Documentário sobre a breve mas imponente vida dos VU. Quando saiu do grupo, e este terminou, Lou Reed voltou para casa dos pais, e os restantes membros tiveram de procurar uma ocupação para sobreviverem. Os VU nunca fizeram dinheiro enquanto existiram mas deixaram uma herança entre as mais colossais da história do rock. O documentário é um pouco convencional tendo em conta o talento comprovado de Todd Haynes, mas mesmo assim é um dos melhores do ano. Paris 2021 Publicis 4/5
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18.10.21
2.3.20
Dark Waters - Verdade Envenenada (Todd Haynes, 2019)
Dark Waters é outro excelente filme que retrata a batalha de um advogado contra uma enorme empresa intocável dos Estados Unidos. David vs Golias. David é o advogado (Mark Ruffalo) mas também o povo, que não ousa enfrentar quem lhe dá emprego, equipamentos sociais e dinheiro. Muito bom. Com Mark Ruffalo, Anne Hathaway, Tim Robbins, Bill Camp, Victor Garber, Mare Winningham, Bill Pullman. Paris 2020 Les Halles 4/5
20.11.17
Wonderstruck (Todd Haynes, 2017)
Um rapaz que acaba de perder a mãe foge para Nova Iorque para encontrar o pai, que nunca viu nem sabe quem é. Essa fuga e a descoberta da Grande Maçã, assim como a narrativa que a avó lhe faz sobre quem foi o seu pai arrasta-se num longo filme de duas horas. Nunca pensei sentir tédio vendo um filme de Todd Haynes, pois gostei muito dos outros seis filmes que realizou. Mas foi o que aconteceu com este desinteressante Wonderstruck. Paris Odéon 2,5/5
8.3.16
Far from Heaven (Todd Haynes, 2002)
Far from Heaven é um belíssimo melodrama à Douglas Sirk. Mas feito nos anos 2000 por Todd Haynes. O realizador reincideria em 2015, com Carol, na reconstituição dos anos 1950 e no estudo da moralidade conservadora da época. Homossexualidade e relacionamentos interraciais como processos desafiadores da boa consciência burguesa e wasp do período mais próspero e tecnicolor dos US. O casal protagonista do filme começa por ser um modelo social da comunidade mas é destruído pelas tendências homo do homem e pela bondade da mulher em relação aos negros. Um filme que gostei ainda mais de rever agora do que na primeira vez, no pequeno ecrã. Paris 2016 FQL 5/5
21.1.16
Carol (Todd Haynes, 2015)
Carol é, para mim, o melhor filme de 2015 e é pena não ter sido sequer nomeado para o óscar de melhor filme do ano. Carol é a adaptação de The Price of Salt, de Patricia Highsmith, e deve ser um daqueles casos em que o filme supera o livro já que este não está entre as grandes obras de Highsmith, mas o filme está entre as melhores de Todd Haynes e do cinema americano mais recente. Carol é uma burguesa de Nova Iorque que está em vias de perder a custódia da filha em favor do marido porque tem relações amorosas com mulheres. Estamos em 1952/1953 e esta história de um amor incomum contrariado e penalizado pelo puritanismo americano da época já deu origem, sob diversas variantes, a uma família de filmes quase sempre notáveis: as obras-primas de Douglas Sirk (anos 50) e o mais recente Far from Heaven (Haynes, 2002). Cate Blanchett e Rooney Mara (melhor atriz em Cannes) encarnam de forma superlativa o desafiante par apaixonado Carol e Therese. Paris 2016 Bibliothèque 5/5
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