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24.5.26

O Batedor de Carteiras (Aloisio T. de Carvalho, 1958)


O Batedor de Carteiras (1958) é o impagável Zé Trindade. Realizada por Aloisio T. de Carvalho, esta chanchada é uma das mais consistentes que vi. Tem muitas cenas nas ruas do Rio, o que é sempre um prazer adicional. Rio 2012 Caixa Cultural    3,5/5

29.4.26

O Homem do Sputnik (Carlos Manga, 1958)

O Homem do Sputnik (Carlos Manga, 1958)

Carlos Manga realizou a melhor chanchada que conheço e duvido que haja melhor: O Homem do Sputnik (1958). É uma produção da Atlântida, o estúdio carioca que se especializou na produção de comédias populares nos anos 50 e 60. O filme começa com um 'portuga' em cima de um burro numa paisagem bucólica. Mas trata-se de uma comédia urbana, passada nas altas esferas políticas nacionais e internacionais. Os principais governos do mundo andam à caça do Sputnik, que caiu no campo brasileiro. Para o alcançarem, todas os estratagemas são válidos, incluindo enviar uma agente sósia da Brigitte Bardot. Norma Bengell fazendo de Bardot é das melhores coisas que vi no cinema brasileiro. Aparece também Jô Soares, bem novinho mas já gordinho. Uma comédia que adorava rever um dia. Rio 2012 Caixa Cultural    4/5

7.1.25

Kon ICHIKAWA

LA HARPE DE BIRMANIE (1956)
Paris 2008 Le Reflet Médicis

L'Étrange Obsession (Kon Ichikawa, 1959)
VISTO Paris 17.11.2024 Filmothèque QL 3.5/5

O  PAVILHÃO DOURADO (1958)
REALIZADOR: Kon Ichikawa ARGUMENTO: Kon Ichikawa, Keiji Hasebe, Natto Wada, baseado no romance homónimo de Yukio Mishima (1956) PRODUÇÃO: Daiei MÚSICA: Toshirō Mayuzumi ELENCO: Raizō Ichikawa, Ganjirō Nakamura, Tatsuya Nakadai ESTREIA: 19.08.1958 (Japão) 15.02.2025 (França, reprise) VISTO: Paris 28.01.2025 Le Reflet Médicis NOTA: 4/5

La Vengeance d'un acteur (1963)
VC 2008 DVD
DVDTECA 

16.6.24

Richard QUINE 6

DVDTECA
How to murder your wife (United Artists, 1965) é uma comédia escrita (e produzida) por George Axelrod, o autor de The Seven Year Itch (peça de 1952), que retoma aqui uma visão um tanto grosseira das relações entre homens e mulheres. No filme com Marilyn, os homens ansiavam por ver-se livres das mulheres no verão para testar a sua masculinidade com outras mulheres. Neste filme com Jack Lemmon e Virna Lisi, os homens vão ao ponto de desejarem o desaparecimento das suas mulheres. Lemmon é um autor de BD militantemente solteiro que um dia, depois de uma despedida de solteiro, descobre que se casou com a 'garota do bolo' da festa. Ameaçado de abandono pelo criado, igualmente alérgico ao casamento, o desenhador vai fazer tudo para fazer desaparecer a sua mulher. Uma comédia divertida mas datada. Vila do Conde 12.2015 DVD 2,5/5

TÍTULO: The World of Suzie Wong (1960)
REALIZAÇÃO: Richard QUINE
ARGUMENTO:Paul Osborn, adaptação do romance de Richard Mason (1957), e da peça de John Patrick (1958)
PRODUÇÃO : Paramount British Pictures, Ray Stark
GÉNERO: Drama, Romance
ORIGEM: EUA, Reino Unido
ESTREIA: 10/11/60 (EUA) Inédito (?) em Portugal
MÚSICA: George Duning (BSO), canção-título de Sammy Cahn e Jimmy Van Heusen
ELENCO: William Holden, Nancy Kwan, Sylvia Sims, Michael Wilding
BUD: 2M  BO: 3,7M (EUA/Canadá)

VISTO: Paris 16.06.2024 Cinémathèque 2.5/5

Bell Book and Candle (Columbia, 1958)

