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14.11.23

Ken LOACH 4/27

Nuneaton, Warwickshire, England 1936

1º POOR COW (1967)

2º KES (1969)
Filme de Ken Loach
Paris 11.2023 Écoles Club 4/5
PALMARÉS: Karlovy Vary GLOBO DE CRISTAL,NBR Top, BAFTA FilmeN, BAFTA ArgumentoN, BAFTA RealizadorN

Family Life (1971)
Black Jack (1979)
Looks and Smiles (1981)
Fatherland (1986)
Hidden Agenda (1990)
Riff-Raff (1991)
Raining Stones (1993)
Ladybird, Ladybird (1994)
Land and Freedom (1995)
Carla's Song (1996)
My Name Is Joe (1998)
Bread and Roses (2000)
The Navigators (2001)
Sweet Sixteen (2002)
Ae Fond Kiss... (2004)
Tickets (2005)
The Wind That Shakes the Barley (2006)
It's a Free World... (2007)
Looking for Eric (2009)
Route Irish (2010)
The Angels' Share (2012)

24º JIMMY'S HALL (2014)
Todos os anos temos direito a um novo filme de Ken Loach. Quase sempre bom. Desta vez, superou-se. Deixou de lado as comédias por vezes um pouco forçadas e inconsequentes e fez um belo e simples filme histórico e romântico. Sobre um ativista político na Irlanda dos anos 1930 e da sua deportação para os EUA. Paris 07.2014 3/5

25º I, DANIEL BLAKE (2016)
Ken Loach parece estar sempre a fazer o mesmo filme, em busca da perfeição formal e do estado de graça que o trabalho e o talento podem originar. I, Daniel Blake é um dos picos do cinema de Loach. Um cinema realista, de denúncia das misérias sociais originadas pela organização social atual. Daniel Blake é um trabalhador de idade avançada que, impedido de trabalhar por problemas cardíacos, não consegue nem o subsídio de doença nem o de desemprego, afundando-se na miséria. Acima de tudo, é um filme emocionante. Paris 11.2016 (3,5/5)
PALMARÉS: Cannes Palme d'Or, BAFTA ArgumentoN, César F.Estrangeiro, EFA RealizadorN, BAFTA F.Britânico, EFA ArgumentoN, FA FilmeN


26º SORRY WE MISSED YOU (2019)

27º THE OLD OAK (2023)
Realização de Ken Loach
Alambique 16 11 2023
Paris 10.2023 Luminor 3.5/5

9.1.22

Lamb (Valdimar Jóhannsson, 2021)

Curioso filme fantástico passado na Islândia. Se o espectador não conhecer a história melhor, pois o argumento garante várias surpresas. A história é de Sjón, autor islandês conhecido em todo o mundo. Paris 2021 Les Halles 2,5/5

4.7.21

Lee Isaac CHUNG

TWISTERS (2024)
Estreia em Portugal: NOS Audiovisuais 18.07.2024 TORNADOS


MINARI (2020)

Uma família de coreanos muda-se para o interior americano para dedicar-se à agricultura, mas as coisas não correm como esperavam. Mesmo assim, a família resiste e surgem inesperados motivos de alegria, como a recuperação da saúde do filho mais novo. Nomeado para melhor filme nos Oscars, Golden Globe, Satellite. Paris 07.2021 Les Halles 3/5

26.6.21

Promising Young Woman (Emerald Fennell, 2020)

Um filme rape & revenge inesperado, mas bem em sintonia com o novo feminismo metooista. Uma jovem não consegue cumprir as expectativas que a família e os amigos têm dela. Ela é brilhante e desiste da universidade quando a melhor amiga é violada por um grupo de colegas e se suicida mais tarde. Ela é brilhante e vai prová-lo ao não deixar em paz a consciência dos que se safaram do crime com a sua amiga. Paris 2021 Bercy 4/5

1.6.21

Hidden Figures (Theodore Melfi, 2016)

Um filme interessante que narra duas revoluções na Nasa: o envio do homem ao espaço e o fim da segregação racial das casas de banho. Foi considerado um dos melhores filmes do ano em diversas votações. Melun 2021 TV 3,5/5

