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26.7.26

The Court Jester (1955)

Folheto da reposição do filme 20/12/2017

Danny Kaye é uma das grandes estrelas das comédias e dos musicais de Hollywood, e The Court Jester é certamente um dos seus melhores filmes. Gostei muito de o ver nesta comédia musical que vive sobretudo dos incríveis diálogos e das situações cómicas valorizadas por grandes atores (Cecil Parker, Edward Ashley, Glynis Johns, Basil Rathbone, Angela Lansbury, Mildred Natwick, Robert Middleton, Michel Pate, John Carradine). Penso tratar-se antes de mais de uma comédia s
washbuckler (capa e espada) com canções (de  Victor Schoen). O filme foi produzido, escrito e realizado por Melvin Frank e Norman Panama e trata de uma corte inglesa minada pela corrupção e pela ambição, que tem no trono um rei ilegítimo, que vai ser deposto por um bando de ciganos da floresta que têm com eles um bebé que é o verdadeiro rei. Danny Kaye infiltra-se na corte como bobo do rei e resolve as coisas à sua desconcertante maneira, por vezes sob o efeito do poder da feiticeira local. O filme foi felizmente reposto em versão restaurada na sala parisiense Ecoles 21, distribuído pela Swashbuckler Films. Paris 12.2017 Ecoles 4/5
Le Bouffon du Roi
Estreia versão restaurada
20 de dezembro de 2017
Distribuidor: Swashbuckler Films
Sala: Écoles 21 (Paris 4e)

7.5.26

Violent Saturday (Richard Fleischer, 1955)

REALIZADOR: Richard Fleischer ARGUMENTO: Sydney Boehm, baseado no romance de William L. Heath PRODUÇÃO: Buddy Adler // 20th Century Fox ELENCO: Victor Mature, Richard Egan, Stephen McNally, Virginia Leith, Tommy Noonan, Lee Marvin, Margaret Hayes, J. Carrol Naish, Sylvia Sidney, Ernest Borgnine FOTO: Charles G. Clarke MÚSICA: Hugo Friedhofer ESTREIA: 20.04.1955 (EUA) 10.05.1956 (Portugal) VISTO: Paris 25.11.2024 Cinémathèque NOTA: 2.5/5

26.4.26

Nem Sansão Nem Dalila (Carlos Manga, 1955)

Carlos Manga foi um dos melhores realizadores das comédias populares, as chanchadas, que dominaram o cinema brasileiro nos anos 50. Nem Sansão Nem Dalila (1955) é uma das mais famosas dessas chanchadas hoje clássicas. É protagonizada por Oscarito, uma estrela maior desse tempo. É divertida, mas já vi melhores. Rio 2012 CAIXA Cultural 2012   3/5

5.4.26

Killer’s Kiss (Stanley Kubrick, 1955)

De longe, o filme menos interessante que vi de Kubrick. O segundo filme do realizador confirma o seu génio multifacetado pois Kubrick assume, além da realização, a produção, o argumento (com Howard Sackler), a fotografia e a montagem. Faz um filme impecável mas quase escolar, com uma história típica do cinema noir da época: um pugilista, depois de perder uma luta, é suspeito de ter assassinado o seu treinador, quando na verdade era o pugilista o alvo dos assassinos. Uma curiosidade para os cinéfilos e fãs do realizador. Paris 01.2018 FQL 2,5/5

16.12.24

Alexander MACKENDRICK

Boston, EUA 1912 - Los Angeles 1993

THE LADYKILLERS (1955)
REALIZADOR: Alexander Mackendrick ARGUMENTO: William Rose (BAFTA e nomeado ao Oscar) PRODUÇÃO: Michael Balcon (Ealing Studios) ELENCO: Alec Guinness, Cecil Parker, Herbert Lom, Peter Sellers, Danny Green, Jack Warner, Katie Johnson ESTREIA:  9.12.1955 (GB) VISTO: Paris 16.12.2024 Le Champo NOTA: 3.5/5

A HIGH WIND IN JAMAICA (1965)
Paris 2011 FQL

SWEET SMELL OF SUCCESS (1957)
Paris 2012 Le Champo


12.1.24

The Girl in the Red Velvet Swing (Richard Fleischer, 1955)







Uma mulher, muito jovem e bela (Joan Collins), é cobiçada por dois homens da alta sociedade, um casado (Ray Milland), o outro solteiro e possessivo (Farley Granger). Esta história verdadeira acabou tragicamente e o processo judiciário que seguiu ficou para a História. Bom filme de Hollywood. Foi objeto de um remake por Claude Chabrol. Paris 01.2024 Cinémathèque 3/5