Imagine-se o par Kim Novak e James Stewart, do genial Vertigo (Hitchcock), numa comédia com feiticeiras, e que esteve na origem da famosa série televisiva Minha Adorável Feiticeira. Em Nova Iorque vive uma comunidade de feiticeiras e feiticeiros que frequenta o Zodíaco, uma cave que lembra os bares existencialistas de St Germain em Paris. Um dos artistas mais aplaudidos é aliás um cantor que evoca a musa existencialista Juliette Gréco. É através do seu gato Pyewacket, que a feiticeira Kim Novak vai seduzir o comprometido James Stewart, que estava para casar-se nesse mesmo dia. Uma comédia adorável. Paris, 12.2016 FQL 4/5

Paris when it sizzles (1963) Paris 2024 Cinémathèque 3/5

It Happened to Jane (1959) DVD 2008 3/5

The Solid Gold Cadillac (1956) DVD 2012 3/5

DVDteca QUINE [4]
The Solid Gold Cadillac (1956)  
It Happened to Jane (1959)
Paris when it sizzles (1963) 
How to murder your wife (1965) 

27.7.22

Indiscreet (Stanley Donen, 1958)

Indiscreet vê-se hoje com algum prazer devido ao par Cary Grant & Ingrid Bergman. O argumento é fraco e a realização de Donen muito pouco inspirada. Nada nesta comédia romântica está ao nivel do que já tinha sido feito no género nas décadas anteriores. Uma atriz famosa e solteira (Bergman) encontra o seu par ideal (Grant) mas o desenlace feliz chega depois de muitas peripécias teatrais. Paris 2015 Le Champo 2,5/5

25.6.22

Buchanan Rides Alone (Budd Boetticher, 1958)

Belo western sobre um cowboy solitário que regressa a casa, no Texas, mas pelo caminho encontra uma povoação em que uma família tem o poder absoluto sobre todos. Buchanan vai meter-se onde não é chamado... Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5

16.11.21

Party Girl (Nicholas Ray, 1958)

Um dos Nicholas Ray menos interessantes que conheço, apesar de Cyd Charisse (como party girl e dancing girl). O filme termina bem para o casal protagonista (que insosso Robert Taylor!), longe do negrume de outros filmes de Ray. Paris 2021 Christine 3/5

3.11.21

O Sono da Morte (Dick Haskins, 1958)

É o primeiro livro de um escritor português que assinava como Dick Haskins, que ficou na história como autor de policiais. Até hoje tem sido reeditado... Mas este policial é bem escolar, tudo desenhado a esquadro. Há o crime de um homem poderoso e rico, e o principal suspeito, que tem tudo contra ele, vai precisar de um detetive excepcional para o libertar da cadeia certa. Voilà. Paris 2021 2/5

21.5.21

Ça s'est passé en plein jour (Ladislao Vajda, 1958)

Um belo e tenso thriller alemão sobre um assassino de crianças. Quando um homem (Michel Simon) descobre o cadáver de uma criança na floresta todos pensam que foi ele que a matou. Ele acaba por enforcar-se na prisão e o caso é encerrado. Mas o comissário acredita que o assassino continua à solta e vai à procura dele. Muito bom. Melun 2021 TV 3,5/5

31.3.19

The Quiet American (Joseph L. Mankiewicz, 1958)

Cartaz da reprise, març de 301
Apesar de ter visto este filme uma única vez há mais de 20 anos nunca o esqueci. Não tem estrelas (só conheço Michael Redgrave) e adapta um daqueles famosos romances do pós-guerra de Graham Greene que mostra a ambivalência dos países e dos indivíduos nas regiões de grande instabilidade política ou em guerra. Neste caso trata-se do Vietnam, a braços com uma guerrilha comunista e com a presença atenta de americanos e franceses instalados no território. É um dos melhores filmes que conheço sobre este género de conflitos. Paris FQL 3/5

27.4.17

Montparnasse 19 (1958)

Montparnasse 19 é o penúltimo filme de Jacques Becker. Trata dos últimos dias de Modigliani (Gérard Philipe), das suas relações com as mulheres e do seu insucesso comercial. Ele morre na mais absoluta pobreza. Mas o melhor do filme é a história de amor que o pintor vive com Jeanne (Anouk Aimée). Aliás, o filme tem um título alternativo que prioriza esse aspecto: Les Amants de Montparnasse. Outros filmes de Becker são dedicados a grandes histórias de amor: Casque d' Or, Antoine et Antoinette, Edouard et Caroline. Em Montparnasse 19 há uma personagem particularmente perturbante: o crítico e marchand de arte interpretado por Lino Ventura. A cena final, na qual o marchand espera a morte de Modigliani para ficar com todas as suas obras, é de arrepiar. Paris 2017 Cinémathèque 3,5/5
DVD Público 2015
DVDTECA

