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9.7.26

Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948)


 
Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948) é o primeiro filme em que Marilyn Monroe tem o papel de protagonista e, ainda longe de Niagara (1953), que a consagrou como estrela, ela incendeia a tela e deixa os homens com os olhos em bico. Que presença! Ela nasceu para a comédia musical e isso nunca foi desmentido, apesar de alguns bons (melo)dramas que fez depois.
O filme de Phil Karlson tem apenas 60 minutos, tem um argumento rasteiro como poucos e deve ter servido como entrada para um filme de maior prestígio. Mas ver Marilyn dançar e cantar é um prazer indescritível que me vai obrigar a ver mais vezes este filme menor. Paris 11.2014 & 2022 Cinemateca Francesa 3.5/5
Ladies of the Chorus (Columbia, 1948), em francês Les Reines du music-hall, comédia musical com Marilyn Monroe, Adele Jergens, Rand Brooks e Nana Bryant. As músicas de Lester Lee & Allan Roberts: Anyone Can See I Love You (Marilyn Monroe), Every Baby Needs a Da Da Daddy (Marilyn Monroe), I'm So Crazy for You (Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees), The Ladies of the Chorus (Marilyn Monroe, Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees, e outros) e You're Never Too Old (Nana Bryant).

KANSAS CITY CONFIDENTIAL (1952)
DVDTECA

THE SECRET FOUR (1952)
DVDTECA

Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948) é o primeiro filme em que Marilyn Monroe tem o papel de protagonista e, ainda longe de Niagara (1953), que a consagrou como estrela, ela incendeia a tela e deixa os homens com os olhos em bico. Que presença! Ela nasceu para a comédia musical e isso nunca foi desmentido, apesar de alguns bons (melo)dramas que fez depois.
O filme de Phil Karlson tem apenas 60 minutos, tem um argumento rasteiro como poucos e deve ter servido como entrada para um filme de maior prestígio. Mas ver Marilyn dançar e cantar é um prazer indescritível que me vai obrigar a ver mais vezes este filme menor. Paris 11.2014 & 2022 Cinemateca Francesa 3.5/5

Ladies of the Chorus (Columbia, 1948), em francês Les Reines du music-hall, comédia musical com Marilyn Monroe, Adele Jergens, Rand Brooks e Nana Bryant. As músicas de Lester Lee & Allan Roberts: Anyone Can See I Love You (Marilyn Monroe), Every Baby Needs a Da Da Daddy (Marilyn Monroe), I'm So Crazy for You (Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees), The Ladies of the Chorus (Marilyn Monroe, Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees, e outros) e You're Never Too Old (Nana Bryant).

27.4.26

Take Me Out To The Ball Game (Busby Berkeley, 1948)

Não me canso deste filme de Busby BERKELEY, que nem sequer é dos mais lembrados entre os musicais de Arthur Freed (MGM). Mas para além de uma história interessante de Gene Kelly e Stanley Donen (uma equipa de basebol passa a ser dirigida por uma mulher, que altera todos os hábitos dos jogadores), o filme tem várias cenas musicais, com muitos números de dança, verdadeiramente encantadoras. São sobretudo os homens que dançam e pertencem a eles as melhores cenas. Como a do trio que festeja um triunfo no jogo (Gene Kelly, Frank Sinatra e Jules Munshin), umas melhores. As coreografias são de Gene Kelly e Stanley Donen. E as canções, mesmo não tendo ultrapassado o contexto do filme, são brilhantes. Foram escritas por Betty Comden, Adolph Green e Roger Edens. A cada vez que revejo o filme, melhor o pontuo. Paris 2018 4,5/5
Uma equipa de baseball muda de manager. A expectativa é grande quanto à identidade do novo chefe mas a surpresa não poderia ser maior: é uma mulher. Desta ideia de partida tão simples e tão sugestiva (ideia e história de Gene Kelly e Stanley Donen) nasceu um grande musical numa época em que esse género prosperava em quantidade e em qualidade. Há tantas cenas antológicas neste filme despretensioso, em que a fantasia própria dos musicais se transforma em graça contagiante! Gene Kelly e Frank Sinatra formam uma dupla que terá direito a três filmes, nos quais Kelly faz sempre de garanhão e Sinatra de ingénuo. Este foi o último filme inteiramente realizado por Busby Berkeley, um mago da coreografia que revolucionou a comédia musical em 1933 com 42nd Street. Quando as comédias musicais são inteligentes e em estado de graça como esta, tê-la visto várias vezes num curto espaço de tempo só fez aumentar o meu apreço pela mesma. DVD (2011) Le Desperado (2013) e Cinemateca francesa (2015). Nota: 4/5

12.4.26

Macbeth (Orson Welles, 1948)

Para mim, Shakespeare só resulta nos teatros, na leitura e na ópera. O cinema não tem se dado bem com o génio inglês. Em poucos meses, são repostos em cópias restauradas dois Shakespeare de Orson Welles: Othelo (1952) e agora Macbeth (1948). Em ambos, o talento de realizador e de ator de Welles é indesmentível, é um cinema formalmente arrojado e ambicioso. Mas tenho muita dificuldade em interessar-me pela história e pela poesia de Shakespeare nos filmes de Welles. Até Kurosawa foi mais feliz na transposição que fez de Macbeth para o japão medieval. O filme de Welles cansou-me de tanto virtuosismo: qualquer bom musical ou filme noir da indústria da época bate aos pontos este Macbeth. Para mim, claro. Paris 09.2014 Le Reflet Médicis 3/5

9.4.26

Letter from an Unknown Woman (Max Ophüls, 1948)

Max Ophuls é o autor de maravilhosos filmes de meados do século XX, com personagens femininas inesquecíveis. Letter from an Unknown Woman (1948) é um dos seus melhores, e adapta de forma perfeita um conto de Stefan Zweig de 1922. 
Uma mulher (Joan Fontaine) escreve uma última carta a um antigo amante (Louis Jourdan), a quem foi fiel durante toda a vida. Este, no entanto, não a reconheceu num encontro que os reuniu muitos anos depois da sua separação. É pois a história de uma amor absoluto no feminino e da sua frustração. Belíssimo como poucos. Paris Le Champo 03.2014 (4/5)

26.12.15

Whispering Smith (Leslie Fenton, 1948)

Um belo e importante western, baseado num caso real do velho Oeste, que deu origem a um romance de Frank H. Spearman, muitas vezes adaptado ao cinema desde o tempo do cinema mudo. Alan Ladd tem aqui um grande papel e o primeiro filme a cores da sua carreira. Em breve seria uma das grandes estrelas da Paramount e ficaria célebre com Shane. Vila do Conde 3,5/5

30.9.14

Secret Beyond the Door (Frtiz Lang, 1948)

Mais uma grande obra que junta Lang a Joan Bennet (esposa do produtor do filme, Walter Wanger) mas não chega a ser a obra-prima que foram os filmes em que os dois eram acompanhados por Edward G. Robinson. O argumento segue a moda dos thrillers psicanalíticos daqueles anos e isso impede que o filme seja melhor do que é. No entanto, continua a ser um Lang fabuloso, que vale a pena ver ou rever. 4/5