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3.2.25

Robert GUÉDIGUIAN 4

LA PIE VOLEUSE (2024)
REALIZADOR: Robert Guédiguian ELENCO: Ariane Ascaride, Gérard Meylan, Jean-Pierre Darroussin, Grégoire Leprince-Ringuet, Robinson Stévenin, Lola Naymark, Marilou Aussilloux ESTREIA: 29.01.2025 (França) VISTO: Paris 10.02.2025 Les Halles NOTA 3/5


Les Neiges du Kilimanjaro (2011)

L'Armée du crime (2009)

Lady Jane (2007)


MARIUS ET JEANNETTE (1997)

DVDTECA  

28.6.23

Jaime ROSALES

Barcelona 1970
LAS HORAS DEL DÍA (2003)
    Paris 2008 Le Latina****

LA SOLEDAD (2007)
Solidão, Atalanta Filmes 11 09 2008
    Paris 2008 Hautefeille MK2*****

TIRO EN LA CABEZA (2008)
    Paris 2009 Hautefeille MK2***

SUEÑO Y SILENCIO (2012)
Hermosa juventud (Jaime Rosales, 2014)
Jaime Rosales confirma com Hermosa juventud que é um dos mais criativos realizadores de Espanha. Neste filme, Rosales mostra com alguma ousadia formal o não-futuro da juventude espanhola de hoje. É um bom filme sobre a terrível crise que afecta Espanha e Portugal, sobretudo as suas gerações mais jovens. Mas está muito longe de um dos meus filmes espanhóis preferidos, o seu Soledad (2007). Estreia: Festival de Cannes? Paris 12.2014 Reflet Médicis 3,5/5

PETRA (2018)
Portugal: Petra 4/07/2019

GIRASOLES SILVESTRES (2022)
Girasoles Silvestres (Jaime Rosales, 2022)
Título em França: LES TOURNESOLS SAUVAGES
V: Paris 07.2023 Studio Galande 3/5

20.2.22

Ferzan OZPETEK

Estreia em França 01.2026

DIAMANTI (2024)

REALIZADOR Ferzan Özpetek  PRODUÇÃO Marco Belardi, Tilde Corsi, Mariangela Curci, Sara Paolini  ARGUMENTO Carlotta Corradi, Elisa Casseri, Ferzan Özpetek ELENCO Luisa Ranieri, Jasmine Trinca, Elena Sofia Ricci, Lunetta Savino, Vanessa Scalera, Kasia Smutniak, Milena Vukotić, Anna Ferzetti, Geppi Cucciari, Mara Venier, Carla Signoris, Aurora Giovinazzo, Paola Minaccioni, Sara Bosi, Loredana Cannata, Nicole Grimaudo, Milena Mancini, Giselda Volodi, Stefano Accorsi, Luca Barbarossa ESTREIA 19.12.2024 (Itália) Outsider Filmes 17.04.2025 DIAMANTES (Portugal) VISTO Porto 18.04.2025 Alameda NOTA 3/5

LA DEA FORTUNA (2019)
Um casal gay atravessa uma crise conjugal quando tem de tomar conta de duas crianças, filhas de uma amiga do casal, que tem uma doença muito grave. O filme, disperso e pouco subtil, teve fartos prémios e nomeações a prémios. Paris POUR TOUJOURS 02.2022 Les 3 Luxembourg 3/5
PALMARÉS Prémios Donatello: prémio de melhor Atriz e canção, nomeado ao melhor Argumento. Prémios Nastro: prémio de melhor Atriz e BSO, nomeado ao melhor  Filme, Realizador e Argumento.

SATURNO CONTRO (2007)
Paris 07.2008 UGC Orient Express

4º LA FINESTRA DI FRONTE (2003)
Porto 2003 Cidade do Porto
ESTREIA 12.09.2003 (Portugal)

ELENCO Giovanna Mezzogiorno, Massimo Girotti, Raoul Bova, Filippo Nigro, Serra Yilmaz, Maria Grazia Bon, Massimo Poggio, Ivan Bacchi PALMARÉS David Di Donatello: Melhor Filme, Atriz, Ator e BSO.





8.5.20

Franklin J. SCHAFFNER

Tóquio, Japão 1920 - California, EUA 1989
PLANET OF APES (1968)
TV 1980s 4/5


NICHOLAS AND ALEXANDRA (1971)
A história dos últimos czares da Rússia, nas duas primeiras décadas do século 20. Uma tragédia pessoal mas igualmente nacional. Um casal alheado aos anseios da população, dominado pelo tenebroso Rasputin, leva a nação à pobreza e à revolução. O filme é demasiado académico mas foi consagrado com a nomeação para o Oscar de melhor filme e a National Board Review inclui-o no seu top anual. Melun 05.2020 (3/5)
Nicholas and Alexandra (Franklin J. Schaffner, 1971), produzido por Sam Spiegel (Horizon Pictures), argumento de James Goldman (adaptação do livro de Robert K. Massie), com Michael Jayston e Janet Suzman, música de Richard Rodney Bennett.