9.9.16

John GUILLERMIN

DEATH ON THE NILE (1978)
Nos anos 70 do século passado, a indústria do cinema entreteve-se a reunir grandes elencos de estrelas em filmes de grande orçamento e apelo popular. Além dos filmes-catástrofe, outros houve que optaram por histórias mais clássicas, como as de Agatha Christie. Morte no Nilo é um dos que deixou boa memória em muitos espectadores, como eu. Será que o vi no cinema ou na televisão? Não me recordo. Aproveitei uma sessão de um cineclube dedicado ao Orientalismo no cinema para rever este filme, com algum receio pois a última versão de um mistério de Christie para o cinema foi bem bem dececionante (Crime no Expresso do Oriente, por Kenneth Branagh). Morte no Nilo não quer ter nada a ver com o médio oriente, que serve tão só de cenário às férias de uma série de burgueses insatisfeitos com a vida que têm (e indiferentes à paisagem e aos indígenas do local). Num esquema típico de Agatha Christie, a morte de uma personagem num cruzeiro no Nilo vai revelar que todos os participantes do cruzeiro tinham algum desejo ou interesse nessa morte. Mas um deles, ou vários deles associados entre si, terá efetivamente cometido o crime. Segue-se a investigação de Poirot e o desenlace sempre (mais ou menos) inesperado. Entretenimento à moda antiga mas ainda (nostalgicamente) sedutor. Banda sonora de Nino Rota. Paris 06.2018 Ecoles 21:  3,5/5
O impressionante elenco: Peter Ustinov (Hercule Poirot), Maggie Smith, Angela Lansbury, Bette Davis, Mia Farrow, David Niven, George Kennedy, Jack Warden (Peter Ustinov, Maggie Smith e Angela Lansbury foram nomeados nos BAFTA). 
Foi nomeado para o Golden Globe for Best Foreign Film.

I WAS MONTY'S DOUBLE (1958)
Desconhecia a existência deste filme e os nomes envolvidos na sua produção pouco me dizem. No entanto trata-se de um filme notável, que merecia ser reposto nas salas e celebrado como um filme representativo da boa saúde da indústria britânica dos anos 50. Não é cinema de autor, o que explica um pouco o seu esquecimento entre os cinéfilos, é um filme que assenta sobretudo no argumento brilhante de Bryan Forbes (que adapta a autobiografia de M. E. Clifton James) e no trabalho de grandes atores (John Mills, Cecil Parker, Michael Hordern). Durante a segunda guerra mundial, um ator pouco conhecido é convidado para ser o sósia do general Montgomery. A sua missão é atrair a atenção dos alemães para o norte de Africa, para que os Aliados pudessem invadir a Normandia com a vantagem do efeito surpresa. O filme mostra, com muito humor, o périplo do falso general, que para enganar os alemães, tem de enganar os seus próprios soldados e os militares dos países aliados. Uma boa surpresa. Paris 09.2016 CF 4/5

10.9.15

The Young Lions (Edward Dmytryk, 1958)

Foi à época uma superprodução a preto e branco e em cinemascope, que reuniu três estrelas masculinas para traçar o destino de três soldados, um alemão (Brando louro) e dois americanos, durante a segunda guerra. Gostei pouco do filme, e talvez o problema seja o romance de Irwin Shaw (1948) que está na sua origem. Uma trama que não recua no elogio dos americanos e que recorre a demasiados lugares comuns. E a direção de atores não é a melhor, pois nem Brando, nem sobretudo Clift estão à altura do que sabiam fazer. Le Desperado 2,5/5