2.9.20

Roman Holiday (William Wyler, 1953)

Uma das grandes comédias românticas. Com a estreante (em Hollywood) Audrey Hepburn e o veterano galã Gregory Peck. O amor de um dia entre uma princesa e um jornalista, ambos a esconder a sua identidade. A terceira personagem é Roma, poucas vezes assim filmada. Hepburn ganhou o Oscar, o Golden Globe e o BIFA e o filme foi nomeado para melhor filme para o Oscar. Paris FQL 2007 & Christine 2020 (4/5)

24.6.20

Elvira Madigan (Bo Widerberg, 1967)

Ouvira falar deste belo filme porque a música de Mozart que pontua o romance do casal de foragidos aparece em muitas compilações de música no cinema. Elvira, famosa dançarina de circo, foge com um tenente casado, que por ela deserta e enfrenta a prisão. O filme deve muito ao romantismo de tantas obras do século 19, alimentado por Shakespeare. No filme (e na lenda de fundo histórico na qual se inspira) os amantes preferem a morte à separação em vida. Paris 2020 Le Reflet Médicis 4/5

8.5.20

Franklin J. SCHAFFNER

Tóquio, Japão 1920 - California, EUA 1989
PLANET OF APES (1968)
TV 1980s 4/5


NICHOLAS AND ALEXANDRA (1971)
A história dos últimos czares da Rússia, nas duas primeiras décadas do século 20. Uma tragédia pessoal mas igualmente nacional. Um casal alheado aos anseios da população, dominado pelo tenebroso Rasputin, leva a nação à pobreza e à revolução. O filme é demasiado académico mas foi consagrado com a nomeação para o Oscar de melhor filme e a National Board Review inclui-o no seu top anual. Melun 05.2020 (3/5)
Nicholas and Alexandra (Franklin J. Schaffner, 1971), produzido por Sam Spiegel (Horizon Pictures), argumento de James Goldman (adaptação do livro de Robert K. Massie), com Michael Jayston e Janet Suzman, música de Richard Rodney Bennett.

PAPILLON (1973)
DVDTECA

THE BOYS FROM BRAZIL (1978)
FQL 2010
FILMOGRAFIA
The Stripper (1963) The Best Man (1964) The War Lord (1965) The Double Man (1967) Planet of the Apes (1968) Patton (1970) Nicholas and Alexandra (1971) Papillon (1973) Islands in the Stream (1977) The Boys from Brazil (1978) Sphinx (1981) Yes, Giorgio (1982) Lionheart (1987) Welcome Home (1989)

3.10.19

Francis Ford COPPOLA 1970s

APOCALIPSE NOW (1979)
Apocalypse Now Final Cut é a terceira versão da obra-prima da Nova Hollywood, assinada por Francis Ford Coppola. Embora não seja um dos meus filmes preferidos, é inegável tratar-se de um dos grandes filmes da história. Por uma vez, a versão cinematográfica supera o original literário (Heart of Darkness de Conrad), se bem que o argumento de Coppola e John Milius se inspire livremente, mais do que transpõe, a obra de Conrad. Do princípio ao fim, Apocalypse Now expõe a loucura como estado normal da guerra. Matar o semelhante talvez não seja assim tão próprio da natureza animal pois para os homens isso tem um preço, a alienação. O encontro com Kurtz (Brando) é amortecido pelas situações de loucura uma mais agressiva do que outra que Martin Sheen enfrenta pelo caminho (a sua missão é eliminar o coronel Kurtz). Um filme maior com Marlon Brando, Robert Duvall (que recebeu um BAFTA e um Golden Globe), Martin Sheen, Frederic Forrest, Albert Hall, Sam Bottoms, Laurence Fishburne, Dennis Hopper e Harrison Ford. O filme recebeu a Palme d'Or, foi nomeado para 8 Oscar (inluindo melhor filme, realizador e argumento), Golden Globe (venceu três categorias: realizador, ator secundário e banda sonora) e 9 BAFTA (venceu o de realizador e de ator secundário). Foi ainda nomeado para o César de meilleur film étranger, e Coppola recebeu o prémio David di Donatello para o melhor realizador estrangeiro. No cinema Cidade do Porto vi em 2002 Apocalypse Now Redux e agora em Paris a versão definitiva. 4,5/5