DVDTECA
Armored Car Robbery (1950)

16.4.22

Maternité éternelle (Kinuyo Tanaka, 1955)

De Tanaka realizadora é o meu filme preferido. Inspira-se em factos reais sobre uma poetisa, mãe de dois filhos pequenos, que morre jovem de uma doença fatal. Tanaka sabe manter o filme na fronteira do melodrama exagerado e faz um filme emocionante sobre a vida breve mas rica da protagonista. A rêver certamente. Paris 2022 Le Champo 4,5

La Lune s’est levée (Kinuyo Tanaka, 1955)

Um dos melhores filmes de Tanaka, sobre o poder e a força do amor, assinalado no título do filme: a lua levantou-se. Os personagens pacientemente esperam a lua levantar-se e são recompensados na cena mais bela, quando passeiam em silêncio ao luar. Muito belo. Paris 2022 Le Champo 4/5

23.5.21

Le Amiche (Michelangelo Antonioni, 1955)

Le Amiche (Michelangelo Antonioni, 1955)

Extraordinário filme sobre a amizade e o amor. Como sempre com Antonioni, há uma grande compreensão do mundo feminino. Nunca tinha associado Antonioni a Pavese, mas de facto o tema da solidão dos seres é central na obra de ambos. São dois dos meus italianos preferidos. Antonioni é um dos primeiros a adaptar uma obra de Pavese ao cinema. Trata-se de uma história de grupo. Algumas amigas burguesas, independentes, tentam animar uma delas, que tentou o suicídio. Mas as coisas do coração são imprevisíveis... Melun 2021 TV 4/5

4.3.21

Henry KOSTER

THE VIRGIN QUEEN (1955)

Um produto típico da indústria de Hollywood. Filme sobre o reinado de Isabel I, a rainha virgem, o período histórico mais amado dos americanos. Bette Davis, excelente como sempre, é a monarca inglesa, que se apaixona por Walter Raleigh, elevando-o a Sir e investindo na navegação ultramarina que iria tornar o país no mais importante dos séculos seguintes. Melun 03.2021 DVDTECA 3/5

THE BISHOP'S WIFE (1948)
O filme de Natal é uma especialidade cultural tipicamente americana. Neste Natal, em Paris decidiram repor nas salas, numa cópia digital restaurada, The Bishop's Wife, filme de Henry Koster. A história envolve um anjo (Cary Grant), um bispo (David Niven) e a mulher deste (Loretta Young), e não fosse Grant ser um anjo mesmo, teríamos aqui a história menos natalícia que se possa imaginar, pois veríamos a família do bispo desfeita por um sedutor bem na véspera de Natal. Não há blue-ray que valha para dar conta da beleza da fotografia deste filme, assinada pelo mestre Gregg Toland. Há muitas cenas na neve (e com neve a cair)  e só numa sala de cinema, e numa cópia impecável como esta, é que podemos apreciar a beleza plástica de muitos planos. Tinha visto o filme em 2009 na televisão e não me lembro de ter ficado impressionado com este aspecto do filme. VC 2009 & 2014 DVDTECA FQL Paris 01.2014  NOTA 4/5

The Inspector General (1949)
My Blue Heaven (1950) 

5.9.20

David LEAN

Brief Encounter (David Lean, 1945)
Melun 05.2021 TV

É um dos filmes românticos mais famosos e mais belos de sempre. Nos anos 40 um médico encontra uma mulher numa estação de comboios. Apaixonam-se, mas ela é casada e tem filhos pequenos e não vê saída para o seu romance com o homem da estação. Celia Johnson e Trevor Howard são os atores que aqui tiveram o papel das suas carreiras. Melun 2021 TV 4,5/5
Blithe Spirit (David Lean, 1945)
Noël Coward
Paris 12.2023 Cinémathèque 3/5

SUMMERTIME (1955)
Uma americana solteirona e puritana chega a Veneza à espera de uma revelação mística, mas a solidão bate mais forte no meio dos casais que se formam ao seu redor. A turista quer e não quer o romance, que acaba por finalmente acontecer com um comerciante veneziano. Mas para mim a verdadeira protagonista do filme é Veneza, sem dúvida. O filme adapta a peça de Arthur Laurents (The Time of the Cuckoo, 1952) que deu um Tony Award a Shirley Booth. Pela sua prestação no filme, Hepburn recebeu uma nomeação ao Oscar e outra ao BAFTA, assim como David Lean, na sua primeira realização em Holywood. O filme também foi nomeado para a categoria principal dos BAFTA. Paris 2020 Le Champo & Madrid 2023 Ciné Doré 3/5
Summertime (David Lean, 1955),  argumento de H.E. Bates, com Katharine Hepburn, Rossano Brazzi, Darren McGavin e Isa Miranda.
Lawrence of Arabia (David Lean, 1962)
Paris 12.2023 Cinémathèque 4.5/5

