Ela é uma escritora de sucesso, ele um dos melhores advogados do país, entre os dois dá-se o coup de foudre, confirmado uma e outra vez. Mas ele é casado, ela é livre mas evita os casados para seus amantes. Um filme romântico morno apenas sustentado pela excelente Sophie Marceau. Melun 2020 TV 1,5/5
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11.11.20
7.4.15
Journal d'une femme de chambre (Benoît Jacquot, 2014)
O romance Journal d'une femme de chambre, de Octave Mirbeau, já inspirou dois mestres do cinema (Jean Renoir e Luis Buñuel), que tornaram esta história mais associada ao cinema do que à literatura. Este ano Benoît Jacquot voltou a adaptar o famigerado romance com a maior estrela francesa da sua geração, próxima Bond girl: Léa Seydoux. Esta adaptação deixou-me indiferente, como um telefilme com mais meios e com atores de cinema (categoria exclusiva em vias de extinção). Como não gosto da Seydoux, que passeia a sua cara de enjoada em todos os papeis que lhe propõem, está-se mesmo a ver que para revisitar esta criadita voltarei a procurar as formas e o talento das antecessoras Paulette Goddard e Jeanne Moreau. Paris 2015 Odeon 3/5
12.3.15
Realité (Quentin Dupieux, 2014)
Quentin Dupieux é um dos realizadores mais originais em atividade. Criou uma forma de comédia moderna, que não se parece com nenhuma outra. Dupieux é francês mas é a paisagem e a mitologia americanas que lhe servem de inspiração para os seus estranhos enredos e personagens. Paris 03.2015 2,5/5
10.10.14
Mange tes morts (Jean-Charles Hue, 2014)
Pedro Costa tem dado uma visibilidade esteticamente reconhecida em todo o mundo ao bairro das Fontainhas, acto que é em primeiro lugar político pois põe-nos a todos nós a testemunhar e a admirar vidas marginalizadas socialmente e mal tratadas pelos media. Jean-Charles Hue tem feito algo de semelhante com os ciganos ou com várias comunidades que se aparentam a estes. Já vai na terceira longa-metragem, e a segunda, La BM du Seigneur (2010) já me tinha deixado uma boa impressão. Mange tes morts vai mais longe. É um dos melhores filmes franceses deste ano e mereceu o prestigiado prémio Jean Vigo. O realizador convive longamente com os mesmos elementos da comunidade que escolheu, trabalha portanto com atores não profissionais. O resultado é tão impressionante quanto o de Pedro Costa, Os ciganos de Hue falam e gritam na sua língua (o filme é legendado e mesmo assim não compreendi muitas palavras). Às vezes parece que estamos num road-movie com os maus rapazes que conhecemos dos filmes de Scorsese. Tantas referências díspares (Costa, Scorsese) apenas sugere a originalidade deste novo talento francês que não vou querer perder de vista. 3,5/5
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