Há uns quantos filmes na história que atingem a perfeição dos Amantes Crucificados, mas nenhum lhe é superior. Não me perguntem o que penso do filme à saída da sessão, posso falar do tempo e outras trivialidades, mas da emoção e da gratidão que sinto após ver o filme nada tenho a dizer. Vi Os Amantes Crucificados pela primeira vez na Cinemateca Portuguesa em 1989 e este ano no cinema Champo. Paris 5/5
Mostrar mensagens com a etiqueta MIZOGUCHI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta MIZOGUCHI. Mostrar todas as mensagens
3.10.19
24.3.18
Cinco Mulheres em torno de Utamaro (Kenji Mizoguchi, 1946)
Um grande filme do mestre Mizoguchi sobre a arte, neste caso a pintura, mas podia ser o cinema. A beleza feminina é um elemento central em ambas as artes e Utamaro, pintor de estampas do século 18, conseguiu mesmo pintar uma das suas obras na pele de uma mulher. Foi a sua obra mais efémera: pouco depois a mulher era assassinada. Paris 3.2018 4/5
10.9.16
Os Músicos de Gion (Kenji Mizoguchi, 1953)
Sobre a difícil arte de ser mulher e de ser gueixa no Japão tradicional. No meio da opressão, as flores teimam mesmo assim em abrir. Deu-me para uma imagem poética na lembrança de tão encantador filme. Matsutarô Kawaguchi escreveu o argumento a partir do seu próprio romance. Paris 2016 Reflet Médicis 5/5
15.9.15
Contos dos Crisântemos Tardios (Kenji Mizoguchi, 1939)
Mizoguchi foi um realizador genial, um dos maiores mestres do cinema. Mas a ele sempre preferi Ozu, que não apenas admiro (a arte) como amo (o seu universo). Até ter visto (ontem) Contos dos Crisântemos Tardios (1939), que passou a ser o meu preferido de Mizoguchi e certamente o seu filme mais comovente. Trata-se de uma das mais belas histórias de amor da sétima arte. Um amor sacrificial, que a morte não vence. Um ator sem talento, filho e sucessor do maior ator do seu tempo, tenta vingar na arte dramática sem a ajuda familiar, tendo como único apoio o amor de uma mulher de baixa condição social que acaba por sacrificar-se para ele reconciliar-se com a família e com o sucesso. Mas é o modo como Mizoguchi conta esta história que é estarrecedor: travellings fabulosos e predomínio dos planos médios e de conjunto (raros planos aproximados) que exprimem o pudor e o sagrado do amor entre os dois amantes. E pensar que o filme é de 1939, ano mítico para o cinema americano, cheio de obras-primas. No Japão o cinema também atingia nesse ano o apogeu. Le Champo 2015 (5/5)
17.5.15
A Rua da Vergonha (Kenji Mizoguchi, 1956)
Um filme realista sobre a prostituição no Japão no momento em que se discutia no parlamento a proibição dos bordéis. Que belos retratos femininos! Um filme contemporâneo que encerrou a filmografia do mestre Mizoguchi com chave de ouro. Paris 2015 FQL 4/5
Subscrever:
Mensagens (Atom)





