Em menos de uma semana vi os meus dois filmes preferidos de 2017: Phantom Thread e este Call Me By Your Name. O primeiro é formalmente mais arrojado, o segundo mais emocionante. Nota máxima para ambos. A história de Call Me é quase banal: um amor de verão, intenso e passageiro (mas marcante). Mas os amantes são um rapaz adolescente, Elio (Timothée Chalamet), e um jovem adulto (Armie Hammer), e a paixão entre eles nasce e cresce na casa de campo dos pais de Elio (Michael Stuhlbarg, Amira Casar), no norte de Itália. A beleza da natureza e da arquitetura antiga circundantes é apenas superada pela beleza e intensidade da paixão entre os dois jovens. O argumento de James Ivory e a interpretação de Timothée Chalamet têm colecionado nomeações e prémios, tendo Ivory recebido o BAFTA e o Oscar. Um filme que me fez chorar, numa das melhores cenas, a do discurso do pai de Elio no final. Paris 03.2018 (5/5)
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30.7.26
9.7.26
Roseland (James Ivory, 1977)
Estreia nos EUA: 16/10/1977
Estreia em França: 15/10/1997
Não é difícil perceber que Roseland é um filme datado e que está praticamente esquecido, só podendo ser visto em retrospetivas completas nas cinematecas, como a que está a decorrer na Cinémathèque de Paris. E no entanto é um filme que me encantou. Os anos 70 gostavam da dança, foram os anos de Bob Fosse, de John Travolta, de filmes que se passavam nas pistas de dança. Roseland é um salão de dança em Nova Iorque, onde homens e mulheres dançam valsa todas as semanas e participam em campeonatos. Seguimos três histórias quase autónomas, não fora o local comum e algumas personagens que fazem a ponte entre essas histórias: a professora de dança e o mestre de cerimónias. As histórias, e as suas personagens principais, são comoventes. Na primeira, uma viúva (Teresa Wright) não gosta do seu par de dança mas apenas com ele consegue ver-se quando era jovem ao lado do marido no espelho do salão. Na segunda história, um gigolo (Christopher Walken) é seduzido por uma jovem recém-separada (Geraldine Chaplin) mas não consegue abdicar da mulher mais velha da qual depende financeiramente. Na terceira história, uma mulher relembra o homem com quem dançava sempre. O argumento é da fiel colaboradora de Ivory, Ruth Prawer Jhabvala. Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5
6.5.26
The Bostonians (James Ivory, 1984)
REAL James Ivory ELENCO Vanessa Redgrave, Christopher Reeve, Jessica Tandy VISTO TV 1987
As Mulheres de Boston / The Bostonians (1984)
VC TV 1987
A Room with a View (J. Ivory, 1985)
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A Room with a View é um filme marcante dos anos 80. Consagrou o trabalho de Ivory, pouco conhecido até esse filme, consagrou novos atores (Helena Bonham Carter, Julian Sands, Daniel Day-Lewis) e elevou a fasquia para os filmes históricos. O filme e o seu realizador foram nomeados para o Oscar, o Golden Globe e o BAFTA (ganhou este como melhor filme). Ruth Prawer Jhabvala recebeu o Oscar pelo argumento (nomeado também para o BAFTA), que adapta E. M. Forster (A Room with a View, 1908). Foi este filme que revelou Helena Bonham Carter (a protagonista), que faz o par romântico com Julian Sands, mas foi Maggie Smith (recebeu o BAFTA e o Golden Globe, e foi nomeada para o Oscar), Denholm Elliott (nomeado par o Oscar e BAFTA), Judi Dench (premiada com o BAFTA), Simon Callow (nomeado para o BAFTA) que mais brilharam. Há ainda Daniel Day-Lewis. Que elenco único! Um filme superlativo. Paris 2.2020 Cinémathèque 4,5/5
DVDteca ed. Espanha
Maurice (James Ivory, 1987)
Maurice é uma adaptação irreprensível do romance de E. M. Forster, que li há pouco tempo. Esta história de amores homossexuais passa-se no início do século 20, quando constituíam um crime em Inglaterra. Os protagonistas, Maurice e Clive, enamorados na universidade, optam por viver a sua sexualidade de forma distinta: Clive casa-se, negando o seu amor pelo amigo, e Maurice assume, com as limitações da época, uma relação com Alec, um caseiro de Clive. O elenco é excelente: James Wilby (Maurice), Hugh Grant (Clive), Rupert Graves (Alec), Denholm Elliott, Simon Callow, Billie Whitelaw e Ben Kingsley. Soberbo filme, um dos meus preferidos de sempre. Melun 2020 TV 5/5
DVD Channel 4 2008 Bonus
DVDTECA
The Remains of the Day (J. Ivory, 1993)
The Remains of the Day é um filme deslumbrante de James Ivory. Conta a história do mordomo de uma casa senhorial inglesa nos conturbados anos 1930, a sua história íntima, marcada por uma devoção total ao amo, a ponto de recusar o amor da mulher que amou. O filme tem o argumento de Ruth Prawer Jhabvala, que adapta um romance de Kazuo Ishiguro, foi produzido por Ismail Merchant, Mike Nichols e John Calley, e tem nos principais papéis Anthony Hopkins, Emma Thompson, James Fox, Christopher Reeve e Hugh Grant. A música é de Richard Robbins. O filme foi nomeado para 8 Oscars, 6 BAFTA e 5 Golden Globes, e nas principais categorias: filme, realizador, ator, atriz e argumento. Recebeu apenas o BAFTA para melhor ator (Anthony Hopkins). Paris 1.2020 Cinémathèque Française 4,5/5
