Le Douanier Rousseau, ou l'éclosion moderne (Musée d'Orsay, 2016)
Foi emocionante ver a obra de Douanier Rousseau, um pintor que descobri recentemente, reunida no Museu de Orsay. O melhor ficou para o final: duas salas com os grandes quadros que representam a selva com alguns estranhos seres no centro viradas para nós, quadros enigmáticos que saíram da imaginação de um pintor que nunca saiu de Paris durante toda a sua vida! Esses quadros famosos e magníficos estão espalhados pelo mundo (Paris, NY, Moscovo, Washington, Cleveland, Chicago, Bale) e foram agora reunidos, provavelmente pela primeira vez, para esta importante retrospetiva parisiense. Paris 05.2016 Musée d'Orsay 5/5
Le Douanier Rousseau (Gilles Plazy, 1992)
Découvertes Gallimard nº153
1ª edição 1992
BIBLIOTECA
Douanier Rousseau tem uma das vidas de pintores mais impressionantes que conheço. Toda uma vida a pintar perante a risada e a chacota (quase) gerais. Foi convidado a apresentar as suas obras no Salão dos Independentes, aliás desde a primeira edição e foi muitas vezes o centro das atenções não necessariamente pelas boas razões. Mas foi também, desde o início, defendido por Seurat, Signac, Alfred Jarry, Appolinaire e, no final da vida, por Picasso, que organizou em sua honra um banquete que ficou na história da arte. Mas a sede de reconhecimento nunca largou Rousseau e durante toda a vida viveu numa pobreza evidente, sempre crivado de dívidas aos fornecedores dos materiais necessários ao seu trabalho. Tentou por várias vezes, mas em vão, que o Estado francês lhe comprasse quadros e concorreu a projetos públicos. O reconhecimento que teve foi a estima dos pares. Viveu toda a vida adulta em Paris e não fez viagens. Foi um pintor urbano (ao contrário dos impressionistas seus contemporâneos) mas a fantasia levou-o a paragens longínquas e exóticas: a pintura da selva luxuriante é uma das suas imagens de marca. Póvoa de Varzim 2016 (5/5)
Découvertes Gallimard
2ª edição 2016









































