Pippo Delbono encontra-se neste momento em Portugal para apresentar uma peça sua no Festival de Almada. É um homem de teatro consagrado na Europa, mas é também um realizador de filmes-diários íntimos com muito de lírico e de reflexões sobre a realidade mas sempre filtradas pela subjetividade de Pippo. Já tinha visto e adorado Amore Carne (2011), agora vi Sangue (2013). Gostei menos, talvez porque não surpreende como o primeiro. Em Sangue Pippo filma a mãe nos últimos momentos da sua existência, filma os seus últimos suspiros e assina o cinema mais perturbante que se possa imaginar. E mais polémico. Outro fio condutor deste filme é o encontro de Pippo com um ex-líder das Brigadas Vermelhas, recém liberto da prisão. Enfim, Pippo filma a história do seu país e a sua própria história num registo à flor da pele. Paris 2014 Espace St-Michel 3/5
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9.7.14
3.4.14
Real (Kiyoshi Kurosawa, 2013)
Depois de ter visto e adorado os últimos filmes de Kurosawa, Tokyo Sonata (2008) e Shokusai (2012, na verdade uma série para televisão, estreada nos cinemas), este último filme, Real (2013), apesar das suas qualidades evidentes, é uma decepção. Parte de um argumento original, misturando ficção científica com drama, para contar a história de amor de um casal para lá da quase-morte (um deles fica em estado de coma, e o outro pode por via médica entrar em contacto com a mente do companheiro). No entanto, por vezes o filme é confuso e a história tem demasiados desenvolvimentos desinteressantes. Paris 2014 3/5
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