Mostrar mensagens com a etiqueta P. César FilmeN. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta P. César FilmeN. Mostrar todas as mensagens

3.4.21

Le Grand Chemin (Jean-Loup Hubert, 1987)

Um dos melhores filmes sobre a infância que já vi. A história é simples. Um rapaz vai passar uns tempos com uma amiga da mãe, em Rouans, aldeia de Nantes. Contrariado no início, depressa adapta-se às pessoas que o acolhem e tem uma menina da sua idade com quem pode brincar. Quantos filmes já vimos com a mesma história? Muitos, mas poucos tão bem realizados como este. Foi nomeado aos cinco Césars principais: melhor filme, realizador, argumento, atriz e ator. Richard Bohringer e Anémone levaram merecidamente o César para casa. Melun 2021 TV 4/5

21.3.21

En Liberté! (Pierre Salvadori, 2018)

Esta comédia parte de um argumento excecional sobre a viúva de um polícia que descobre que o marido era também um criminoso e decide libertar o homem que foi injustamente para a prisão, na vez do marido. Mas o inocente tem vários parafusos a menos, que provavelmente perdeu na prisão, e revela um comportamento destruidor que compromete a jovem viúva, que aliás se envolve sentimentalmente com ele e com um colega do marido. Os intérpretes (Adèle Haenel, Pio Marmai, Audrey Tautou) são impecáveis mas algo não está bem porque pouco me ri. O que será? Talvez um certo espírito cómico francês que escapa à minha sensibilidade... Melun 03.2021 TV 2,5/5

1.5.18

Le Dînner de Cons (Francis Veber, 1998)

Cruel e muito divertida. Le Diner de cons, ou Jantar dos Palermas, é uma comédia já clássica, que marcou milhões de franceses há 20 anos. Vi-a há pouco num voo de longo curso da Air France, de cujo menu de filmes não deve sair nunca. Um editor rico e arrogante (Thierry Lhermitte) marca um jantar com amigos para se divertirem com um convidado especial, um idiota escolhido a dedo. Mas o idiota (Jacques Villeret) vai acabar por infernizar a noite do seu anfitrião... O filme foi nomeado para seis Césars, tendo vencido o de melhor ator (Villeret), ator secundário (Daniel Prévost) e melhor argumento (Francis Veber, que adapta a sua própria peça). Rio-Paris 3,5/5

14.12.14

Nelly et Monsieur Arnaud (Claude Sautet, 1995)

Claude Sautet, Michel Serrault e Emmanuelle Béart
E se o último filme de Claude Sautet fosse o seu melhor? 
Ontem vi Nelly et Monsieur Arnaud (1995) e fiquei abismado com a perfeição, com o trabalho de relojoaria que o filme apresenta quando está quase a fazer 20 anos. Terei de (re)ver as obras-primas dos anos 1970 com Romy Schneider e Michel Piccoli para verificar a minha hipótese. Afinal, ainda recentemente descobri que os últimos filmes de François Truffaut estão entre os seus melhores, em todo o caso entre os meus preferidos do realizador. 
Nelly et Monsieur Arnaud é fiel à marca do autor: a burguesia em primeiro plano, a importância do trabalho e da profissão, as cenas em público (na rua, no restaurante, no café) multiplicam-se, os sentimentos e a interioridade como o mais importante do argumento. Como definir a relação entre Nelly e o senhor Arnaud? Eis o eixo do filme, que todavia não dá resposta à pergunta. Uma relação tão reticente à definição como a relação de Nelly com o marido e o novo namorado, como a relação entre o senhor Arnaud e a sua mulher, entre outras que o filme vai expondo. Um filme extraordinário. Paris 2014 Cinemateca 5/5