Este telefilme é bem melhor do que muitos dramas do género feitos para as salas de cinema. Foi das melhores coisas que vi sobre o clássico trio, aqui encarnado por Isabelle Carré, Xavier Lemaître e Roxane Arnal. O filme apresenta o retrato de cada um deles sem nunca deixar de contar a história do adultério de forma clássica. Mais uma boa surpresa da ficção do canal Arte. Melun 2021 TV 3,5/5
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10.5.21
14.4.21
Amanda (Mikhaël Hers, 2018)
Mikhaël Hers gosta dos parques. No seu primeiro filme, Memory Lane, e em Amanda, não faltam cenas nos parques. Curiosamente, em Amanda é num parque que se dá um ataque terrorista que torna Amanda órfã e muda o destino das personagens principais. É o seu tio (Vincent Lacoste), que mal saiu da adolescência, que vai assumir a tutela da menina. Também é num parque que ele vai se encontrar com a mãe, de quem se mantinha afastado, para lhe apresentar a neta, Amanda. Parece o argumento de um telefilme sentimental mas é precisamente o contrário. O filme tem o ritmo justo para exprimir o amadurecimento rápido das personagens, face às circunstâncias trágicas. Melun 2021 TV 3,5/5
21.3.21
En Liberté! (Pierre Salvadori, 2018)
Esta comédia parte de um argumento excecional sobre a viúva de um polícia que descobre que o marido era também um criminoso e decide libertar o homem que foi injustamente para a prisão, na vez do marido. Mas o inocente tem vários parafusos a menos, que provavelmente perdeu na prisão, e revela um comportamento destruidor que compromete a jovem viúva, que aliás se envolve sentimentalmente com ele e com um colega do marido. Os intérpretes (Adèle Haenel, Pio Marmai, Audrey Tautou) são impecáveis mas algo não está bem porque pouco me ri. O que será? Talvez um certo espírito cómico francês que escapa à minha sensibilidade... Melun 03.2021 TV 2,5/5
18.3.21
Voyage à Yoshino (Naomi Kawase, 2018)
Uma mulher (Juliette Binoche) vai ao Japão procurar uma planta medicinal e encontra algo melhor do que isso, o amor, quando conhece um homem solitário cuja função é proteger a floresta. O filme é demasiado longo e contemplativo e nem a luminosa Juliette Binoche melhora as coisas. Melun 2021 TV 2/5
22.3.19
Dernier Amour (Benoît Jacquot, 2018)
Casanova (Vincent Lindon) nos últimos anos de vida. Visita pela primeira vez Inglaterra, onde se apaixona por uma cortesã que, naturalmente, não lhe pode ser fiel. Uma imagem invertida do mito de Casanova. Aqui só vemos um homem desgastado, que mal sorri, sempre curioso pelo sexo mas já fora do ritmo amoroso normal do mundo. Paris 2019 (2,5/5)
30.1.19
L'Amour debout (Michaël Dacheux, 2018)
L'Amour debout é o filme de estreia de Michaël Dacheux. Diversas personagens, quase todas muito jovens, pertencentes à elite cultural parisiense, tentam encontrar alguma definição na sua situação sentimental ou profissional. O realizador fala do que conhece (o pequeno mundo dos cinéfilos e estudantes de cinema) e o resultado é uma história muito pouco aberta à diversidade cultural francesa. Com Paul Delbreil, Adèle Csec, Samuel Fasse, Jean-Christophe Marti, Thibaut Destouches, Shirley Mirande, Pascal Cervo, Françoise Lebrun. Paris 2/5
22.1.19
Au bout des doigts (Ludovic Bernard, 2018)
Um jovem de uma cité de Paris, que se diverte a roubar casas com os amigos, tem um talento evidente para o piano. Um diretor (Lambert Wilson) do Conservatoire de Paris desafia-o a frequentar a instituição, mas o jovem acaba por entrar lá como alternativa à prisão e como trabalhador de limpeza. O benemérito diretor vai propor o jovem para um concurso internacional, arriscando o seu posto, mas com o apoio de uma brilhante professora (Kristin Scott-Thomas) da casa. Um conto de fadas moderno e desinteressante, semeado de clichés. Paris 1,5/5
12.10.18
Sauvage (Camille Vidal-Naquet, 2018)
Sauvage é um filme sobre um meio determinado, o da prostituição masculina de rua em Paris, mas é ainda mais justo vê-lo como um filme de personagem, que narra uma tragédia pessoal. Léo (Félix Maritaud) é um prostituto, atraente e desejado mas muito frágil num mundo de brutos. Vive perdido entre a dependência da droga de um colega que ama e do amor que procura em certos clientes. Muito cru na abordagem do meio da prostituição, o filme é comovente quando se foca em Léo. Paris 2018 Beaubourg 3/5
Voyez comme on danse (Michel Blanc, 2018)
Michel Blanc assina o seu segundo filme baseado em personagens do escritor inglês Joseph Connolly. Voyez comme on danse é uma comédia sobre uma família particularmente anormal cuja alma (Karin Viard) não quer outra coisa que atingir uma normalidade que lhe foge sempre. O filme nem sempre é tão cómico como deveria, mas o elenco é uma maravilha: Karin Viard, Carole Bouquet, Charlotte Rampling, Jean-Paul Rouve, William Lebghil, Jacques Dutronc, Guillaume Labbé e Michel Blanc. Paris 2018 Bercy & TV 3/5
11.3.18
Eva (2018)
Benoît Jacquot é um bom realizador mas faz por vezes filmes muito mornos, que não exploram devidamente o material em que se inspira. No caso de Eva, trata-se da adaptação (segunda, depois de Joseph Losey) do romance Eve (1945), de James Hadley Chase. Um gigolo oportunista (Gaspard Ulliel) rouba uma peça de teatro que faz passar por sua e torna-se famoso. Para a peça seguinte, ele inspira-se em Eva (Isabelle Huppert), prostituta casada com um presidiário. O escritor vai reproduzindo no papel a sua relação com Eva, mas será esta quem terá a última palavra. Isabelle Huppert retoma aqui o seu habitual papel de mulher fatal e glacial. Sempre a mesma, sempre soberana. Isabelle é a melhor razão para ver o filme. Paris 2018 Odeon 2,5/5
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