Finalmente vi este filme tão famoso que deu numerosos prémios a Isabelle Adjani. Não gostei. Não é um mau filme, pois permite leituras interessantes sobre a natureza humana e mesmo sobre os regimes políticos que dominavam o leste europeu na altura. Mas é um filme excessivo e desagradável de se ver. Coitada da Adjani. O realizador estava a passar por um divórcio tumultuoso e problemas com a sua Polónia natal, não admira que tenha passado os seus fantasmas para este filme. E Adjani é o medium de todas essas perturbações. Um filme a (não) rever. Paris 092015 Le Grand Action 2.5/5
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2.8.26
9.7.26
Eles Não Usam Black Tie (Leon Hirszman, 1981)
REAL Leon Hirszman ARG Leon Hirszman e Gianfrancesco Guarnieri, baseado na peça Eles não usam black-tie (Gianfrancesco Guarnieri) ELENCO Fernanda Montenegro, Gianfrancesco Guarnieri, Milton Gonçalves, Carlos Alberto Riccelli, Bete Mendes, Flávio Guarnieri FOTO Lauro Escorel PALMARÉS Festival de Veneza, onde recebeu o Grande Prêmio do Júri ESTREIA 5.09.1981 (F. Veneza), 20.09.1981 (Brasil) VISTO Porto 26.10.2025 Trindade
EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 26.10.20, 11h Ciclo É Tudo Brasil!
Duas Estranhas Mulheres (Jair Correia, 1981)
Filme em dois episódios, Diana e Eva. Duas belas atrizes: Patrícia Scalvi e Fátima Celebrini. A primeira mata o marido, a segunda é morta por um homem que lhe dá boleia. Mas as tramas são mais complexas e raiam o surrealismo que na época não era assim tão supreendente. Diana encontra num bar um homem, sósia do seu marido, mas que a trata melhor, na verdade é uma projeção do seu desejo e insatisfação. Matando o marido mata o amante. Melun 2020 (2/5)
Duas Estranhas Mulheres (Jair Correia, 1981). Produção de Cassiano Esteves (Jair Correia Filmes, Marte Filmes, UCB), roteiro de Leila Maria Bueno e Jair Correia, com Patrícia Scalvi, Hélio Porto, John Doo, Fátima Celebrini, Vandi Zachias. *Troféus APCA: Melhor diretor, atriz (Patricia Scalvi) e ator coadjuvante (Vandi Zachias).
O Olho Mágico do Amor (J. Garcia e Í. Martins, 1981)
Uma jovem (Carla Camurati) começa a trabalhar num escritório e logo descobre que no apartamento contíguo uma prostituta (Tânia Alves) recebe os seus clientes. De certa forma é uma iniciação sexual da jovem, que tem namorado mas que pouco depois o abandona, quando sente que a sexualidade não tem limites... O filme ganhou importantes prémios na época, mas parece-me um exemplo pálido do cinema brasileiro que se fazia então. Melun 2020 (3,5/5)
O Olho Mágico do Amor (José Antônio Garcia e Ícaro Martins, 1981). Produção da Olympus Filme. Roteiro de José Antônio Garcia e Ícaro Martins, com Carla Camurati, Tânia Alves, Ênio Gonçalves, Arrigo Barnabé, Hércules Barbosa, Walter Casagrande, Luiz Felipe, Luiz Roberto Galizia, Sérgio Mamberti, Cida Moreira, Jorge Mautner. Fotografia de Antonio Meliande, trilha sonora de Luiz Lopes. Recebeu 9 Troféus APCA: Filme, Diretor, Atriz (Carla Camurati, Tânia Alves), Roteiro, Atriz Coadjuvante (Cida Moreira) e Fotografia. Em Gramado, recebeu o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante (Carla Camurati) e foi nomeado para melhor filme. Teve cerca de 800 mil espectadores. Um sucesso.
7.5.26
6.5.26
Carbon Copy (Michael Schultz, 1981)
Um homem de negócios de uma grande empresa descobre que tem um filho negro de 17 anos. Apresenta-o à família mas todos o abandonam: a mulher, os colegas e os amigos. Só numa comédia suportaríamos ver esta América wasp cruel que vive como nos tempos da segregação racial. George Segal é um grande comediante cujo trabalho me tem escapado. O filme marca a estreia de Denzel Washington. Melun 04.2020 TV (3/5)
Carbon Copy (Michael Schultz, 1981). Produzido por Stanley Shapiro e Carter DeHaven, RKO Pictures e Hemdale Film Corporation. Argumento de Stanley Shapiro. Elenco: George Segal, Susan Saint James, Jack Warden e Denzel Washington, música de Bill Conti.
