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20.5.19

Sebastián LELIO


Gloria Bell (Sebastián Lelio, 2018)
Uma mulher chega aos 50 anos, divorciada, com os filhos adultos e independentes, e sente-se muito só. Conhece um homem com quem gosta muito de estar, mas ele tem outra família. O filme é o remake americano de Gloria, um filme chileno recente, e esse é o seu principal problema (para quem viu e gostou muito do original). Julianne Moore produziu o filme, o que não surpreende, pois há poucos papéis bons no cinema para mulheres da sua idade. Muito bom. Paris .2019 3,5/5

Una mujer fantastica (Sebastián Lelio, 2017)
Una mujer fantastica mereceu o Oscar de best foreign language film que recebeu há dias. E já tinha recebido o prestigiado Goya para mejor película iberoamericana e o Teddy em Berlim, entre muitos outros prémios ou nomeações. No centro da história, Marina, ex-Daniel, uma mulher que está sempre a recomeçar. Assume-se como mulher mas a resistência dos outros, indivíduos ou instituições, a essa identidade conquistada exige dela uma força superior. Vivia com um homem muito mais velho, que morre subitamente de um aneurisma, e cuja família vai fazer tudo para apagar Marina da história dele. Uma família normal mas mafiosa. Gosto muito dos filmes de Sebastián Lelio, realizador chileno que acompanho desde a segunda obra, Navidad (2009). Paris 3.2018 Luminor 4/5 
Gloria (Sebastián Lelio, 2013)
Tudo neste maravilhoso filme chileno me agrada. Não são apenas os argentinos que fazem os melhores filmes realistas do continente sul-americano, os chilenos estão também na primeira linha. 
A história de uma mulher, Gloria, divorciada, com os filhos crescidos e independentes, que luta para tirar o melhor proveito da sua vida solitária. A câmara não larga a protagonista, mas em fundo podemos observar a dinâmica realidade social e política do Chile. Encontramos esta estratégia em muitos filmes dos dois países sul-americanos citados.
Na banda sonora, as Águas de março de Jobim cantadas em família e Baila comigo de Rita Lee e Gloria de Umberto Tozzi nas saídas à discoteca da protagonista. Em plenos 70s, pois. Paris 06.2014 4/5

Navidade (Sebastián Lelio, 2009)
Paris 2009 Le Nouveau Latina

25.5.18

Fresa y chocolate (Tomás Gutiérrez Alea, 1994)

Tomás Gutiérrez Alea (com Juan Carlos Tabío) assinou em 1994 um dos melhores e mais premiados filmes do cinema cubano. Senel Paz é o autor do argumento e também o autor do conto El Lobo, el bosque y el hombre que está na base do filme. David (Vladimir Cruz) é um jovem universitário que pertence ao Partido e um dia é levado por Diego (Jorge Perugorría), um homossexual ousado, a sua casa com o pretexto de que possui fotografias de David. Em política e em sexo opõem-se claramente mas pouco a pouco vão-se aproximando, a postura de ambos vai evoluir e entre eles nascerá uma grande amizade. Há outras histórias e personagens (a namorada e o colega de Partido de David, a vizinha e o amigo artista de Diego) mas é a amizade de difícil parto entre os dois protagonistas que torna o filme inesquecível. Paris 2009 (Nouveau Latina) & 2018 (Christine 21) 4/5
Prémio Especial do Júri - Urso de Prata do  Festival de Berlim
Prémio Teddy para a Melhor Filme do Festival de Berlim
Goya Mejor Película Extranjera de Habla Hispana
Nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro

24.4.17

Go Fish (Rose Troche, 1994)

O filme "mais" lésbico que me foi dado a ver. Parece um hui clos, apesar de ter algumas cenas de exterior e serem vários os locais (bares, casas) onde se passa a ação. Um grupo de amigas, todas lésbicas assumidas, assistem, incentivam e comentam o enamoramento de duas delas, que à partida tudo opunha. Lembra por vezes Cassavetes, com mais humor e mais experimentação formal. Ganhou o importante prémio Teddy em Berlim. Visto no cineclube 7ème Genre 2017 Paris 3/5

8.5.16

Théo & Hugo dans le même bateau (Olivier Ducastel & Jacques Martineau, 2016)

Pensei em La Traversée de Paris (1956), um dos meus filmes franceses preferidos, ao assistir a Théo & Hugo dans le même bateau. Em ambos os filmes dois homens passam a madrugada nas ruas de Paris. Acaba aqui a semelhança (superficial) entre os filmes. Théo e Hugo são dois jovens gays que se conhecem num clube de sexo ondem fazem amor 
(cena longa e explícita) e passam a noite juntos nas ruas de Paris. O que eu mais gostei no filme foi ver Paris fora de horas filmada deste jeito: transformada pelo amor intenso entre dois jovens. Paris 3/5

25.3.15

Der Kreis (Stefan Haupt, 2014)

Este filme já ganhou muitos prémios e o mais importante talvez tenha sido o Teddy Award para o melhor documentário na Berlinale do ano passado. O filme relata a luta da comunidade homossexual pela aceitação plena da sua diferença. Der Kreis foi uma organização de Zurique surgida nos anos 1930, sobreviveu ao nazismo e continuou depois da guerra essa luta pela emancipação homossexual através da publicação de uma revista clandestina e da organização de bailes. Nessa associação conheceram-se em 1958 Ernst e Robi que se tornaram o primeiro casal gay a contrair casamento na Suíça. Essa longa história de amor é o centro deste maravilhoso filme. Paris 2015 Le Nouveau Latina 3/5