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4.5.24

My Little Chickadee (1940)

Filme de Edward F. Kline
Paris 2024 Cinémathèque 2/5

Mon  petit poussin é uma comédia que  brinca com os clichés do western de Hollywood. A história é fina como o esparguete, mas as tiradas feministas de Mae West dão um sabor único ao filme.

22.11.21

The Killers (Robert Siodmak, 1946)

É impressionante como o mesmo conto de Hemingway deu origem a dois filmes tão diferentes, que torna pouco significativo dizer-se que o filme de Siegel (The Killers, 1964) é um remake do filme de Siodmak. Neste, a investigação sobre um assalto ocorrido anos antes é levada a cabo por um funcionário zeloso de uma companhia de seguros; naquele são os dois assassinos profissionais que matam um dos protagonistas do assalto que vão em busca dos restantes ladrões. Em ambos os casos todos procuram o dinheiro e saber quem ficou afinal com ele. No filme de Siegel apenas temos vilões, no de Siodmak temos o contraste entre estes e os que estão do lado da Lei. O de Siegel é bem mais negro. Ambos os filmes são admiráveis, mas talvez o de Siegel leve vantagem, pois enquanto o de Siodmak é um filme noir sem grande novidade, o de Siegel é pioneiro e anuncia algum do grande cinema americano dos anos seguintes, como Bonnie & Clyde (1967).  Paris: 2008 Le Champo & 2015 FQL 3/5
The Killers (1946), film noir de Robert Siodmak (nomeado ao Oscar), argumento de John Huston, Richard Brooks e Anthony Veiller (nomeado ao Oscar), adaptação de um conto de Ernest Hemingway (1927), com Burt Lancaster, Ava Gardner, Edmond O'Brien, Sam Levene, William Conrad, música de Miklós Rózsa (nomeado ao Oscar), produzido por Mark Hellinger (Universal).

Tinha saudades de ver um filme noir, daqueles clássicos a preto e branco com mulher fatal (Ava Gardner), bandidos (Burt Lancaster e outros) e os bons do lado da Lei (o polícia e o agente de seguros) e acima de tudo o interior negro destas personagens dominadas pelo vício do dinheiro, da luxúria e do poder sobre os outros. The Killers tem tudo isso na dose certa. Terceira vez que o vejo desde 2008 e pareceu-me melhor do que nunca. Paris 2020 Christine 3,5/5
The Killers (Universal, 1946), film noir de Robert Siodmak (nomeado ao Oscar), argumento de John Huston, Richard Brooks e Anthony Veiller (nomeado ao Oscar), adaptação de um conto de Ernest Hemingway (1927), com Burt Lancaster, Ava Gardner, Edmond O'Brien, Sam Levene, William Conrad, música de Miklós Rózsa (nomeado ao Oscar), produzido por Mark Hellinger (Universal).

The Dark Mirror (1946)
DVDTECA 

30.9.14

Secret Beyond the Door (Frtiz Lang, 1948)

Mais uma grande obra que junta Lang a Joan Bennet (esposa do produtor do filme, Walter Wanger) mas não chega a ser a obra-prima que foram os filmes em que os dois eram acompanhados por Edward G. Robinson. O argumento segue a moda dos thrillers psicanalíticos daqueles anos e isso impede que o filme seja melhor do que é. No entanto, continua a ser um Lang fabuloso, que vale a pena ver ou rever. 4/5

6.6.14

Scarlet Street (Fritz Lang, 1946)

Li que Scarlet Street foi durante algum tempo considerado um filme pouco importante na filmografia de Fritz Lang. Para mim, desde a primeira vez que o vi, é simplesmente um dos meus filmes preferidos não só de Lang como de todo o cinema. Já o vi algumas vezes e a paixão nunca esmoreceu. Em maio último foi reposto, numa cópia restaurada, nas salas francesas. Não sei o que mais admirar: a mestria de Lang, o argumento de Dudley Nichols ou as encarnações de Joan Bennett e Edward G. Robinson. Estes atores e Lang antes tinham assinado outra obra-prima do cinema negro, The Woman in The Window. Qual deles o melhor, venha o diabo e escolha. Uma cena memorável de Scarlet Street? Sem dúvida, a do assassinato de Bennett, quando ela se vira de costas na cama e ri-se desdenhosamente do homem que explora e só este vê nesse gesto o choro de arrependimento. Poucas cenas do cinema de Hollywood me impressionam tanto. Um dos filmes da minha vida, claro. Paris 2014,  Nota: 5/5