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10.6.20

Fried Green Tomatos (Jon Avnet, 1991)

As personagens de Kathy Bates e Jessica Tandy conhecem-se num lar de idosos onde mora Tandy e que Bates visita para ver a sogra. Mas esta rejeita-a e Bates acaba por travar amizade com Tandy. Ao longo das suas conversas, Tandy vai contar a história real de duas mulheres e grandes amigas (interpretadas por Mary Stuart Masterson e Mary-Louise Parker) que nos anos 30 se libertaram do jugo dos homens e lutaram contra o racismo (na altura do Ku Klux Klan). Quando este tipo de filmes, à Sherazade, resulta e toca o público, o sucesso acontece e perdura ao longo dos anos. Isso acontece com Fried Green Tomatos, que tem o seu culto e fama de filme feminista. Kathy Bates e Jessica Tandy foram nomeadas a mutos prémios. Melun 2020 (3,5/5)

13.12.18

Olivia (Jacqueline Audry, 1951)

Olivia é um filme quase integralmente feminino. É realizado e interpretado por mulheres e a sua história passa-se numa escola feminina, dirigida por duas mulheres (Edwige Feuillère e Simone Simon) que disputam o amor que as alunas nutrem pelas suas mestras. Amor que por vezes se transforma em paixão nunca assumida na verdade. Um filme marcante nas representações do amor lésbico. Com Edwige Feuillère (nomeada para o BAFTA de Best Foreign Actress em 1952), Simone Simon e Yvonne de Bray. Filme produzido pela Memnon Films. Paris 3/5

2.12.17

Lola (Jacques Demy, 1961)

Lola (Anouk Aimée) é uma dançarina de cabaret em Nantes que cria sozinha um filho. Enquanto espera que o pai deste apareça, tem um caso com um marinheiro americano e desperta uma paixão numa antiga amizade (Marc Michel). O filme não é musical mas há aspectos (na direção de atores e na composição das cenas) que revelam bem que esse era o projeto inicial de Jacques Demy para este seu primeiro filme. A música é do grande Michel Legrand e aqui começava uma das parcerias realizador-compositor mais belas que o cinema nos deu. Paris 2017 Ecoles 3/5

10.3.15

To Die For (Gus Van Sant, 1995)

O tempo passa... e a estreia do independente Gus Van Sant em Hollywood faz agora 20 anos. Motivo para uma reposição de To Die For nas salas. Tinha o visto na televisão em 2001 mas de pouco me lembrava. Não foi uma estreia muito feliz de Van Sant em Hollywood, mas ele é muito bom a filmar os adolescentes do filme, jovens sem perspetivas e perdidos face aos adultos sabidos. TV 2001 & Paris Le Champo 3/5