierre Laroche e Jacques Prévert. Paris 2014 Cinémathèque 3/5

28.3.14

In This Our Life (John Huston, 1942)

Um dos filmes mais curiosos de Bette Davis. Recebido de forma muito negativa na estreia, penso que é daqueles filmes que merecem ser reabilitados. Vi-o apenas em 2009 na sala Mac-Mahon e foi uma experiência inesquecível. Por que tanta animosidade em relação ao filme, a começar pelos que nele intervieram?
James Baldwin disse um dia que Bette Davis "anda como uma negra" e que protagonizou neste filme um dos papéis mais bem recebidos pela comunidade negra de Harlem, pois ela representou como ninguém o terrível papel de uma branca racista em flagrante ação (ela interpreta uma megera que atropela uma criança e faz um condutor negro pagar pelo seu crime). Já se percebeu que Davis tem nas mãos o tipo de papel em que muitas vezes deu o seu melhor, o de malvada. Neste filme ela opõe-se à sua irmã boa, Olivia de Havilland, roubando-lhe o marido (logo no início do filme), e enfim a todos os que encontra no seu caminho. Na época, considerou-se quase insuportável ver este filme, pela crueza da personagem de Davis. E hoje? Paris 2009 Mac-Mahon 4/5 
In This Our Life (Nascida para o Mal, 1942). Com Bette Davis, Olivia de Havilland, George Brent, Charles Coburn, Dennis Morgan, Billie Burke e Hattie McDaniel