PAPILLON (1973)
DVDTECA

THE BOYS FROM BRAZIL (1978)
FQL 2010
FILMOGRAFIA
The Stripper (1963) The Best Man (1964) The War Lord (1965) The Double Man (1967) Planet of the Apes (1968) Patton (1970) Nicholas and Alexandra (1971) Papillon (1973) Islands in the Stream (1977) The Boys from Brazil (1978) Sphinx (1981) Yes, Giorgio (1982) Lionheart (1987) Welcome Home (1989)

9.1.15

J. C. CHANDOR

5º KRAVEN THE HUNTER (2024)
REALIZADOR: J.C. Chandor  PRODUTOR: Avi Arad, David B. Householter, Matt Tolmach  ARGUMENTO: Richard Wenk, Matt Holloway, Art Marcum ELENCO: Aaron Taylor-Johnson, Russell Crowe, Ariana DeBose, Fred Hechinger, Alessandro Nivola, Christopher Abbott, Levi Miller ESTREIA: Big Picture 12.12.2024 KRAVEN - O CAÇADOR (Portugal) VISTO: Paris 11.01.2025 Bercy NOTA: 2.5/5
3º A MOST VIOLENT YEAR (2014)
Há cada vez mais filmes que olham para os 80s como um período histórico como outro qualquer, do qual nos afastamos cada vez mais. Como foi o período da minha juventude e da minha formação cultural inicial é uma década que me fascina particularmente. Assim, ver filmes da década de 80 ou que se passam nessa década é uma experiência que não se compara com nenhuma outra. Entro numa atmosfera familiar. É o primeiro período de que posso dizer "estive ali" (eu não estive nos anos 70, estive na infância, que é um território à parte). Para a minha experiência de espectador tal projeção biográfica conta muito. Esta reflexão podia vir a propósito de qualquer outro filme dos ou sobre os 80s, mas calhou acompanhar as minhas impressões sobre este filme de J. C. Chandor que se passa em 1981, em Nova Iorque. A Most Violent Year propõe uma reconstituição notável da época. E conta uma história de ambição profissional (um comerciante de petróleo tenta expandir o negócio mantendo-se em terreno legal) com final feliz (mas com sacrificados). É o filme de feitura mais (neo)clássica que podemos encontrar no mercado. Scorsese e Coppola, que filmaram argumentos afins, são barrocos comparados a J. C. Chandor. Mas que belo trio de filmes que já nos deu este realizador: Margin Call (2011), All is Lost (2013) e agora A Most Violent Year. Paris 01.2015 Bastille 3,5/5

1º MARGIN CALL (2011)
ELENCO: Kevin Spacey, Paul Bettany, Jeremy Irons, Zachary Quinto, Ashley Williams, Penn Badgley, Demi Moore, Simon Baker, Mary McDonnell, Stanley Tucci  REALIZAÇÃO: J.C. Chandor  PRODUÇÃO: Robert Ogden Barnum  ARGUMENTO: J.C. Chandor ESTREIA: Pris 8.03.2012 O DIA ANTES DO FIM (Portugal) VISTO: Paris 2012 Danton NOTA: 4/5

18.12.14

Satyajit RAY

A CASA E O MUNDO (1984)
TÍTULO Original: Ghare Baire REALIZADOR: Satyajit Ray ARGUMENTO: Satyajit Ray, baseado no romance de Rabindranath Tagore (1916) ELENCO: Soumitra Chatterjee, Victor Banerjee, Victor Banerjee, Swatilekha Chatterjee, Gopa Aich, Jennifer Kendal VISTO: Paris 2008 Le Reflet Médicis & 03.02.2025 Le Champo NOTA: 4/5

O HERÓI NAYAK (1966)
No espaço de algumas semanas vi dois filmes soberbos de Satyajit Ray: La grande ville (1963) e Le héros (1966), que merece ficar ao lado de clássicos que abordam o cinema como Sunset Boulevard, 8 e 1/2 ou La nuit américaine. No centro do filme está o ator mais célebre da indústria indiana, que empreende uma viagem de comboio para receber um prémio. A viagem será também uma viagem ao seu passado, ao seu percurso desde os tempos de ator de teatro até ao estrelato no cinema. Uma mulher que ele conhece no comboio será mais do que a sua companheira de viagem. Mostrando-se muito crítica em relação ao cinema, ela irá ajudá-lo a rever criticamente o seu passado e por fim a encontrar-se. Uma viagem catártica, pois. É difícil dizer o que é mais admirável neste filme, pois como em todas as grandes obras, as suas partes iluminam-se umas às outras. O dispositivo narrativo formal é muito simples: o tempo de uma viagem num espaço limitado, um huis clos. Mas Satyajit Ray encontra as soluções de mise en scène mais espantosas para contar esta história. Por tudo isto, não se compreende que um filme destes fique na sombra, merecendo uma divulgação à altura da sua importância. Paris 01.2015 Le Champo 5/5