Cutter's Way (Ivan Passer, 1981)

Este filme, repescado do esquecimento por uma reposição em sala, tem sido recebido de forma entusiástica pela crítica, que não hesita em falar de obra-prima. Efetivamente, este thriller é impecável, e chega direitinho dos anos 70: os atores Jeff Bridges e John Heard, a temática do lugar dos veteranos de guerra na sociedade e da impunidade dos poderosos. Paris 07.2014 Reflet Medicis 3,5/5
Mommie Dearest (Frank Perry, 1981)
Momie Dearest narra a relação entre a estrela de Hollywood, Joan Crawford, e a sua filha adotiva, Christine Crawford. O filme adapta o livro de memórias de Christina, Mommie Dearest, escrito após a morte da mãe, escrito aliás contra a mãe, que deserdou os dois filhos (a cena da leitura do testamento encerra o filme). Trata-se de um biopic melodramático q.b. que quase se resume a cenas em que Joan faz pagar a filha as frustrações da sua vida pessoal e profissional. Paris 05.2019 Cinémathèque 2/5
Family Reunion (Fielder Cook, 1981)
Um telefilme de quatro horas sobre a família Winfield. Os terrenos que pertencem a vários membros da família foram vendidos para dar lugar a um Centro Comercial, bem no centro da cidade onde a família vive há séculos. Mas Elizabeth Winfield, professora do ensino primário, decide reunir em sua casa a família que está espalhada pelo país e consegue reverter a venda dos terrenos. A interpretação de Bette Davis é impressionante e sem ela o filme perderia o brilho que tem. Melun 02.2021 TV 3,5/5
12.4.26
La Femme d'à coté (François Truffaut, 1981)
Com O Último Metro (1980), A Mulher do Lado (1981) era um dos dois filmes míticos de Truffaut que há muitos anos queria ver. Tanto num caso como noutro a minha intuição estava certa: são os meus filmes preferidos do realizador, logo a seguir a A História de Adèle H. Não há dúvida que Truffaut filmava as mulheres como ninguém. Estes filmes são marcados por três das mais belas mulheres que o cinema nos deu: Isabelle Adjani, Catherine Deneuve e Fanny Ardant.
A Mulher do Lado é um filme sobre o amour fou, que os franceses praticamente inventaram e tanto gostam de cultivar na literatura ou no cinema. Amor excessivo, loucura e morte ou o império dos sentidos à francesa. Magníficos Depardieu e Fanny Ardant. Paris 11.2014 FQL 4,5/5
9.4.26
Quartet (James Ivory, 1981)
Uma surpresa este encontro de James Ivory com Isabelle Adjani, então no auge da fama e da beleza. Ela recebeu o prémio de melhor atriz no Festival de Cannes por este papel. Adjani é uma mulher jovem casada com um polaco dedicado a négócios obscuros de compra e venda de antiquidades. Ele vai preso e ela é convidada por um casal (Maggie Smith e Alan Bates) a instalar-se com eles enquanto o marido permanecer na prisão. Na verdade, Bates pretende torná-la sua amante, com a anuência da mulher. Um ménage à trois nos loucos anos 20 em Paris, com duas mulheres atormentadas que têm de partilhar um homem predador. O filme é a primeira adaptação ao cinema de uma obra de Jean Rhys. Paris 2.2020 Cinémathèque 3,5/5
Eyewitness (Peter Yates, 1981)
REAL Peter Yates ARG Steve Tesich PROD Peter Yates ELENCO William Hurt, Sigourney Weaver, Christopher Plummer, James Woods FOTO Matthew F. Leonetti MÚSICA Stanley Silverman ESTREIA 13.02.1981 (EUA) 14.01.1981 OS OLHOS DA TESTEMUNHA (Portugal) VISTO Paris 10.11.2025 Cinémathèque 3.5/5
5.4.26
The Thief (Michael Mann, 1981)
Este primeiro filme escrito e realizado por Michael Mann, com uma das grandes interpretações de James Caan, é simplesmente um dos melhores filmes do realizador. Um ladrão de jóias prestes a começar de novo (ganhar uma vida normal) é levado pela Mafia a fazer mais uns trabalhos da sua especialidade. Mann foi talhado para estes dramas urbanos em que os sonhos mais rasteiros se esfumam rapidamente. Quantas vezes já vimos isto no cinema? Inúmeras vezes. É o filme de género (neo-noir) que impõe estas estruturas repisadas, mas é o génio do realizador que torna esta obra única, com vários momentos de graça cinematográfica. Os Tangerine Dream assinam uma banda sonora inesquecível. Paris 2014 4/5
25.11.24
Peter YATES
MURPHY'S WAR (1971)
VISTO: VC 2010 DVDTECA
BULLIT (1968)
VISTO: Paris 2009 FQL NOTA: 4/5
ROBBERY (1967)
REALIZADOR: Peter Yates ARGUMENTO: Edward Boyd, Peter Yates, George Markstein, baseado no livro The Robber's Tale (Peta Fordham, 1963) PRODUÇÃO: Stanley Baker, Michael Deeley Oakhurst Productions ELENCO: Stanley Baker, Joanna Pettet, James Booth FOTO: Douglas Slocombe MÚSICA: Johnny Keating ESTREIA: 22.09.1967 (UK) VISTO: Paris 25.11.2024 Cinémathèque NOTA: 3.5/5
19.5.24
MARGUERITE DURAS
Agatha (1981)
Filme de Marguerite Duras
Paris 2024 Cinémathèque 3.5/5
Com Bulle Ogier, Yann Andréa e M. Duras (voz)
Produção: INA, Les Productions Berthemont
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