Esta exposição é muito simples: uma sucessão cronológica de fotos, discos, excertos musicais para audição, vídeos, e alguns objetos e móveis. Já estive em exposições muito, muito maiores mas poucas vezes me demorei tanto numa exposição. Os fãs de Callas, que já conhecem a sua vida e obra, voltam a ouvir cada excerto musical proposto e cada intervenção da cantora à frente das câmaras, demoram mais do que é normal a folhear o álbum da vida da Divina. Portugal está presente na exposição. Aparece documentada a lendária Traviata de Callas no São Carlos, em 1958, cuja gravação pirata não para de ser reeditada, há um excerto da entrevista que Callas deu a um jornalista da RTP à chegada a Lisboa, e por fim, é exposto um exemplar da revista VIDA, com Callas na capa e um artigo sobre a cantora assinado por João Bénard da Costa e Luísa Jacobetty. Pas mal. Paris 4/5