8.9.18

Antonio PIETRANGELI

LA VISITA (1963)
REALIZADOR: Antonio Pietrangeli ARGUMENTO: Gino De Santis, Ettore Scola, Ruggero Maccari, baseado num conto de Carlo Cassola ELENCO: François Périer, Sandra Milo, Mario Adorf, Angela Minervi, Gastone Moschin, Didi Perego PRODUÇÃO: Zebra Film, Aera Films (Morris Ergas) ORIGEM: Itália, França ESTREIA: 28.12.1963 (Itália) 8.06.1965 (França) VISTO: Paris 27.11.2024 Cinémathèque NOTA: 3.5/5
LO SCAPOLO (1955)
Antonio Pietrangeli é uma das grandes descobertas cinéfilas dos últimos anos. Lo scapolo (1955) é o seu segundo filme, e é protagonizado por Alberto Sordi, que faz de solteiro fanfarrão que, ao perder o seu melhor amigo para a vida de casado, descobre a vida solitária de solteiro. Trata-se de uma comédia amarga, em que o protagonista ri e nós com ele, mas pouco a pouco o desespero não o larga mais... até contrair casamento. Muito bom. Paris 09.2018 Le Champo 4/5
I SOLE NEGLI OCCHI (1953)
Desconhecia este filme e o seu autor. Uma bela surpresa. Lembra Zurlini mas mais diretamente Os Verdes Anos de Paulo Rocha. Será que o português se inspirou nesta bela mas pouco conhecida obra de estreia de Pietrangeli? Ambos contam a história de jovens que vêm da aldeia para serem ajudantes de artesãos ou criadas internas na grande cidade. A protagonista de Sol nos Olhos faz lembrar a Ilda de Isabel Ruth mas o tratamento do tema e das personagens é muito diferente nos dois filmes. E julgo ter ouvido, na cena do piquenique no rio, um tema de guitarra solo, o que me remeteu para o filme de Rocha. Paris 11.2016 Reflet Médicis 4/5

19.7.18

The Tender Trap (Charles Walters, 1955)

Dois amigos de meia-idade (Frank Sinatra e David Wayne) rodeados de muitas mulheres, que desejam mas na realidade não amam. Será um retrato da crise masculina da meia-idade? David Wayne acaba de separar-se mas ainda ama a mulher;  à frente dele apenas vê (e deseja) gajas, e são muitas as que invadem o apartamento do amigo Sinatra, para o apaparicar. Esta comédia morna mas crítica (do comportamento masculino) ficou conhecida pelo enorme êxito de Sinatra, (Love Is) the Tender Trap (Jimmy Van Heusen & Sammy Cahn), que foi nomeada para o Oscar da melhor canção. Vila do Conde 2018: 3/5
The Tender Trap (1955). Comédia realizada por Charles Walters em CinemaScope. Produzido por Lawrence Weingarten. Adapta uma peça de Max Shulman e Robert Paul Smith (de 1954). Elenco: Frank Sinatra, Debbie Reynolds, David Wayne e Celeste Holm. Música (Love Is the Tender Trap) de Jimmy Van Heusen e Sammy Cahn.

3.2.18

Robert ALDRICH

VERA CRUZ (1954)
Dois cowboys solitários, um dos quais (Gary Cooper) vindo do Sul derrotado na Guerra de Secessão, envolvem-se nas lutas do México entre os apoiantes do imperador Maximiliano e os apoiantes de resistente Juarez. Eles (Cooper e Burt Lancaster) aceitam, por dinheiro, escortar a condessa Duvarre até Vera Cruz. O filme é particularmente violento para a época (em que Ford e Hawks fizeram grandes westerns clássicos) e influenciou westerns posteriores, na definição de personagens mais duras e menos sensíveis aos outros (Lancaster). Paris 02.2018 Christine 21 Versão restaurada 3,5/5

