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17.12.24

Gustave CAILLEBOTTE

Caillebotte. Peindre les hommes (2024)
Paris 17.12.2024 Musée d'Orsay

Gustave Caillebotte (2023)
Gustave Caillebotte - L'impressioniste inconnu (2023)
Stéphanie Chardeau-Botteri
Fayard 2023
Leituras 2024

1.3.20

Joris-Karl Huysmans critique d’art. De Degas à Grünewald (2020)

Conhecido e celebrado hoje pelo seu romance A Rebours, Huysmans foi também um importante crítico de arte no final do século XIX. Defendeu certos pintores (Caillebotte, Degas) e criticou outros. Nesta exposição podemos ver os quadros que ele foi analisando nas suas visitas aos salões de arte de Paris. Os textos (dos comissários) e a intervenção artística (de Francesco Vezzoli) que enquadram a exposição são pouco claros. Paris 03.2020 Musée d'Orsay 2,5/5

4.6.18

DELACROIX

Est-ce un Delacroix ? L'art de la copie (2025)
Paris: Musée Delacroix, mai 2025

L'ATELIER AU CŒUR DE LA CRÉATION 

La Madeleine dans le désert, 1845

L'éducation de la Vierge,1842

Portrait de Auguste Richard de la Hautière, 1828

Roméo et Juliette, 1851

Le Cardinal Richelieu..., 1831?

L'annonciation, 1841

Anacréon et une jeune fille, 1834

Lionne prête à s'élancer, 1863

Étude d'un homme nu, dit Le Polonais, 1822

Un forgeron, 1833?




Delacroix no Louvre (2018)
Uma impressionante retrospetiva de Delacroix pode ser vista no Louvre até julho. Para quem não conhece bem o pintor (como eu) vai ficar surpreendido com a variedade de géneros a que se dedicou. Quadros históricos e políticos, em que a História e a mitologia servem para defender posições políticas contemporâneas; quadros em que o exotismo (do mundo árabe do norte de África) não implica preconceito, antes revela, mais do que costumes, sensibilidades particulares e diferentes vivências íntimas do tempo; quadros florais ; cenas bíblicas; quadros de animais (felinos e cavalos) em luta; retratos. Gostei particularmente dos dois primeiros grupos de quadros. Delacroix queria atingir rapidamente a fama e para isso privilegiou os salões, onde podia ser visto por um público largo e fazer escândalo. Conseguiu tudo o que queria e ainda hoje os quadros monumentais desse período de juventude estão entre os seus melhores.  Ainda jovem acompanhou um mecenas a Marrocos onde fez imensos desenhos que depois o inspiraram na pintura de cenas locais, pintadas no essencial de memória. Paris 06.2018 Louvre 4/5

Delacroix and the Rise of Modern Art (National Gallery, 2016)
A exposição que a National Gallery de Londres dedica a Delacroix dá grande espaço aos pintores posteriores influenciados pelo mestre francês. Em certas salas exibem-se dois ou três quadros de Delacroix e duas ou três vezes mais quadros de outros pintores. Desconhecia que a influência de Delacroix sobre os pintores mais jovens fosse tão significativa. Mas é um facto que muitos destes inspiram-se diretamente na obra do romântico francês. De resto, parece-me que a exposição londrina não tem muitas grandes obras de Delacroix. Mesmo assim, como nunca prestei atenção à sua obra, a exposição foi uma revelação pessoal. Londres 04.2016 National Gallery 3/5

Delacroix "Une fête pour l'oeil" 
Nada sabia sobre Delacroix, pintor marcante do romantismo francês, que foi um dândi famoso e amigo de tantos homens e mulheres célebres do seu tempo, sobretudo ligado às artes. Delacroix fez sensação nos primeiros salões de arte em que participou e com a pintura Mort de Sardanopole tornou-se o chefe de fila dos pintores românticos, desafiando as regras dos neo-clássicos e dos seguidores de David. As reações de críticos e público foram violentas mas o espírito romântico estava introduzido. Em 1932 fez uma viagem a Marrocos, como convidado numa comitiva oficial do Estado francês, e trouxe de lá milhares de desenhos que deram origem a pinturas posteriores. A viagem foi uma revelação. Mesmo a antiguidade clássica que tanto amava ele foi descobri--la em solo africano (ele nunca chegou a fazer o Grand tour de Itália). Esta era a segunda viagem que fazia ao estrangeiro, depois de ter visitado em 1925 a Inglaterra, outra das suas principais influências. Delacroix dedicou grande parte da sua carreira a pintar paredes e tetos de dimensões consideráveis no Palácio do Luxemburgo,  na Biblioteca Nacional, na igreja de Saint-Sulpice e no Louvre, tendo sempre obtido tão nobres encomendas através do político Thiers. Delacroix foi até ao fim da vida um pintor nada unânime e só conseguiu entrar para o Instituto pouco antes de morrer. No entanto, foi defendido por alguns artistas, como Baudelaire, e teve uma enorme influência nas novas gerações de pintores, antecipando o impressionismo (ver quadro abaixo, La Mer de Dieppe). Leitura 03.2016 Paris 4.5/5



Delacroix Images de l'Orient (Herscher, 1995) 
BIBLIOTECA 

23.5.16

Charles Gleyre (1806-1874). Le romantique repenti

Charles Gleyre (1806-1874). Le romantique repenti é a primeira grande retrospetiva de um autor importante da pintura académica do século XIX. Nunca tinha ouvido falar deste pintor. A sua obra não é muito atraente, mas a sua carreira é interessante. Ele fez uma viagem pioneira ao Oriente (1934-1938), bem mais ousada do que a de Delacroix. Aliás o seu mecenas americano, John Lowell Jr., morreu durante a viagem e por isso hoje grande parte desse trabalho de Gleyre encontra-se nos EUA. Quando voltou a Paris, tornou-se um pintor académico reconhecido e um grande professor. Boa exposição. Musée d'Orsay 3/5