14.4.26
The Divorce (James Ivory, 2003)
James Ivory assinou alguns dos meus filmes preferidos dos anos 80/90, todos ou quase todos adaptações de romances famosos, mas pouco a pouco perdi-lhe o rasto... The Divorce é um filme pouco feliz, que aproveita mal os grandes atores americanos e franceses que desfilam nesta história passada entre as elites americana e francesa, arrogantes q.b. Uma americana (Naomi Watts) vivendo em Paris e casada com um francês não aceita o pedido de divórcio do marido, e é ajudada pela irmã (Kate Hudson) nesse momento difícil. A família das irmãs viaja para Paris para tratar da partilha dos bens do casal, nomeadamente de um quadro que se suspeita ser de Georges de La Tour. Com estas personagens e história Woody Allen faria um filme mais crítico e inteligente. VC 3.2018 DVDTECA 3/5
9.4.26
Quartet (James Ivory, 1981)
Uma surpresa este encontro de James Ivory com Isabelle Adjani, então no auge da fama e da beleza. Ela recebeu o prémio de melhor atriz no Festival de Cannes por este papel. Adjani é uma mulher jovem casada com um polaco dedicado a négócios obscuros de compra e venda de antiquidades. Ele vai preso e ela é convidada por um casal (Maggie Smith e Alan Bates) a instalar-se com eles enquanto o marido permanecer na prisão. Na verdade, Bates pretende torná-la sua amante, com a anuência da mulher. Um ménage à trois nos loucos anos 20 em Paris, com duas mulheres atormentadas que têm de partilhar um homem predador. O filme é a primeira adaptação ao cinema de uma obra de Jean Rhys. Paris 2.2020 Cinémathèque 3,5/5
26.1.24
A Cooler Climate (James Ivory, 2022)
A COOLER CLIMATE (2022)
Documentário de James Ivory
Paris, janvier 2023 Beaubourg 4/5
DVDTECA:
Shakespeare Wallah (1965)
24.7.21
The City of Your Final Destination (James Ivory, 2009)
A família de um escritor célebre não autoriza que um jovem investigador escreva a sua biografia. Ele vai tentar mudar a decisão da família. História interessante, grandes atores (Anthony Hopkins, Laura Linney) mas James Ivory não consegue estar à altura de tão bom material. VC 7.2021 DVDTECA 3/5
Quella Sera Dorata
DVD CG Home Video
DVDTECA
DVDTECA:
1DVD Quella Sera Dorata + Le Divorce
21.11.20
Heat and Dust (James Ivory, 1983)
Gosto muito dos filmes de Ivory que se passam na India colonial. A questão da relação entre os colonizadores e os indianos é sempre o tema central, mesmo que a história diga respeito a determinadas personagens e não possa ser generalizada. As mulheres inglesas, então, parecem estar na origem dos acontecimentos mais dramáticos, mais críticos da presença inglesa na India. Em Heat and Dust a mulher (Greta Scacchi) de um militar de alta patente envolve-se com um príncipe indiano (Shashi Kapoor), que promove ataques ao ocupante inglês. Esta história passa-se nos anos 20, mas há uma outra, que corre paralela, que se passa nos anos 70, quando uma jovem descendente da primeira mulher chega à India para tentar compreender o que se passou 50 anos antes. O argumento (e o romance de 1975 que este adapta) é da fiel colaboradora de Ivory, Ruth Prawer Jhabvala. Com Greta Scacchi, Shashi Kapoor e Julie Christie. Paris 2.2020 Cinémathèque 3,5/5
27.1.20
Howard's End (James Ivory, 1992)
HOWARD'S END (1992)
Howard's End é um dos filmes mais perfeitos dos anos 90. Fixa para sempre uma produção memorável, sobretudo para quem a viu na altura da estreia dos filmes, saída das mãos de James Ivory (realizador), Ismail Merchant (produtor), Ruth Prawer Jhabvala (argumentista) e um conjunto de atores ingleses brilhantes, todos a dar o seu melhor na difícil arte de adaptar grandes romances (de Henry James, E.M. Forster e Kazuo Ishiguro). Howard's End é marcado por um cuidado extremo na definição da cor local (cenários, vestuário) mas a câmara de Ivory nunca deixa de priorizar as personagens e a tensão por que passam, resultante dos obstáculos sociais (preconceitos, defesa da propriedade e da posição social) que desunem as personagens, mesmo quando estas têm um estatuto social semelhante. Emma Thompson ganhou todos os prémios que havia a ganhar: Oscar, BAFTA, Golden Globe, National Board Review, Los Angeles Film Critics, New York Film Critics, entre outros. Ruth Prawer Jhabvala levou o Oscar e foi nomeada para vários outros prémios. O filme é soberbo. Paris 1.2019 Le Reflet Médicis 5/520.1.20
The Wild Party (James Ivory, 1975)
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| THE WILD PARTY (1975) |
Curioso filme sobre a Hollywood dos anos 20. A wild party do título refere-se a uma festa de apresentação do novo filme de uma actor-estrela do cinema mudo (James Coco) que não aceita bem a decadência irreversível da sua carreira. Faz parte da imagética dos anos loucos as festas que acabam em orgias e por vezes em violência excessiva. A festa de James acabará em tragédia. Paris 1.2020 Cinemathèque 3/5
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