A GRANDE CIDADE (1963)
Neste mês de dezembro, foram repostos nas salas francesas três filmes restaurados do mestre Satyajit Ray: La grande ville, Le saint e Le héros. Fui ver ontem La grande ville, um retrato de mulher na cidade de Calcutá. Soberbo. Certamente entre os melhores filmes de Ray. Ganhou o Leão de Prata em Berlim. Um filme sobre um casal que vê o seu amor posto à prova pelos ventos da modernidade. O marido, tradicional sustento da família, vê-se desempregado, e a mulher afirma-se no mercado de trabalho. Uma grande história de amor que é ao mesmo tempo um ambicioso filme de análise social. Paris 12.2014 Le Champo 5/5

O SALÃO DE MÚSICA (1958)
VISTO: Porto 2000 Rivoli & Paris 2013 FQL NOTA: 5/5
DVDTECA

Pather Panchali/1955
DVDTECA

Aparajito/1956
DVDTECA

O Mundo de Apu/1959
DVDTECA

Charulata/1964
DVDTECA

12.2.14

Lionel BAIER

LA CACHE (2024)
REALIZADOR Lionel Baier ARGUMENTO Lionel Baier, Catherine Charrier, adaptação do romance La Cache (Christophe Boltanski, 2015) MÚSICA Diego Baldenweg, Lionel Baldenweg, Nora Baldenweg ELENCO Dominique Reymond, Michel Blanc, William Lebghil, Aurélien Gabrielli, Liliane Rovère PRODUÇÃO Bande à part Films ORIGEM Suíça Luxemburgo França ESTREIA Festival de Berlim (Alemanha) 19.03.2025 (França) VISTO Paris 24.03.2025 Beaubourg
LES GRANDES ONDES (2014)
Ora aqui está uma boa surpresa. Só soube da existência deste filme há uma semana, embora ele tenha sido já apresentado em Locarno, em agosto último. Trata-se de uma comédia produzida por três países: França, Suíça e Portugal. Conta-nos a história de dois jornalistas suíços que se deslocam a Portugal em abril de 1974 para avaliar o estado da cooperação suíça com Portugal. Juntam-se a eles um colega e um jovem português que fala um ótimo francês, cheio de expressões de Marselha, por ter aprendido essa língua com as obras de Pagnol, o escritor e realizador de clássicos que simbolizam o sul da França. A reportagem está em vias de ser abortada (os sinais da ajuda suíça são ridículos) quando se dá a revolução dos cravos e o quarteto é por ela engolido. 
Não é uma comédia hilariante, quando muito sorrimos na maior parte do tempo, mas tem momentos muito divertidos sobretudo para os portugueses que consigam relativizar a caricatura de Portugal e dos portugueses que um olhar estrangeiro (quase) sempre traz. São tão raras as ficções para o grande ecrã, portuguesas e estrangeiras, sobre os anos 1970 portugueses que só podemos celebrar e receber com simpatia este filme.
Esta comédia não tem nada a ver com a Gaiola Dourada. Confirma a minha opinião de que esta é uma descendente direta da comédia à portuguesa dos anos 1930-1940, em que a sociedade portuguesa (ou luso-francesa) é metida num pátio e é muito feliz nesse pátio (com mais ou menos cantigas). Les grandes ondes resulta de um olhar estrangeiro, francês, de um olhar informado sobre a conjuntura política e social do passado e do presente de um país que passou a exercer influência internacional com a revolução dos cravos. Para um português é um prazer ouvir fado, Paulo de Carvalho ou Zeca Afonso a marcar a realidade política e social em mudança. Mais surpreendente é ouvir ao longo de todo o filme George Gershwin, em especial a ópera Porgy and Bess (1936), ópera revolucionária a vários títulos e que retrata uma comunidade (negra) que vivia oprimida pela maioria branca nos anos 1920. A opção pela música de Gershwin foi um dos elementos mais surpreendentes do filme, abrindo o leque de leituras que podemos fazer dele.
Vários temas são aflorados ou até desenvolvidos: a guerra colonial, o estatuto social da mulher, a confusão política imediata à queda da ditadura, entre outros. Há ainda lugar a uma fantasia musical nos bairros antigos de Lisboa, a meu ver um pouco deslocada no tom geral do filme. E mais uma vez o burro aparece como símbolo do Portugal tradicional, fazendo-me lembrar as comédias brasileiras dos anos 50 que tinham sempre um portuga (com ou sem burro) na intriga.
Vale bem a pena esta visita saborosa à revolução de abril. Paris 02.2014 NOTA 3.5/5
Sufocados: a revolução ainda estava para chegar
Qualquer um pode tornar-se um herói


UN AUTRE HOMME (2008)
Paris 2009 Beaubourg 

COMME DES VOLEURS (2006)
Paris 2006 Beaubourg