KISS ME DADLY (1955)
Reposição nas salas fracesas de uma cópia restaurada de Kiss Me Deadly. Cinema noir (adapta Mickey Spillane) que aponta um amanhã "no future", já que a energia atómica encerrada numas simples caixas vai parar nas mãos de qualquer um e a curiosidade faz o resto... Futuro negro precisamente. Esperava mais deste filme. Paris 02.2019 FQL 2,5/5

DVDTECA [5] Attack (1956) What Happened to Baby Jane? (1962) Ulzana, Ulzana's Raid (1972) The Longest Yard/1989 

15.9.17

Frank TASHLIN

THE GIRL CAN'T HELP IT (Frank Tashlin, 1956)
Esta comédia musical é hoje famosa e recordada sobretudo por duas razões: por Jayne Manfield, a bombshell que seguia as pisadas de Marilyn, e pelos muitos números musicais de rock'n'roll com alguns dos principais artistas populares da época. Este filme teve um sério impacto no surgimento do rock inglês quando passou nos cinemas da Grâ-Bretanha. E nunca o rock'n'roll nascente foi tão bem filmado e com honras de cinemascope como neste filme. DVD em 12.2013 (3/5)


ARTISTS AND MODELS (1955)
Artists and Models deveria integrar de pleno direito uma antologia do melhor da comédia americana. É um exemplo feliz e perfeito da comédia dos anos 50, com uma dupla cómica que ficou para a história (Jerry Lewis & Dean Martin), números musicais cheios de graça (e não é só Dean Martin que canta), personagens com uma dimensão cómica única (Jerry, obviamente, mas também o editor de comics), e as modelos Dorothy Malone, Shirley MacLaine e Anita Ekberg. A realização é uma das melhores do mestre das comédias Frank Tashlin. Para coroar tudo isto, a cópia agora estreada em França permite-nos apreciar todo o esplendor do technicolor daqueles anos (aposto como poucas pessoas à altura da estreia puderam ver cópia tão perfeita). Paris 2017 FQL 4,5/5

13.8.16

Daniel MANN

THE ROSE TATTOO (1955)
Tennessee Williams escreveu The Rose Tattoo para Anna Magnani, que interpreta uma mãe siciliana no seu registo habitual, talvez ainda mais over do que nos filmes italianos. Ganhou o óscar com este filme. Enquanto faz o luto pelo seu marido, conhece outro italiano (Burt Lancaster) com a mesma profissão e com a mesma tatuagem que o seu marido... Foi nomeado para melhor filme (o produtor é Hal Wallis), mas a realização de Daniel Mann é desinspirada. O mais notável é mesmo o encontro da Magnani e de Tennessee Williams (que assinou o argumento feito a partir da sua própria obra). Vila do Conde 8.2016 DVDTECA 3/5

24.6.15

Nicholas RAY

RUN FOR COVER (1955)
Lembro-me bem de ter visto este filme há mais de 20 anos na televisão e revisto na gravação que na altura fiz em VHS. A medida que ia vendo o filme nesta reposição em sala, algumas cenas surgiam à memória, mas no essencial tudo tinha sido esquecido. Run for Cover, O Fugitivo em português, é um filme menor de Ray, ainda por cima foi realizado entre duas obras-primas: Johnny Guitar e Rebel Without a Cause. Mas merece a reposição em sala. Segundo western de Ray, conta a história de um homem (James Cagney) que acaba de sair da cadeia, onde esteve durante seis anos por um crime que não cometeu, e está em busca de uma terra onde possa viver em paz. Mas antes de chegar a essa terra, quase morre enforcado por um assalto que não existiu. O título francês do filme, A l'ombre des potences (à sombra da forca), exprime bem a força das sombras negras que não largam o protagonista ao longo da sua vida. Paris 06.2015 Le Grand Action 3/5

16.6.14

All that Heavens Allows (Douglas Sirk, 1955)


O Que o Céu Permite (All that Heavens Allows) é um dos grandes filmes dos 50s. É uma obra-prima de Douglas Sirk que influenciaria muito boa gente, a começar por Fassbinder e Almodovar, e certamente muitos profissionais de televisão, onde o melodrama encontrou terreno fértil. É um daqueles filmes que se revê com o maior deleite, com muitos pormenores a atraírem a atenção que não tiveram de outras vezes. Uma viúva de meia-idade, com dois filhos jovens e adultos, pretende casar-se com o jardineiro, mas a resistência a esse casamento vem de toda a parte, a começar pelos seus filhos. Nada menos do que soberbo. Paris: Filmothèque du Quartier Latin 2014    4,5/5