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18.7.26
De Pernas Pro Ar 2 (2012)
12.7.26
Até que a Morte Nos Separe (Roberto Santucci, 2012)
Em 2012 vi no Brasil o primeiro Até que a sorte nos separe, que foi um grande sucesso, tanto que motivou uma sequela. Vejo na wiki que o primeiro filme custou 6 milhões de reais e teve receitas de 34 milhões. E conseguiu um público de 3,4 milhões de espectadores. Está tudo dito sobre o sucesso do filme original. Também foi realizado por Roberto Santucci e estrelado por Leandro Hassum e Danielle Winits. Lembro-me de que me diverti muito a ver o filme, embora este último seja de qualidade duvidosa. Mas a história e os atores garantem um bom momento de diversão, coisa que muitas vezes não acontece com as comédias, sobretudo brasileiras e francesas (baseio-me na minha experiência). Continuo a preferir de longe as comédias americanas. Rio, Odeon Petrobrás (2012) 3/5
Um casal pobre torna-se milionário mas alguns anos depois entra em falência e tem de voltar à casa de partida. A perspetiva da recaída na pobreza está na origem de todo o burlesco que atinge o protagonista (Leandro Hassum), ator carismático mas sem direção que o impeça de cair na caricatura a traço grosso. Vi o filme na estreia no Odeon do Rio em novembro de 2012 e diverti-me a ver as aventuras desta família caída em desgraça. Hoje o filme tem menos graça. Mas foi um sucesso enorme, com mais de 3 milhões de entradas nas salas. Rio 2012 Odeon & Melun 11.2020 TV 3/5
6.7.26
Avanti Popolo (Michael Wahrmann, 2012)
REAL.ARG Michael Wahrmann ELENCO André Gatti, Carlos Reichenbach, Eduardo Valente ESTREIA 17.11.2012 (F. Roma) 12.06.2014 (Brasil)
EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 28.10.20, 18h Ciclo É Tudo Brasil!
4.7.26
O Homem das Multidões (Marcelo Gomes, 2012)
Este é um dos melhores filmes brasileiros recentes. Estreou no Brasil em 2014 e no ano seguinte em França. Adapta um conto de Edgar Allan Poe, mas passa-se em Belo Horizonte. Um condutor e uma controladora do tráfego do metro, além de colegas, têm em comum a extrema solidão em que vivem. Pouco a pouco se aproximam umdo outro e no final talvez uma haja uma história improvável de amor. O filme tem um ritmo lento, feito de gestos de rotina, sempre solitários. Cao Guimarães é um artista plástico e essa sensibilidade e experiência foi fundamental para o arrojo formal desta obra ambiciosa, filmada no raro formato quadrado, tipo instagram, com planos sublimes. Uma enorme surpresa vinda do Brasil. Paris 2015 Cinemateca Francesa 4/5
Sobral - O Homem que não tinha preço (Paula Fiuza, 2012)
Um documentário impressionante. Sobral Pinto foi durante décadas um advogado que enfrentou duas ditaduras que o Brasil conheceu no século XX, a de Getúlio Vargas e a ditadura militar. Enfrentou-as em defesa dos direitos humanos. A sua voz, respeitada pelo povo brasileiro, atravessou décadas e não foi esquecida. O documentário foi realizado por uma neta de Sobral Pinto, que deu ao filme um tom hagiográfico que seria dispensável. Paris 04.2014 L'Arlequin 3/5
À Beira do Caminho (Breno Silveira, 2012)
Um camionista ferido por problemas familiares encontra na estrada um menino em busca do seu pai desconhecido. Dois seres maltratados pela vida que acabam por formar uma nova família. Um argumento previsível e uma realização rasteira comprometem o bom trabalho dos atores. O filme foi inspirado pelas (ótimas) canções de Roberto Carlos. Já vi melhor de Breno Silveira. Paris 04.2014 FCBP 2/5
24.5.26
Chamada a Cobrar (Anna Muylaert, 2012)
Terceira longa-metragem de Anna Muylaert, um dos grandes nomes do cinema brasileiro contemporâneo. Uma filmografia sem falhas, com seis filmes em que a mulher tem sempre o protagonismo. Este Chamada a Cobrar é talvez o seu filme menos interessante, mas apresenta evidentes qualidades. Clara, uma mulher da classe média paulista cai na armadilha do falso sequestro. Ela parte de carro para o Rio agarrada ao telemóvel na tentativa de manter viva a sua filha e grande parte do filme passa-se nessa viagem. Sabemos desde o início que se trata de um golpe de presidiários, que passam o seu tempo na cela extorquindo dinheiro a desconhecidos. Mas essa informação não diminui a tensão que se instala no espectador. Até quando a senhora suportará a humilhação? Esta trama mostra igualmente a mediocridade da vida pessoal de dona Clara, abandonada pelo marido e por duas das suas três filhas. No final, as filhas reconciliam-se com a mãe. Melun 2020 (3/5)
Chamada a Cobrar (Anna Muylaert, 2012), produzido por África Filmes e Gullane Filmes, roteiro de Anna Muylaert, com Cida Almeida, Maria Manoella, Renan Monteiro, Lourenço Mutarelli, música de Rica Amabis e Tejo Damasceno.
