My Favorite Wife é uma comédia mediana, mas tinha tudo para ser um clássico da screwball comedy. O par mágico (que protagonizou três filmes) constituído por Cary Grant e Irene Dunne, a produção de Leo McCarey (que esteve para assumir a realização) para a RKO, a montagem de Robert Wise, a fotografia de Rudolph Maté. Há poucas cenas memoráveis e algumas bem infelizes (falo do argumento e da mise en scène). Mas ver Cary Grant e Irene Dunne neste filme popular (uma das maiores bilheteiras do ano) é prazer garantido para o cinéfilo voltado para o cinema clássico de Hollywood. O último filme (inacabado) de Marilyn Monroe, Something's Got to Give (1962), de George Cukor, era um remake de My Favorite Wife. A história e o argumento são de Leo McCarey, Bella Spewack e Sam Spewack. Paris 2017 (3/5)
Mostrar mensagens com a etiqueta McCAREY. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta McCAREY. Mostrar todas as mensagens
29.12.17
15.1.16
An Affair To Remember (Leo McCarey, 1957)
![]() |
| Cartaz da reposição fancesa do filme em 28/07/2010 |
An Affair to Remember é um dos meus filmes preferidos de sempre. Comove-me como um melô de Sirk da mesma época, deslumbra-me o ego cinéfilo com a mise en scène em cinemascope como Minnelli sabia fazer e encanta-me pela sua qualidade própria de um sofisticado musical (Minnelli outra vez). Mas é Leo McCarey quem assina o filme, certamente o meu preferido dele. Que é por sua vez um remake de um filme seu dos anos 30, que já tinha sido um feito artístico assinalável (mas sem o tecnicolor, o cinemascope e os celestiais Deborah Kerr e Cary Grant no par protagonista).
Como tenho andado a refletir muito sobre o cinema musical, a minha leitura do filme aventurou-se por novos caminhos após ter visto agora o filme. Não é uma comédia musical mas o contágio desse gênero é evidente. Foi nos anos 50 que os musicais atingiram o apogeu do reconhecimento artístico. Singin' in the Rain, Gigi e Um Americano em Paris ganharam óscares ou pelo menos a consagração máxima e as maiores estrelas de Hollywood passaram pelos musicais como se não o pudessem evitar (Marlon Brando, Yul Breyner, Deborah Kerr, Ava Gardner). Em An Affair to Remember, a personagem de Deborah Kerr tem um passado de cantora de bar, profissão que retoma quando se apaixona pelo playboy Cary Grant. Ambos deixam os respetivos noivos, ricos e que lhes garantia uma vida de elevado conforto (conhecem-se numa viagem de transatlântico, na classe de luxo, aliás a longa sequência no navio faz lembrar a screwball comedy dos anos 30, de que McCarey era um especialista). Temos então alguns números musicais, todos com Kerr. Na ilha onde aportam, numa breve paragem do navio, Kerr canta acompanhada ao piano pela avó de Grant. Em Boston, quando Kerr retoma a carreira de crooner para se sustentar. E por duas vezes Kerr canta com o grupo de crianças de que ela é professora de música, trabalho conseguido por um padre. Nas nas duas versões deste filme, a dos anos 30 e a dos anos 90, a personagem Terry Mckay é uma cantora, mas não me lembro se existem momentos musicais nesses filmes. Duvido. Mas não há dúvida de que a segunda versão de McCarey foi contaminada pelo cinema musical que se fazia à época da sua realização. Paris 2016 Christine 21 5/5
24.5.15
O Extravagante Senhor Ruggles (Leo McCarey, 1935)
Que comédia brilhante! Já a tinha visto em 1999 no cinema Santa Clara (quando ainda havia a reposição de clássicos nas salas). Agora, no tempo das versões remasterizadas, é reposta nas salas francesas (pelo menos no cinema parisiense Le Champo, um dos meus preferidos). Mais uma vez, uma screwball comedy retoma o tema das diferenças entre os civilizados europeus e os bárbaros americanos para enaltecer as qualidades do novo mundo. Um casal de simplórios mas ricos americanos ganha ao poker o criado pessoal de um conde, levando-o para Red Gap onde ele fará sensação. Um filme brilhante do princípio ao fim, das melhores coisas que conheço daqueles anos 30 tão ricos para o cinema. Paris, Le Champo 4/5
Subscrever:
Mensagens (Atom)