13.7.15

Delbert MANN

Separate Tables (Delbert Mann, 1958)
Queria muito ver este filme pela peça de Terence Rattigan que o originou. Rattigan também escreveu o argumento com John Gay e John Michael Hayes. Tudo se passa em menos de 24 horas na pensão Beauregard, em Inglaterra. Os pensionistas ficam a saber pelo jornal que um deles, um suposto major tagarela, foi apanhado num cinema a seduzir algumas espetadoras, denunciado e levado a tribunal por esse motivo. Os pensionistas dividem-se entre os que defendem a sua expulsão e os que o apoiam. Mas a peça é também sobre a solidão, o sofrimento e as paixões reprimidas de quase todas as personagens. Trama mais british não podia haver. O ramalhete de atores é impressionante:  Rita Hayworth, Deborah Kerr, David Niven, Burt Lancaster e Wendy Hiller. Esta ganhou o óscar para melhor atriz coadjuvante e David Niven o óscar para o melhor ator, num papel difícil mas a meu ver mal defendido por Niven. Vila do Conde 07.2015 DVDteca 4/5

DVDTECA
Separate Tables (1958)
The Thrill of it All (1963)

18.12.14

Satyajit RAY

A CASA E O MUNDO (1984)
TÍTULO Original: Ghare Baire REALIZADOR: Satyajit Ray ARGUMENTO: Satyajit Ray, baseado no romance de Rabindranath Tagore (1916) ELENCO: Soumitra Chatterjee, Victor Banerjee, Victor Banerjee, Swatilekha Chatterjee, Gopa Aich, Jennifer Kendal VISTO: Paris 2008 Le Reflet Médicis & 03.02.2025 Le Champo NOTA: 4/5

O HERÓI NAYAK (1966)
No espaço de algumas semanas vi dois filmes soberbos de Satyajit Ray: La grande ville (1963) e Le héros (1966), que merece ficar ao lado de clássicos que abordam o cinema como Sunset Boulevard, 8 e 1/2 ou La nuit américaine. No centro do filme está o ator mais célebre da indústria indiana, que empreende uma viagem de comboio para receber um prémio. A viagem será também uma viagem ao seu passado, ao seu percurso desde os tempos de ator de teatro até ao estrelato no cinema. Uma mulher que ele conhece no comboio será mais do que a sua companheira de viagem. Mostrando-se muito crítica em relação ao cinema, ela irá ajudá-lo a rever criticamente o seu passado e por fim a encontrar-se. Uma viagem catártica, pois. É difícil dizer o que é mais admirável neste filme, pois como em todas as grandes obras, as suas partes iluminam-se umas às outras. O dispositivo narrativo formal é muito simples: o tempo de uma viagem num espaço limitado, um huis clos. Mas Satyajit Ray encontra as soluções de mise en scène mais espantosas para contar esta história. Por tudo isto, não se compreende que um filme destes fique na sombra, merecendo uma divulgação à altura da sua importância. Paris 01.2015 Le Champo 5/5


A GRANDE CIDADE (1963)
Neste mês de dezembro, foram repostos nas salas francesas três filmes restaurados do mestre Satyajit Ray: La grande ville, Le saint e Le héros. Fui ver ontem La grande ville, um retrato de mulher na cidade de Calcutá. Soberbo. Certamente entre os melhores filmes de Ray. Ganhou o Leão de Prata em Berlim. Um filme sobre um casal que vê o seu amor posto à prova pelos ventos da modernidade. O marido, tradicional sustento da família, vê-se desempregado, e a mulher afirma-se no mercado de trabalho. Uma grande história de amor que é ao mesmo tempo um ambicioso filme de análise social. Paris 12.2014 Le Champo 5/5

O SALÃO DE MÚSICA (1958)
VISTO: Porto 2000 Rivoli & Paris 2013 FQL NOTA: 5/5
DVDTECA

Pather Panchali/1955
DVDTECA

Aparajito/1956
DVDTECA

O Mundo de Apu/1959
DVDTECA

Charulata/1964
DVDTECA

16.11.14

Cinema Egipto ou Egito


O Destino (Youssef Chahine, 1997)
EST 9.05.1997 VISTO 10.02.2026 Le Champo
Cairo Station (Youssef Chahine, 1958)
Este foi o primeiro êxito internacional de Chahine. Um filme forte, centrado no microcosmos de uma estação de comboios com todos os tipos de pessoas que por lá passam e lá trabalham ou mesmo vivem. É um filme que mostra de forma frontal os problemas da sociedade do Cairo, com os mesmos meios e talento de outros realizadores em outras partes do mundo. Enfim, um filme bem moderno para a sua época. Paris 11.2014 3,5/5