23.9.19

Portrait de la jeune fille en feu (Céline Sciamma, 2019)

Um belo filme sobre a paixão impossível (século 18) entre duas mulheres de origem social oposta. Uma pintora é contratada para pintar o retrato da noiva de um nobre italiano, que confirmará o casamento depois de ver o retrato. Entre pintora e modelo cedo se estabelece uma cumplicidade amorosa que ambas sabem ser impossível de prosseguir. Elenco inteiramente feminino, com apenas quatro personagens. Mereceu o prémio do melhor argumento em Cannes. Paris 2019 Bastille 4/5

11.12.18

Fargo (Ethan e Joel Coen, 1996)

A restauração digital de Fargo motiva a sua reposição nas salas, quase 22 anos depois de Frances McDormand (Oscar Best Actress) e dos irmãos Coen (Oscar Best Original Screenplay, Prix de la mise en scène em Cannes) terem recebido alguns dos prémios mais prestigiados do cinema. As qualidades do filme permanecem intactas, com uma história, personagens e ritmo fabulosos. E atores que nunca mais esquecemos: Frances McDormand, William H. Macy, Steve Buscemi, Peter Stormare, Harve Presnell. Um clássico a pôr ao lado dos filmes de Tarantino da mesma época. Paris Filmothèque QL 4/5
Prémio: Cannes Realizador, Oscar Atriz, Oscar Realizador N, Oscar Argumento, Oscar Filme N, GGlobe Filme N, GGlobe Realizador N, BAFTA Realizador, BAFTA Filme N, BAFTA Argumento N, César Filme Estrangeiro N, Spirit Filme, Spirit Realizador, NBR Top, NBR Atriz, NBR Realizador.

26.11.18

The Fallen Idol (Carol Reed, 1948)

The Fallen Idol é um filme importante de Carol Reed, tendo recebido o BAFTA Award for Best British Film, distinção máxima no seu país. E ainda foi nomeado para os Oscars de melhor realizador e melhor argumento. A vida amorosa do mordomo da embaixada francesa é testemunhada por uma criança, o filho do embaixador, mas quando um acidente mortal se dá na embaixada, a relação da criança com os adultos vai sofrer uma grande evolução. O argumento é de Graham Greene. Paris 2018 Le Champo 3/5

23.8.18

As Férias do Senhor Hulot (Jacques Tati, 1953)

O solitário senhor Hulot vai passar férias a uma estância balnear, frequentada por gente comum que se instala num hotel com pensão completa (que antecipa os sofisticados resorts de hoje). O turismo de massas no seu início, que apanha a boleia do boom económico  francês dos pós-guerra. Mas Tati não faz nenhum documentário, nem filme realista ortodoxo, muito menos ilustrativo da sociedade do seu tempo. Através do corpo e do som, que ele trabalha como poucos e nas condições que só o cinema permite, o realizador revela não tanto a psicologia mas o estar em sociedade dos seres. Todos vigiamos o nosso corpo (pelo menos quando não estamos sós) mas a câmara de Tati diverte-se e diverte-nos a mostrar as inúmeras ocasiões em que o corpo nos foge ao controlo e entra em interação com o meio ambiente, os outros corpos e a natureza (e as máquinas, etc.). Tati provavelmente não inventou nada (o cinema mudo descobriu tudo isto) mas renovou a tradição do slapstick, com muito humor que resiste até hoje. Póvoa de Varzim 2018 Cineclube Octopus 3,5/5 
Prémios: recebeu o Prix Louis Delluc, foi nomeado à Palma de Cannes, ao Oscar para melhor argumento e está no top da National Board Review.

