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21.7.26

Eneida (Heloísa Passos, 2022)

Documentário de Heloísa Passos
Estreia em Portugal 01 05 2023

Môa, Raiz Afro Mãe (2022)

Documentário de Gustavo McNairn
EB 03 08 2023
DB 02 Play
Vida e trajetória do músico e capoeirista Môa do Katendê, assassinado em 2018 por intolerância política.

9.7.26

Martírio (Doc. 2017)

Este documentário de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita, sobre a luta dos índios Guarani-Kaiowá para recuperar as suas terras de origem é simplesmente excelente. Todo o passado do Brasil e o presente mais recente são convocados para contar uma história marcada pelo sofrimento e pelo exílio. Os realizadores percorrem os momentos históricos da relação entre o poder político e as comunidades indígenas e as tentativas de domesticação (assimilação, aculturação, emancipação) do indígena. Tudo está em aberto e a sorte do índio está nas suas mãos e nas mãos dos outros brasileiros. Muito bom. Paris 2017 novembro 4,5/5

Diário de uma Busca (Flávia Castro, 2010)

Diário de uma Busca (Flávia Castro, 2010)
Documentário Estreia: 22.06.2010 (França), 13.05.2011 (F. Brasileiro de Paris) 26.08.2011 (Brasil) VISTO Paris 2011 Le Nouveau Latina VISTO 
EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 27.10.20, 19h30 Ciclo É Tudo Brasil!

As Quatro Irmãs (2018)

As Quatro Irmãs (2018)
Documentário de Evaldo Mocarzel
Sobre Vera Holtz e as irmãs
EB 07 08 2023
EB O2 Play

Frans Krajcberg (Regina Jehá, 2018)

Frans Krajcberg é um artista brasileiro nascido na Polónia. Um artista devotado à preservação da natureza, a sua musa, mãe, amiga... Revoltado com os homens (que lhe mataram a família na segunda guerra), recolhe-se na natureza vivendo no cimo das árvores na Amazónia, numa casa construída por si. O documentário mostra o seu interesse pela Bienal de São Paulo, que o convidou para expor no grande hall de entrada, numa edição dedicada à arte e ecologia. As obras apresentadas são em madeira e são inspiradas no seu amor pela floresta, pelas árvores. Paris 04.2019 L'Arlequin NOTA: 3/5

Democracia em Vertigem (2019)

Um bom documentário, de grande projeção internacional (produzido pela Netflix, foi nomeado ao Oscar), sobre os sucessivos atentados à democracia brasileira nas últimas décadas. A realizadora assume a sua preferência por alguns protagonistas mas essa postura não impede a objetividade e a pertinência das questões abertas. Vila do Conde 02.2020 (3,5/5)

4.7.26

Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar (Marcelo Gomes, 2019)

 
Um dos grandes documentários deste ano. Uma pequena localidade no interior do Nordeste brasileiro tornou-se a capital do jeans. As casas, os seus habitantes, e todo o tempo destes, tudo é sacrificado à produção de jeans, que inundam o mercado brasileiro. O documentário mostra bem a alienação destas pessoas, satisfeitas por terem jornadas de trabalho intermináveis, bem pagas mas sem os mínimos direitos sociais que milhões de brasileiros felizmente têm. No verão, para pagarem uns dias de férias na praia, vendem os eletrodomésticos, ou põem-no no prego até voltarem ao trabalho. Excelente. Salvador da Bahia 4/5

Cabra Marcado para Morrer (Eduardo Coutinho, 1983)

 
Finalmente vi o famoso documentário de Coutinho, recentemente restaurado. É, efetivamente, um grande momento de cinema e um retrato implacável do Brasil profundo e injusto. É um documentário, mas aqui há heróis, todos vindos do povo brasileiro. Paris 01.2018 FCBP NOTA: 4,5/5

30.5.26

Querido Embaixador (Luiz Fernando Goulart, 2018)

