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21.7.26

Tragam-me a Cabeça de Carmen M. (2019)

REAL Felipe Bragança, Isabella Raposo, Catarina Wallenstein ARG Felipe Bragança, Catarina Wallenstein ELENCO Catarina Wallenstein, Higor Campagnaro, Helena Ignez ORIGEM Brasil, Portugal ESTREIA 20.01.2019 (F. Tiradentes)

EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 26.10.20, 18h30 Ciclo É Tudo Brasil!
Porto 10.04.2024 Batalha Centro de Cinema
Lisboa, 5.05.2019 IndieLisboa


Mormaço (Marina Meliande, 2018)

REAL Marina Meliande ARG Felipe Bragança, Marina Meliande ELENCO Marina Provenzzano, Sandra Maria, Pedro Gracindo ROD Rio de Janeiro ESTREIA 01.2018 (F. Roterdão), 9.05.2019 (Brasil) VISTO Porto, cinema Trindade 28.10.25

Porto, cinema Trindade 28.10.20, 16h Ciclo É Tudo Brasil!

9.7.26

Não Devore Meu Coração (Felipe Bragança, 2017)


O que eu mais gosto deste filme é a sua ambição. Quer ser grande, quer ir mais além. Parte de uma história surrada, a de Romeu e Julieta (adolescentes como os personagens de Shakespeare), cujas famílias se odeiam. Essa animosidade assume neste filme uma herança secular que opõe os brancos brasilerios aos índios paraguayos na zona de fronteira entre o Brasil e o Paraguai. O filme fica aquém da sua ambição, mas sobram cenas impressionantes, como as passadas no rio ou na estrada entre os motoqueiros. Paris 10.2017 FCBP 3,5/5

Um Animal Amarelo (Felipe Bragança, 2020)

 
Livre, fantasista, radical, didático, irreverente. O mundo lusófono detonado, cheio de fantasmas do passado colonial dolorido. Uma fábula por vezes opaca sobre os negócios contemporâneos entre o Brasil, Portugal e os países africanos. Coprodução entre o Brasil e Portugal, algures entre Júlio Bressane e Miguel Gomes. Porto 10.2020 cinema Trindade 2/5

29.4.26

Girimunho (Helvécio Marins e Clarissa Campolina, 2011)

REAL Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr. ARG Felipe Bragança ELENCO Maria Sebastian, Martins Alvaro, Luciene Soares da Silva, Wanderson Soares da Silva ESTREIA 5.09.2011 (F. Veneza) 27/04/2012 (Brasil) 5.08.2012 (França)

Gostei de GIRIMUNHO (Helvécio Marins e Clarissa Campolina, 2011). Para mim, representa uma tendência do cinema brasileiro independente de hoje, que, sabendo-se destinado a uma exibição errática e quase confidencial, não abre mão da exigência artística e da representação de determinados aspetos da sociedade brasileira. Numa pequena comunidade do interior do Brasil, uma mulher bem idosa acaba de perder o marido. Um facto natural como qualquer outro. Ela não tem pressa nem teme a sua vez. Mas o marido não a deixa viver em paz, voltando para continuar a meter-se com ela, como fazia em vida. O filme esposa o ritmo muito lento da vida da protagonista, e assim contemplamos a natureza e a vida com a serenidade com que ela o faz. Bem interessante. Paris, 2015 Cinemateca 3/5

EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 26.10.20, 19h45 Ciclo É Tudo Brasil!


A Praia do Futuro (Karim Aïnouz, 2012)

Karim Ainouz é um dos novos realizadores brasileiros que tem visto a sua obra circular pelo estrangeiro com alguma regularidade. Praia do Futuro, escrito por Karim Ainouz e Felipe Bragança, estrelado por Wagner Moura, foi apresentado ao público parisiense, em 2014, no Festival de cinema gay e lésbico de Paris e estreou semanas depois nas salas. O realizador esteve presente na sessão e agradeceu a alguns franceses que o ajudaram a financiar a sua primeira obra, o famoso Madame Satã, que também vai passou no festival. Praia do Futuro não é dos melhores filmes de Ainouz. Ele trocou a luminosidade do Nordeste brasileiro, que abre o filme, pelo céu de chumbo da Alemanha (o irmão do protagonista a dada altura fala de pólo norte ao referir-se à Alemanha). O melhor de Ainouz é a captação das paisagens, dos grandes espaços, e do sentimento de desconforto das personagens que as paisagens por vezes revelam. Mas o argumento tem alguns impasses. Um nadador-salvador (Wagner Moura) não consegue salvar um alemão que está de passagem pelo nordeste. Então envolve-se emocionalmente com o amigo do alemão, e resolve ir com ele para a Alemanha. Mas a sua estadia, no início marcada pelas saudades e mal-estar por ficar longe da família, torna-se definitiva. Numa terceira parte, o seu irmão mais novo, agora adulto, vai a Berlim procurar o irmão e exigir-lhe explicações sobre o abandono da família (entretanto a mãe morrera um ano antes). Esta questão é muito interessante porque vai contra a ideia e o costume enraizados de os brasileiros emigrantes ajudarem as famílias que ficam no Brasil. A emigração não quebra antes fortalece os laços familiares. Mas o protagonista deste filme abandona não só a família como se afasta do amante que o levou para a Alemanha. O final, numa praia gelada do norte da Europa, parece apontar para a reconciliação e a formação de uma nova família: os dois irmãos e o amante alemão. Um filme interessante, mas só parcialmente bem resolvido. Paris 2014 Bibliothèque 3/5

MADAME SATÃ (2002)
DVDTECA