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26.9.22

Filmes LGBT 1980s

MAKING LOVE (Arthur Hiller, 1982)

Este filme deu que falar no início dos anos 80, quando a Sida já estava a condenar muitos homossexuais à morte. Making Love é a história de um casal que se desfaz quando o marido procura outros homens com o objetivo de formar uma relação duradoura baseada na verdade, verdade que não existe no seu casamento. Mas o amante que ele encontra está habituado e pretende continuar a multiplicar os amantes de uma noite. O filme opõe claramente duas atitudes dos gays perante o relacionamento amoroso o que talvez não seja inocente se pensarmos no que estava a acontecer na sociedade da altura. A canção Making love (Burt Bacharach, Bruce Roberts e Carole Bayer Sager) foi nomeada ao Golden Globe. Melun 11.2020 TV 3/5

Urinal (John Greyson, 1988)
Um dispositivo ficcional (reunião de gays famosos como Dorian Gray, Eisenstein, Mishima...) para reflectir sobre as conquistas da comunidade LGBT na sociedade canadiana. E sobre a atração dos gays pelas casas de banho públicas... Paris 09.2022 Le Brady Cineclub 7e Genre 2/5

The Fruit Machine (Philip Saville, 1988)

Dois amigos adolescentes são testemunhas de um crime num bar gay e têm de fugir quer do assassino quer da polícia
e dão vários passos em falso. Para mim a história é demasiado masoquista: não basta serem adolescentes gays assumidos, mal tolerados pela família (anos 80!), ainda têm que arcar com a culpa de um assassino cruel e do mal que outras personagens vão sofrer por causa deles? O filme vale pela ousadia de mostrar a vida de dois adolescentes gays, a sua vida familiar e social na sociedade britânica mais ou menos tolerante da época. Dispensaria o sombrio thriller que sacrifica duas personagens tão interessantes. Melun 01.2021 TV 2,5/5

24.7.21

Moon, 66 Questions (Jacqueline Lentzou, 2020)

É o filme de estreia de Jacqueline Lentzou e é muito bom. Uma jovem regressa a casa do pai para tomar conta dele, que ficou dependente depois de um AVC. Mas eles nunca tiveram uma boa relação. Pouco a pouco a jovem vai descobrir a surpreendente (e secreta) vida amorosa do pai. Vila do Conde 2021 FICMVC 3,5/5

20.6.21

Ray YEUNG

4º ALL SHALL BE WELL (2024)
REALIZADOR: Ray Yeung ARGUMENTO: Ray Yeung ELENCO: Patra Au, Maggie Li Lin Lin ESTREIA: 1.01.2025 (França) VISTO: Paris 14.01.2025 Beaubourg

3º UN PRINTEMPS À HONG-KONG (2020)

Um dos melhores filmes deste ano, pelo menos um dos que mais gostei. Dois homens de idade, com familia (filhos e netos, um casado, o outro divorciado) encontram se num parque e apaixonam se. Com o tempo percebem que desejam acima de tudo viver um com o outro mas também percebem que tal não será possível. Paris 06.2021 Les Halles 4/5
1º CUT SLEEVE BOYS (2005)

5.8.14

Finding Vivian Maier (2013)


À la recherche de Vivian Maier, título francês para a estreia nas salas de Finding Vivian Maier (2013) de Charlie Siskel e John Maloof. Um documentário fascinante pelo assunto: a descoberta por acaso de uma grande fotógrafa, que se arriscava a ficar ignorada para sempre não fora a intuição e persistência do jovem John Maloof, que comprou os milhares de negativos leiloados desta fotógrafa amadora, que fotografava compulsivamente e com um talento extraordinário. O documentário não está à altura da qualidade do trabalho de Maier, mas com algum suspense à mistura narra bem tanto a vida como a descoberta de Vivian Maier. Paris 4/5

15.1.14

Jalil LESPERT

Le Dindon (Jalil Lespert, 2019)
O clássico de Feydeau (de 1896) não se dá bem na tela. A interpretação exagerada dos atores funciona no palco mas no cinema seria preciso mais subtileza. Um Almodovar faria maravilhas com este textos e atores; Dany Boon, Guillaume Gallienne, Alice Pol, Ahmed Sylla, Laure Calamy. Paris 10.2019 Les Halles 2,5/5

Yves Saint Laurent (2014)

Depois de em 2009 terem sido realizados dois biopics sobre Coco Chanel (os muito interessantes Coco Chanell & Igor Stravinsky, de Jan Kounen, e Coco avant Chanel, de Anne Fontaine), agora é a vez de dois biopics sobre Yves Saint Laurent. O primeiro estreou-se na semana passada e está a ser um considerável sucesso de público. Parece então que os franceses estão a criar um subgénero do biopic, dedicado aos grandes nomes da moda. Não esquecer igualmente que em 2011 estreou-se também nas salas o documentário Yves Saint Laurent - Pierre Bergé, l'amour fou, sobre a relação de décadas entres estas duas figuras importantes da cultura francesa.
O filme Yves Saint Laurent, de Jalil Lespert, não é no entanto um bom filme. Foi realizado sem chama, com lugares-comuns (a voz da Callas mais uma vez a sublinhar a tragédia), mas tem um enorme trunfo: o ator principal, Pierre Niney (da Comédie Française) que encarna de forma inultrapassável o grande costureiro. A sua interpretação e as cenas de bastidores do mundo da moda são as únicas boas coisas que neste filme acontecem. Para além da música de Ibrahim Maalouf.  Paris 2014 (2/5)