 
Luiz de Sousa Dantas é o Aristides de Sousa Mendes brasileiro. Embaixador em Paris nos anos 20, 30 e 40, Dantas era a grande figura da diplomacia brasileira da época e, mesmo desobedecendo ao ministro de que dependia, aguentou-se firme no cargo. Ele passou vistos ordinários e também diplomáticos a mais de mil judeus perseguidos pelos nazis. Ou seja salvou muitas vidas. O documentário-ficção (a vida do Embaixador em Paris é apresentada como um telefilme) é claramente hagiográfico e não tem aquele rigor e problematização próprios dos documentários mais correntes, mas mesmo assim tem o grande mérito de dar a conhecer esta grande figura brasileira. Paris 4.2019 L'Arlequin FCBP2/5

30.4.26

Favela Gay (Rodrigo Felha, 2014)

Documentário de Rodrigo Felha

Este documentário encerrou o 17° Festival du cinéma brésilien de Paris, em 2015. A sala estava cheia, certamente pela temática, que naturalmente atrai a comunidade LGBT parisiense. Aliás, nesse ano o festival teve uma presença significativa de filmes de temática gay: Castanha (sobre um drag queen da noite de Porto Alegre), o maravilhoso Hoje Quero Voltar Sozinho (ficção sobre a descoberta do amor entre adolescentes, um deles cego), Olho Nu (sobre Ney Matogrosso), o conhecido O Beijo da Mulher Aranha e o filme de abertura Trinta (sobre um ex-bailarino do Teatro Municipal do Rio que revolucionou os desfiles de samba). Favela Gay utiliza um dispositivo simples mas eficaz: muitos grandes planos sobre os gays assumidos e que conquistaram um lugar ao sol nas favelas onde nasceram e sempre viveram. Que personagens tão interessantes! Contam o seu percurso de rejeição familiar e da comunidade a que pertencem, mas sobretudo a sua vitória sobre o machismo e o preconceito reinante nas comunidades/favelas do Rio. A meu ver o filme perde muito ao privilegiar os travestis, que é a face mais "folclórica" do mundo gay, na favela ou fora dela. Há também um casal de lésbicas entrevistado, mas é a excepção. Pessoalmente, pude confirmar esta realidade pois pouco a pouco tive conhecimento dela nas minhas viagens ao Brasil. Em 2014 assisti pela primeira vez a uma Gay Parade, mas não foi em nenhuma capital europeia, nem no Rio: foi em Madureira, um subúrbio muito distante do centro do Rio (para lá chegar tive de apanhar um comboio na Central do Brasil e fazer uma viagem de meia hora, se tanto). Era domingo e aproveitei para conhecer o centro de Madureira. As famílias passeavam nos parques públicos, mas ao cair da noite a animação colorida tomou conta da principal avenida. Foi uma espécie de carnaval baiano, com trios elétricos atraindo as multidões. A dada altura do documentário, uma das entrevistadas diz que na favela há menos preconceito do que na Vieira Souto (rua central de Ipanema). Não consigo imaginar nada de semelhante nos arredores das grandes cidades europeias, habitados por comunidades (imigrantes e outras) pouco tolerantes em relação à homossexualidade. Em suma, um documentário interessante mas pouco ambicioso em termos de cinema. Paris: Arlequin (04.2015) 2,5/5

29.4.26

Arpoador, Praia e Democracia (Hamsa Wood e Helio Pitanga, 2015)

 
Arpoador, Praia e Democracia é um documentário problemático sobre um assunto fascinante, que me toca bastante. A ida à praia, para passear, para conviver, para entrar no mar, para apanhar sol, é um momento que tem muita importância na minha vida, que eu prezo acima de quase qualquer outra ocupação do tempo livre. Mas ir à praia no Rio, sociedade de desigualdades sociais gritantes e inscritas no espaço urbano, adquire um significado muito especial. As praias cariocas são espaços onde se encena todos os dias, durante o ano todo, uma proposta de democracia: os banhistas tiram a roupa e as diferenças sociais, culturais, tribais esbatem-se, sem desaparecerem por completo, no entanto. Foi com base numa tese semelhante do antropólogo Roberto DaMatta que foi realizado este documentário interessante, mas repetitivo, demasiado longo para a fina tese que pretende apresentar. Paris 04.2015 Arlequin 2/5

28.4.26

Rio de Fé (Carlos Diegues, 2013)

Um Encontro com Papa Francisco
   
Um documentário sobre a passagem do Papa Francisco pelo Rio e sobre os cariocas que receberam os peregrinos. Soube a pouco. Paris 2014    2/5