9.7.18

Robert BRESSON

QUATRE NUITS D'UN RÊVEUR (1971)
REALIZADOR Robert Bresson ARGUMENTO Robert Bresson, adaptação de Noites Brancas (Dostoïevski) ELENCO Isabelle Weingarten, Guillaume des Forêts, Patrick Jouané PRODUÇÃO Albina Productions, Film Dell'Orso ORIGEM França, Itália ESTREIA 1971 (F. Cannes) 2.02.1972 (França) VISTO Paris 10.03.2025 Le Champo NOTA 2.5/5
UNE FEMME DOUCE (1969)
La douce (1876) é um conto extenso de Dostoievski. Fala de uma jovem casada que se suicida atirando-se da janela. É o seu marido que nos relata a história dela e do seu casamento. Uma história de incomunicação entre os jovens esposos, de culpa e responsabilidade, e do mistério que é a vida de cada um de nós. Fui ver esta semana uma produção teatral deste conto, no Théâtre du Nord-Ouest, muito interessante e intensa. Quando estava a assistir à peça, lembrei-me de que havia estreado há dias o filme de Robert Bresson, Une Femme douce, de que nada sabia, a não ser um pouco a história. Fui ver logo que pude o filme, que de facto adapta Dostoievski mas altera mais profundamente o texto original do que a peça. Por exemplo, a ação passa-se no presente (da produção do filme) em Paris. O filme estreou em Portugal com o título Uma Mulher Meiga, e teve uma boa carreira. É um bom filme, bem bressoniano, cujo principal trunfo é a estreia no cinema, no papel titular, de Dominique Sanda. Loira e jovem, tal como a atriz na peça, consegue transmitir bem o mistério que envolve a personagem. Para mim, Dominique Sanda será sempre recordada pelo seu papel em Il Giardino dei Finzi Contini, de De Sicca. Tanto que pensava que era italiana, mas não, é parisiense. Paris 2016 Le Champo 3/5

AU HASARD BALTHAZAR (1966)
Estamos habituados a ver a Disney escolher animais como protagonistas dos seus filmes mas o cinema de autor nunca teve essa vocação. Então Robert Bresson teve essa ideia de génio de contar a história do burro Balthazar para melhor revelar os seres humanos, os seus dramas e sobretudos as suas pequenezas. Um ovni muito belo no céu do cinema. Paris: 11.2015 Le Champo & 2024 Cinémathèque 4,5/5

JOURNAL D'UN CURÉ DE CAMPAGNE (1951)
Filme de Robert Bresson

Este filme ganha muito em ser visto na versão restaurada proposta pelo Champo. A sua verdade passa pelos rostos, sobretudo pelo rosto do seu protagonista, um jovem padre da província francesa (Claude Laydu). O seu rosto é um campo de batalha, devastado pela doença física que o mina por dentro e que selará o seu fim, e pela  frustração que decorre da sua incapacidade de comunicar com os paroquianos. Um dos grandes filmes de Bresson. Paris 07.2018 Le Champo 4/5

LES DAMES DU BOIS DE BOLOGNE (1945)
Vi pela primeira vez Les Dames du bois de Boulogne em 1995 na televisão portuguesa. Nunca mais me esqueci de Maria Casarès nesse filme, ainda por cima ela é uma das intérpretes do meu filme francês preferido, Les Enfants du Paradis, do mesmo ano (1945). Os dois filmes tiveram uma produção atribulada porque foram realizados durante a Ocupação, com todos as limitações que isso impunha. Desta vez vi-o numa sala, por sinal bem cheia, o que não é para admirar pois Bresson é um dos realizadores mais apreciados pelos franceses e sobretudos pelos franceses mais jovens. No entanto, essa preferência não deve dizer respeito a esta primeira obra mas sim aos seus filmes modernos dos anos 50 ou 60. Les Dames du bois de Boulogne é um filme marcado pela época em que foi feito, pelo realismo poético dos filmes franceses como os de Marcel Carné, e pela preferência pelos diálogos literários. Jean Cocteau assina os diálogos do filme de Bresson. Hoje o filme não me encanta tanto como me encantou há vinte anos, nem os atores são memoráveis. Gosto mesmo é do Bresson da maturidade (Un condamné à mort, Au hazard Balthasar). Paris 01.2016 Le Champo 3,5/5

