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8.12.17

Sacha GUITRY

Faisons un rêve (Sacha Guitry, 1936)
Um advogado (Sacha Guitry) seduz uma mulher casada (Jacqueline Delubac) essencialmente com o seu discurso amoroso inflamado. Acabam por passar a noite juntos, no apartamento dele, mas de manhã o pânico perturba a sua relação, sobretudo quando o marido (Raimu) bate à porta do quarto... Poderia ser apenas teatro filmado (adapta uma peça de 1916 do próprio Guitry), mas é bem mais do que isso. Jean Renoir e Sacha Guitry são os meus realizadores franceses preferidos dos anos 30/40. Sempre que posso vejo ou revejo os filmes de Guitry, que não são fáceis de encontrar. Com Raimu. Paris 10.2016 Le Desperado 3/5 DVDTECA

Le Roman d'un tricheur (Sacha Guitry, 1936)

Les Perles de la couronne (Sacha Guitry, 1937)

Remontons les Champs-Elysées (Sacha Guitry, 1938)

Quadrille (Sacha Guitry, 1938)
Sacha Guitry adapta para a grande tela a sua própria peça Quadrille, filmada no mesmo ano (1937) em que estreou no teatro de Orléans. O filme herdou os mesmos intérpretes da criação da peça: Sacha Guitry, Gaby Morlay, Jacqueline Delubac, Georges Grey e Pauline Carton. Trata-se de uma screwball comedy à francesa, tão boa quanto as originais americanas. Um ator célebre de Hollywood visita Paris e consegue seduzir uma grande atriz de teatro francesa, que ia ser pedida em casamento pelo seu amante de vários anos. A crise instala-se entre o casal e exprime-se por alguns dos diálogos mais inteligentes e espantosos do cinema francês. E que dizer dos atores, que só por este filme merecem toda a nossa paixão? Um grande filme e um grande texto de teatro de Sacha Guitry. Paris 12.2017 Ecoles 4,5/5
Désiré (Sacha Guitry, 1938)
Deliciosa comédia sobre as tensas relações entre patrões e criados: a dada altura, o criado Désiré põe-se a sonhar todas as noites com a a sua patroa e esta com Désiré. Eles não sabem, mas outros ouvem-nos e isso gera os maiores constrangimentos. Mais uma vez, Guitry adapta para o cinema a sua própria peça (de 1927) com a sua trupe habitual (Guitry, Jacqueline Delubac, Pauline Carton) e a grande Arletty. Produzido por Serge Sandberg (Cinéas). Paris 12.2017 Ecoles 4/5
Donne-moi tes yeux (Sacha Guitry, 1943)

Le Comédien (Sacha Guitry, 1948)

Aux deux Colombes (Sacha Guitry, 1949)
Sacha Guitry, Suzanne Dantès, Marguerite Pierry

Guitry filma a sua própria peça com a graça habitual. Pensando que a mulher morreu num incêndio, um homem casa com a irmā dela. Mas a primeira esposa aparece-lhe em casa bem viva 20 anos depois... Talvez o melhor do filme seja o início, quando Guitry apresenta de forma original e espirituosa a sua equipa, que se prepara para fazer o filme. Paris 12.2017 Ecoles 21 & Cinémathèque 23.11.2025 Nota: 3/5

Toâ (Sacha Guitry, 1949)

REAL Sacha Guitry ARG. Sacha Guitry, baseado na sua própria peça ELENCO Sacha Guitry, Mireille Perrey, Robert Seller, Lana Marconi, Jeanne Fusier-Gir  PROD. Films Minerva ESTREIA 28.10.1949 (Paris)  VISTO Cinémathèque 20.11.2025 Nota: 3/5

Tu m'as sauvé la vie (Sacha Guitry, 1950)
REAL Sacha Guitry ARG. Sacha Guitry, baseado na sua própria peça ELENCO Fernandel, Sacha Guitry, Lana Marconi, Jeanne Fusier-Gir PROD. Films Minerva ESTREIA 20.09.1950 (Marseille)  VISTO Cinémathèque 23.11.2025 Nota: 3/5

Si Versailles m'était conté... (Sacha Guitry, 1954)
ARG.REAL. Sacha Guitry ELENCO Sacha Guitry, Georges Marchal, Claudette Colbert, Jean Marais, Micheline Presle ESTREIA 15.02.1954 (França) 9.11.1954 (Portugal) VISTO Paris 15.11.2025 Cinémathèque

Sacha Guitry et la Malibran
(Geori Boué, 2012)
Ed. la tour verte 2012
BIBLIOTECA

Sacha Guitry (Découvertes Gallimard, 2007)
A vida de Guitry esteve sempre intimamente associada ao seu trabalho (de ator, dramaturgo, realizador, encenador) pois não só o seu pai era um famoso ator (Lucien Guitry, um dos grandes do seu tempo), como Guitry se casou com mulheres que se tornaram atrizes das suas peças e dos seus filmes. O desgaste dos seus muitos casamentos teve provavelmente a ver com a excessiva dependência dessas mulheres/atrizes em relação a Guitry. Aliás, em alguns casos essas atrizes são hoje recordadas e celebradas apenas pelo trabalho que fizeram com Guitry. É apaixonante ver como Guitry permaneceu no centro da vida cultural francesa durante 50 anos aproximadamente, e a sua estrela só empalideceu no imediato pós-segunda guerra, quando foi preso e acusado de ter manifestado simpatias pelo regime nazi instalado em França. Mas nos anos 1950 ele voltaria à mó de cima, tornando-se um realizador mais popular e celebrado do que antes. Como é habitual na coleção Découvertes da Gallimard, o trabalho dos autores é impecável. Natal de 2017, Póvoa de Varzim e novembro de de 4/5