1.5.26
Curtas de Gabriel Mascaro (Porto, 2017)
Os realizadores documentaristas poucas vezes dão voz aos privilegiados. Gabriel Mascavo, sempre surpreendente, fez um filme sobre os moradores das coberturas, os apartamentos que ficam no topo dos edifícios, sinal de riqueza e de status. Os poucos moradores de coberturas que aceitaram ser entrevistados falam com evidente orgulho dessa sua situação privilegiada e quase sempre a relacionam com o mérito individual. Muito interessante. Porto FBAP 3/5
Doméstica (Gabriel Mascaro, 2012)
Depois dos moradores privilegiados das coberturas dos prédios da orla do Rio e de Recife (Um Lugar ao Sol, 2010), a câmara de Gabriel Mascaro desce para as moradias e apartamentos mais modestos onde as empregadas domésticas se tornam essenciais. Empregadas que moram com os patrões, são "quase da família" e têm uma vida própria obviamente muito limitada. Talvez devido à novidade do tema, prefiro o filme sobre as coberturas dos prédios. Porto 2017 2,5/5
Entre Vales (Philippe Barcinski, 2012)
Um bom filme, que retrata uma realidade bem contemporânea: a descida abrupta na escala social de um homem de classe média, por motivos profissionais e pessoais (divórcio e morte do filho). O filme mostra alternadamente as duas fases da vida do protagonista (excelente Ângelo Antônio), no auge pessoal e profissional e na perda de todas as referências identitárias (vive na rua e trabalha num lixão municipal). Paris 04.2014 Arlequin? 3/5
30.4.26
O Homem das Multidões (Cao Guimarães e Marcelo Gomes, 2012)
Este é um dos melhores filmes brasileiros recentes. Estreou no Brasil em 2014 e no ano seguinte em França. Adapta um conto de Edgar Allan Poe, mas passa-se em Belo Horizonte. Um condutor e uma controladora do tráfego do metro, além de colegas, têm em comum a extrema solidão em que vivem. Pouco a pouco se aproximam umdo outro e no final talvez uma haja uma história improvável de amor. O filme tem um ritmo lento, feito de gestos de rotina, sempre solitários. Cao Guimarães é um artista plástico e essa sensibilidade e experiência foi fundamental para o arrojo formal desta obra ambiciosa, filmada no raro formato quadrado, tipo instagram, com planos sublimes. Uma enorme surpresa vinda do Brasil. Paris 2015 Cinemateca Francesa 4/5
29.4.26
Cores (Francisco Garcia, 2012)
REAL Francisco Garcia ARG Francisco Garcia, Gabriel Campos ELENCO Graça Andrade, Maria Célia Camargo, Pedro di Pietro ESTREIA 27.09.2012 (F. San Sebastian) 21.04.2014 (França, estreia nas salas)
EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 23.10.20, 19h30 Ciclo É Tudo Brasil!