12.3.18

Greta GERWIG

LITTLE WOMEN (2019)
Esta enésima adaptação do clássico de Louisa May Alcott (1868) é para mim um dos filmes do ano. O seu grande trunfo é o trabalho de adaptação (e de realização) de Greta Gerwig. Ela consegue uma versão fiel e inteligente mas claramente moderna daquela obra oitocentista. O filme exige do espectador uma atenção redobrada face ao que é habitual na adaptação dos clássicos. Gerwig alterna cenas passadas em tempos diferentes; não é novidade, mas está muito bem feito e prova que o cinema pode sempre interrogar e surpreender as obras do passado. O elenco é um luxo: Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Timothée Chalamet, Tracy Letts, Bob Odenkirk, James Norton, Louis Garrel, Chris Cooper, Meryl Streep. Outro trunfo do filme de Gerwig: a música de Alexandre Desplat. Este, Gerwig e as atrizes Saoirse Ronan, Florence Pugh e Laura Dern têm sido nomeados para vários prémios importantes. Paris 01.2020 Les Halles 4/5


LADY BIRD (2017)
Depois de se afirmar como atriz e argumentista marcante do cinema independente americano nos últimos anos, Greta Gerwig assume com Lady Bird a sua estreia na realização. Um filme à altura dos seus trabalhos anteriores, e continuando a temática central de Gerwig: uma mulher jovem com dificuldades em encontrar o seu lugar na sociedade, perdida entre o que se espera dela e os seus desejos e planos pessoais. Lady Bird (Saoirse Ronan) é uma adolescente prestes a entrar na maioridade, em conflito com o mundo, os pais, as amigas, os namorados. Uma história de coming of age realizada com o talento de quem já nos apresentou Frances Ha, em luta contra o mundo, igualmente egocêntrica, numa idade em que esse egocentrismo já não contava com os pais para o amortecer. Vamos ver como serão as próximas heroinas de Greta Gerwig. Paris 3,5/5

19.12.17

Logan Lucky (John Carroll Lynch, 2017)

Harry Dean Stanton
Como se Paterson (de Jarmush) tivesse envelhecido e chegado ao fim da linha e continuasse a repetir os mesmos gestos todos os dias. O amor pela mulher e pelo cão ficaram pelo caminho, assim como a poesia. Resta-lhe enfrentar ou deixar-se levar pela grande ceifeira, com um esgar e um desespero elegante. As correspondências entre Lucky e Paterson, filmes de Carroll Lynch e Jarmush, são surpreendentes, e ambos podem ser considerados dos mais importantes do ano. Muito bom. Paris 2017 (4/5)

7.5.17

Lady Macbeth (William Oldroyd, 2016)

Este filme adapta um famoso romance de Nikolai Leskov, Lady Macbeth of the Mtsensk District. Uma jovem mulher é vendida a um nobre, que a mantém prisioneira em casa. Mas ela devolve a humilhação com adultério e uma violência sem limites sobre aqueles que contrariam os seus desejos. Entre o filme e a ópera de Chostakovich, prefiro sem dúvida esta última. O filme parece ilustrar o romance de forma aplicada, sem grande originalidade. Paris 3/5

29.1.16

Spotlight (Tom McCarthy, 2015)

Spotlight é um tipo de filme que ainda vai saindo de Hollywood, mas que teve nos anos 70 os seus anos dourados: o filme das grandes investigações jornalísticas, em que os jornalistas surgem como heróis contra os poderes instalados. A investigação especial que Spotlight dramatiza teve como alvo a Igreja católica de Boston, e a cobertura que esta fez dos padres pedofilos que atuavam no seu seio. Muito bom. Paris 4/5

18.9.15

Straight Outta Compton (F. Gary Gray, 2015)

Os Nigger With Attitude foram um grupo de rap seminal, pioneiros do gangster rap. Trouxeram para a arena musical uma atitude de combate à sociedade dominada pelos brancos e de desafio às autoridades policiais em particular. Esse facto justifica por si só este biopic musical que encena um pedaço da história americana recente. Mas a iniciativa do filme coube a Ice Cube e a Dr. Dre, dois dissidentes dos N.W.A., e isso sustenta a suspeita de que a história contada no filme pode estar muito longe de ser objetiva. Paris 2015 Bibliothèque 2,5/5