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1.9.25

Breezy (Clint Eastwood, 1973)

BREEZY (1973)
REAL Clint Eastwood PROD. Robert Daley ARG. Jo Heims ELENCO William Holden, Kay Lenz, Roger C. Carmel, Marj Dusay e Hotchkis MÚSICA Michel Legrand ESTREIA Universal Pictures 16.11.1973 (EUA) Inédito em Portugal VISTO Paris 1.09.2025 Cinémathèque

3.6.23

The Way We Were (Sydney Pollack, 1973)


The Way We Were é um dos filmes menos interessantes de Sydney Pollack. Nunca o tinha visto, apesar da fama do filme por juntar duas das maiores estrelas de Hollywood no apogeu das suas carreiras: Barbra Streisand e Robert Redford. Não sou fã de Streisand, muito pelo contrário, e para mim é claro mais uma vez que a câmara não gosta de Barbra. Às tantas não sei se o que é irritante no filme é a personagem ou a atriz que a interpreta. 
O filme apresenta a relação amorosa entre o par formado por Redford e Streisand, ao longo do tempo e da evolução histórica, em particular política. Streisand é uma ativista política de esquerda, próxima dos comunistas e o período abordado vai dos anos 30 (com a Guerra civil de Espanha) até aos anos 70, demorando-se particularmente nos anos da "caça às bruxas". É curioso, pois há pouco revi um filme muito superior, Rich and Famous, de George Cukor, que é a história da amizade entre duas mulheres que atravessa os tempos desde os seus tempos de universidade até à idade madura. Dois típicos filmes dos seventies americanos. FQL, Paris 12.2013 (3/5)

11.11.20

The Stepford Wives (Bryan Forbes, 1975)

The Stepford Wives adapta um romance de Ira Levin (com argumento de William Goldman) e propõe, num registo de terror e ficção científica, um retrato da classe média americana, em que as esposas ficam em casa, bem comportadas, cuidando dos lares, esperando o regresso dos maridos. Um bom filme de suspense à maneira de Rosemary's Baby (também baseado em Ira Levin). Melun 2020 TV 3,5/5

12.7.17

The Long Goodbye (Robert Altman, 1973)

A reposição em cópia restaurada nas salas permite prestar atenção a um bom filme de Altman, mas sem dúvida dos mais esquecidos: The Long Goodbye (Le Privé, em francês). O filme adapta um conhecido romance de Raymond Chandler com o seu heroi Philip Marlowe (aqui sob os traços de Elliott Gould). A adaptação põe Marlowe na Los Angeles dos seventies à procura de forma obsessiva de comida para o seu gato no meio da noite. Um detective solitário, tanto mais que um dos seus supostos amigos usa-o como recurso para fugir e desaparecer, deixando Marlowe nas mãos da polícia e de vários bandidos da cidade. Um bom filme, que cresce com o tempo. Paris 3,5/5

6.1.17

Wicked, Wicked (Richard L. Bare, 1973)

O ciclo da Cinemateca Francesa dedicada à Hollywood Decadente não garante muitas obras-primas, mas não faltam filmes interessantes, datados e kitsch sem dúvida, mas divertidos até pelas más razões. Wicked Wicked é um dos primeiros slasher movies, no qual um assassino psicopata mata as loiras que pernoitam num hotel. A novidade técnica do filme é o uso do split screen: o formato largo apresenta duas tomadas da mesma cena de diferentes perspetivas. Muitas vezes esta técnica é utlizada de forma banal, mas por vezes tem um efeito divertido. Um filme raro, menor, mas que dá gosto ver. Paris 2,5/5

3.2.15

Mean Streets (Martin Scorsese, 1973)

Mean Streets é um ensaio para obras-primas futuras como Goddfellas (1990) mas ao mesmo tempo é um grande filme com força própria. É um filme de grupo (a comunidade italiana de Nova Iorque em festa) e é também um filme sobre a amizade condenada entre dois amigos de infância. É o mais comovente do filme e a grande interpretação cabe a Robert De Niro no papel do amigo que deita tudo a perder. É alguém que simplesmente não fez a passagem para a idade adulta e isso ser-lhe-á fatal. Um dos raros filmes de Scorsese que não conhecia. Acabei por vê-lo duas vezes em menos de um ano. Paris 2015 FQL 4/5