A Busca (Luciano Moura, 2012)
O filme brasileiro A Busca estreou em França (com o título Le Chemin), uma estreia quase secreta (poucas salas e sessões limitadas). O filme é realizado por Luciano Moura e estrelado por Wagner Moura, talvez o melhor ator brasileiro da sua geração. Ele interpreta um pai que viaja em busca do filho adolescente desaparecido. Não é apenas a história da busca do filho mas também da procura do sentido da sua vida, das opções que esse pai foi tomando e que o afastaram da família. Paris 04.2013 Arlequin 2,5/5
28.4.26
O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho, 2012)
O Som ao Redor de Kleber Mendonça Filho é um dos grandes filmes brasileiros dos últimos (muitos) anos. Estreou em Portugal a 5 de dezembro de 2013 de forma confidencial e assim tem permanecido no mercado e no seio da crítica em Portugal. Merecia mais, muito mais. É um filme "localista", cuja história não sai das mesmas ruas de um bairro de classe média da cidade de Recife, terra natal do realizador. Assistimos aos jogos subtis de poder dos que, face à realidade sócio-urbanística do Brasil, pretendem garantir a segurança dos moradores do bairro. O tema é original (não deve haver muitos outros filmes com a mesma temática) e o retrato sociológico, inteligente e formalmente irrepreensível. Vi-o no Festival de Cinema Brasileiro de Paris de 2013 e foi de longe o melhor filme do festival e um dos raros bons filmes de ficção exibidos. O Som ao Redor estreou depois em França com o título Les Bruits de Recife, e antes da estreia, contou com o empurrão dos Cahiers du Cinéma, que não só elogiavam o filme e o elegeram um dos melhores do mês como apresentaram uma entrevista com Kleber Mendonça Filho, "Violence sans violence". O Som ao Redor (2012) Paris 2013 Arlequin 4,5/5
Mu Pé de Laranja Lima (Marcos Bernstein, 2012)
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Meu Pé de Laranja Lima, romance de José Mauro de Vasconcelos, publicado em 1968, foi um inesperado sucesso internacional na época, tendo marcado várias gerações de jovens em Portugal. O romance foi há poucos anos adaptado ao cinema por Marcos Bernstein, que assinou o argumento dos primeiros filmes de Walter Salles, e acabou por estrear em França em 2013. Recebeu o título francês Mon bel Oranger e foi exibido na versão original com legendas. Já existia uma adaptação cinematográfica deste clássico da literatura juvenil, datada de 1970, e realizada por Aurélio Teixeira. Foram feitas também três telenovelas baseadas na obra. È uma boa adaptação mas ilustrativa, com todos os limites que isto traz. REALIZADOR Marcos BERNSTEIN ESTREIA: 2013 (França) Paris 3/5
Eu Te Amo Renato (Fabiano Cafure, 2012)
Um filme independente, de baixíssimo custo, com qualidades técnicas evidentes, mas com problemas de narrativa também evidentes. O filme é uma homenagem à música de Renato Russo, com muitas das suas canções ilustrando as cenas de amor do trio Ingrid Conte, Vinicius Moulin e Felippe Vaz. Essa relação a três, mas também entre os rapazes e entre a rapariga e cada um deles, ocupa grande parte do filme, em interiores e também nas belas paisagens da cidade história de Valença, interior do Rio. Vale apenas como homenagem a Renato. Uma declaração de amor que nunca mais acaba... Melun 04.2020 TV (2/5)
26.4.26
Era uma Vez Eu, Verônica (Marcelo Gomes, 2012)
Marcelo Gomes (Recife, 1963) é um dos mais conhecidos realizadores brasileiros que surgiram nos últimos dez anos. Depois de duas curtas-metragens nos anos 1990, assinou o argumento de um dos melhores filmes brasileiros recentes, Madame Satã, realizado por Karim Ainouz em 2002. Depois, veio a estreia na realização de longas com Cinema, aspirinas e urubus (2005), que se estreou em França, continuou com Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009, realizado com Karim Ainouz), estreado em Portugal, e por fim Era uma vez eu, Verônica (2012). Este último estreou em França com o título Il était une fois Veronica, depois de ter passado no Festival de Cinema Brasileiro de Paris no ano anterior. Era uma vez eu, Verônica é um bom filme de atmosfera e de personagem, sobre a relação da protagonista Verónica, médica, com o seu pai reformado. Ela está no início da sua vida profissional, após o tempo de estudante, e é confrontada com a realidade das condições precárias do seu trabalho e dos problemas dos doentes. O filme acompanha as dúvidas da protagonista quanto à direção que há-de tomar a sua vida. Para o sucesso do filme muito contribui a atriz principal, Hermila Guedes, que tem marcado o cinema independente brasileiro mais recente. Arlequin, Paris 2013 3/5
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