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13.4.26

The Strange Affair of Uncle Harry (Robert Siodmak, 1945)

 
Uma história que lembra Tennessee Williams, pois uma mulher e o irmão, trintões e solteiros, têm uma relação que raia o incesto... Trata-se da história de uma família invulgar e opressora: um homem toma conta e sustenta duas irmãs, uma solteira como ele e outra mais velha e viúva. Ele apaixona-se por uma colega de trabalho mas a irmã consegue impedir o casamento, por ciúmes do irmão... O falso desenlace torna a história bem negra, que nunca poderia ser aceite por Hollywood, se não fosse desmentido nos últimos minutos. Paris 11.2021 sala Écoles 3,5/5

28.6.19

The Ghost and Mrs. Muir (Joseph L. Mankiewicz, 1947)

Um dos romances mais conhecidos e amados da história do cinema  une uma bela viúva (Gene Tierney) ao fantasma de um capitão de mar (Rex Harrison). Um filme que cresceu com o tempo. Paris Cinémathèque 4,5/5

19.5.17

A Aldeia dos Malditos (Wolf Rilla, 1960)

Um grande clássico da ficção científica que vi há cerca de 20 anos (na altura do remake de Carpenter) e que nunca mais esqueci. Uma pequena povoação rural adormece completamente durante umas horas. Meses depois, as mulheres em idade de procriar dão à luz crianças diferentes de todas as outras... Paris 2017 Cinémathèque 4/5

2.2.16

A Scandal in Paris (1946)

Scandal in Paris é o terceiro filme hollywoodiano de Douglas Sirk. Hoje os seus filmes anteriores aos grandes melodramas dos anos 50 estão esquecidos; no entanto, Scandal foi considerado pelo próprio realizador como o seu filme favorito. Apesar de ser muito bom, a meu ver falta-lhe a originalidade das suas obras posteriores, dos seus melodramas incandescentes que influenciaram tantos realizadores importantes (Fassbinder, Almodóvar, Haynes). Curiosamente, Scandal in Paris pouco antecipa dessas obras maiores. É a história, narrada na primeira pessoa, do bandido e posterior chefe da Polícia francesa Eugène-François Vidocq. O tom é cômico e picaresco do princípio ao fim, em alto contraste com os seus melodramas geniais (além disso, é um filme de época, passado no tempo de Napoleão). No protagonista temos George Sanders, que marcou os anos 40 com personagens quase sempre blasé e cínicas. Muito bom. Paris 4/5

23.12.15

The Moon and Sixpence (Albert Lewin, 1942)

Ao terceiro filme, fui conquistado pelo universo de Albert Lewin. Este realizador escreve os argumentos dos seus filmes adaptando clássicos da literatura como Maupassant, Oscar Wilde e William Somerset Maugham. Este último serviu de inspiração para o primeiro filme realizado por Lewin, este The Moon and Sixpence (1942), produzido de forma independente por David L. Loew (que no começo da guerra formou uma produtora com Lewin e Stanley Kramer). Como os outros filmes que vi de Lewin, este serve-se da narração por um dos personagens secundários para contar o destino singular, fantástico (no caso de Pandora e Dorian Gray) da personagem central dos filmes. The Moon and Sixpence é sobre um homem (George Sanders) que abandona a mulher e os filhos para tornar-se pintor em Paris, recusando-se no entanto a mostrar o seu trabalho, e afastando todos os que se aproximam dele com o seu feitio misantropo. Na parte final da sua vida, vai viver para uma ilha do Tahiti, e antes de morrer de lepra assegura-se que a sua obra será destruída. Um escritor (Herbert Marshall), conhecido da mulher do pintor, é quem tece a narrativa principal, mas surgem outros narradores (sobretudo na sequência do Tahiti) que complementam essa narrativa. Um belo filme que andou desaparecido, até que uma restauração de 2011 resolveu essa questão para contentamento dos cinéfilos. Música de Dimitri Tiomkin, nomeada ao Oscar.  Vila do Conde 4/5

8.3.15

Foreign Correspondent (Alfred Hitchcock, 1940)

Foreign Correspondent (Alfred Hitchcock, 1940)
Foreign Correspondent é o segundo filme de Hollywood de Alfred Hitchcock. Foi realizado no mesmo ano de Rebecca e ambos foram nomeados em 1941 para o Oscar de Melhor Filme. Ganhou merecidamente Rebecca. Foreign Correspondent é quase uma comédia de espiões nos dias que antecederam a segunda guerra mundial. Nunca tinha visto este filme e não é certo que o venha a rever. Apesar de ter as qualidades do cinema de Hitchcok, é um dos menos interessantes filmes do realizador. Nomeações ao Oscar: Best Actor in a Supporting Role (Albert Bassermann), Best Writing, Original Screenplay (Charles Bennett e Joan Harrison). Um dos 10 filmes do ano para o National Board Review. Paris 03.2015 Le Desperado 3/5